No mesmo dia em que o presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), tomou café da manhã com o ex-presidente Lula e mais de 20
senadores em sua casa, à noite, as lideranças do PMDB se reuniram em um jantar
com a cúpula do PSDB, maior partido de oposição ao governo Dilma Rousseff atualmente.
O encontro noturno uniu o PMDB e o PSDB e mostrou
toda a faceta de camaleão dos peemedebistas. Dirigentes dos partidos afirmaram
que “vão trabalhar juntos para encontrar uma saída”. Do lado do PMDB, segundo o
jornal Folha de S. Paulo, participaram o presidente do Senado, Renan
Calheiros (AL), o líder da sigla na Casa, Eunício Oliveira (CE), e o senador
Romero Jucá (RR).
Já entre os tucanos, a cúpula compareceu em peso.
Foram ao jantar o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional da legenda, e
os colegas José Serra (SP), Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e
Aloysio Nunes (SP).
O senador Tasso Jereissati foi o porta-voz do grupo
e afirmou que “o momento é bastante grave” para o país. Segundo o senador,
“tanto o PMDB como o PSDB não podem ficar omissos”. Por fim, o tucano ressaltou
a união dos partidos. “Vamos trabalhar juntos para encontrar, o mais rápido
possível, uma saída para a crise que o Brasil vive”.
Já Eunício Oliveira negou que o objetivo da aliança
do PMDB com a oposição seja para “derrubar o governo Dilma”. Porém, sinalizou
que vai consultar os líderes de outras legendas sobre a possibilidade de
retirar a presidente do poder. Segundo ele, “o impeachment é uma realidade” e
“há um processo em andamento, assim como há uma ação no TSE (Tribunal Superior
Eleitoral)”. O senador afirmou ainda que há no Congresso Nacional um sentimento
de que é preciso encontrar uma solução.
A aproximação pública entre as cúpulas do PSDB e
PMDB é inédita, principalmente em se tratando de Renan Calheiros e Eunício, que
sempre foram os senadores mais ligados ao Palácio do Planalto. O crescimento da
oposição mostra o quanto o cenário é desfavorável para a presidente Dilma
Rousseff.
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