quarta-feira, 30 de março de 2016

Viemos do barro – e para lá voltaremos



Eis o que realmente somos: barro.

Mas alguns parecem pensar que são de porcelana!



Faz tempo que o mundo é mundo. Faz muito tempo. Faz tanto tempo que poucos conseguem saber contar. Muito antes da Pré-Dinastia do Alto Egito, também conhecida nos livros de História Geral como Dinastia Zero, “chefiada” (não encontrei ou termo melhor!) por Irv-Hor até o ano 3159 a.C. O reino era em Hieracômpolis.

Anos depois chegaria a Dinastia de Quéops que durou de 2589 até 2566 a.C e a ele foi creditada a construção da Grande Pirâmide de Gizé.

Pois bem. Desde então que o barro é barro e, além de servir para “construir” pirâmides do antigo Egito e preservar múmias e muitos anos ou séculos antes deles que, eu, você, nós e t6odos os outros começamos e ainda somos feitos do barro. Uns são feitos de um bom barro, enquanto outros.... mas também são de barro – e por isso quebram!

Entre eu e você e até mesmo entre nós frutificaram os livros que contam da Papua Guiné onde, segundo narra, teria aparecido o “homem”.

Ué, mas não foi no Éden?

E onde que Adão, atendendo a serpente, comeu a maçã?

E qual a relação que tem a maçã, com o barro e, agora, com o espermatozóide?



Você já viu o trabalho de um oleiro?

Oleiro é aquele cidadão que molda o barro, a argila. É um trabalho artesanal, cada vaso é moldado sozinho e por isso cada vaso é único, por mais que haja semelhanças entre vasos, algum detalhe difere um do outro, é impossível ao oleiro produzir dois vasos exatamente iguais.

Certa vez Deus falou ao profeta Jeremias e disse:

“Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras.” (Jeremias 18:2).

Jeremias obedeceu e foi na casa de um oleiro e chegando lá ele viu a maneira como o homem lidava com o barro sobre as rodas de oleiro. Ele pegava o barro, colocava sobre a bancada (que é redonda e movida por uma espécie de roda) e, aos poucos, aquele barro feio, mal cheiroso, sem forma, começava a tomar forma de um vaso, de um objeto de barro. (O oleiro e o barro – Anônimo)

Pois, isso não pretende ser uma parábola, muito menos uma pregação bíblica. É tão somente, a verdade. Somos o próprio barro e para ele voltaremos.

Ainda hoje em locais que voltam a ser descoberto – o Vale do Gurguéia, onde ficam alguns cânions é um exemplo – insetos e animais pré-históricos são encontrados. Os estudiosos, numa adjetivação fantasiosa, os chamam de fósseis.

Não são fósseis. É barro petrificado.

Quantas pessoas desapareceram vivas na recente catástrofe da Samarco?

Daqui a centenas de milhares de anos, os que ainda estiverem neste plano as encontrarão. Chamarão – também – de fósseis. Mas nada serão além de “barro” fossilizado.

E, desse novo barro serão feitos mais homens. Talvez seja isso que resolvemos chamar de reencarnação.

O pó. O barro. A vida que toma forma nas mãos do oleiro num ciclo vicioso de transformação.



“E o pó volte à Terra, como o era, e o Espírito volte a Deus, que o deu.” (Eclesiaste 12.7)


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