Terminou há pouco a reunião do
Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que discutiu o plano de trabalho do
deputado Marcos Rogério (DEM-RO) ao processo disciplinar contra o presidente da
Câmara, Eduardo Cunha.
Rogério propôs a oitiva de 19
testemunhas, sendo sete sugeridas pelo Psol e Rede, partidos que apresentaram a
representação contra Cunha no conselho; oito da defesa do deputado e quatro
sugeridas pelo relator.
Entre os depoentes estão nomes como o
doleiro Alberto Youssef, o empresário Júlio Camargo e Leonardo Meirelles,
ex-sócio de Youssef. Rogério quer ouvir inicialmente os dois últimos, que
teriam afirmado, em delação premiada no processo originado da Operação Lava
Jato, que Eduardo Cunha teria recebido propina depositada em contas no
exterior.
Também está previsto o depoimento de
dois advogados suíços. Neste caso, o presidente do conselho, deputado José
Carlos Araújo (PR-PR), deverá decidir como eles serão ouvidos – por
videoconferência, se possível, ou com a vinda deles ao Brasil, com passagens
custeadas pela Câmara. Cabe ao presidente da Casa deferir a compra de passagens
para o exterior.
Ao contrário das CPIs, o Conselho de
Ética não pode convocar as testemunhas, apenas convidar, o que as desobriga de
comparecer às reuniões.
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