Eis
o que realmente somos: barro.
Mas
alguns parecem pensar que são de porcelana!
Faz tempo que o mundo é mundo. Faz muito tempo. Faz
tanto tempo que poucos conseguem saber contar. Muito antes da Pré-Dinastia do
Alto Egito, também conhecida nos livros de História Geral como Dinastia Zero,
“chefiada” (não encontrei ou termo melhor!) por Irv-Hor até o ano 3159 a.C. O
reino era em Hieracômpolis.
Anos depois chegaria a Dinastia de Quéops que durou de
2589 até 2566 a.C e a ele foi creditada a construção da Grande Pirâmide de
Gizé.
Pois bem. Desde então que o barro é barro e, além de
servir para “construir” pirâmides do antigo Egito e preservar múmias e muitos
anos ou séculos antes deles que, eu, você, nós e t6odos os outros começamos e
ainda somos feitos do barro. Uns são feitos de um bom barro, enquanto
outros.... mas também são de barro – e por isso quebram!
Entre eu e você e até mesmo entre nós frutificaram os
livros que contam da Papua Guiné onde, segundo narra, teria aparecido o
“homem”.
Ué, mas não foi no Éden?
E onde que Adão, atendendo a serpente, comeu a maçã?
E qual a relação que tem a maçã, com o barro e, agora,
com o espermatozóide?
Você já viu o trabalho
de um oleiro?
Oleiro é aquele cidadão
que molda o barro, a argila. É um trabalho artesanal, cada vaso é moldado
sozinho e por isso cada vaso é único, por mais que haja semelhanças entre
vasos, algum detalhe difere um do outro, é impossível ao oleiro produzir dois
vasos exatamente iguais.
Certa vez Deus falou ao
profeta Jeremias e disse:
“Levanta-te, e desce à
casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras.” (Jeremias 18:2).
Jeremias obedeceu e foi
na casa de um oleiro e chegando lá ele viu a maneira como o homem lidava com o
barro sobre as rodas de oleiro. Ele pegava o barro, colocava sobre a bancada
(que é redonda e movida por uma espécie de roda) e, aos poucos, aquele barro
feio, mal cheiroso, sem forma, começava a tomar forma de um vaso, de um objeto
de barro. (O oleiro e
o barro – Anônimo)
Pois, isso não pretende ser uma parábola, muito menos
uma pregação bíblica. É tão somente, a verdade. Somos o próprio barro e para
ele voltaremos.
Ainda hoje em locais que voltam a ser descoberto – o
Vale do Gurguéia, onde ficam alguns cânions é um exemplo – insetos e animais
pré-históricos são encontrados. Os estudiosos, numa adjetivação fantasiosa, os
chamam de fósseis.
Não são fósseis. É barro petrificado.
Quantas pessoas desapareceram vivas na recente
catástrofe da Samarco?
Daqui a centenas de milhares de anos, os que ainda
estiverem neste plano as encontrarão. Chamarão – também – de fósseis. Mas nada
serão além de “barro” fossilizado.
E, desse novo barro serão feitos mais homens. Talvez
seja isso que resolvemos chamar de reencarnação.
O pó. O barro. A vida que toma forma nas mãos do oleiro
num ciclo vicioso de transformação.
“E o pó volte à Terra, como o era, e o Espírito volte a
Deus, que o deu.” (Eclesiaste 12.7)
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