O Senado aprovou nesta quarta-feira (9) a Medida
Provisória 696/15, que reduz o número de ministérios de 39 para 31. Editada em
outubro do ano passado, ela fez parte de um pacote lançado pela presidente
Dilma Rousseff com cortes de cargos e aumento de impostos para tentar cumprir a
meta de superávit primário prevista para 2015. Com a aprovação pelos senadores,
em plenário praticamente vazio, a MP segue para sanção presidencial.
A MP reduz de 39 para 31 o número de ministérios, e
as principais mudanças são na fusão dos ministérios do Trabalho e da
Previdência Social e na extinção do Ministério da Pesca, que foi transformado
em secretaria ligada ao Ministério da Agricultura. Outra mudança acontece na
fusão dos ministérios do Trabalho e da Previdência Social e a extinção do
Ministério da Pesca, que se transformou em uma secretaria ligada ao Ministério
da Agricultura.
Durante a sessão, foi rejeitada parte do texto
que tratava da incorporação das atribuições sobre a Previdência Social pelo
Ministério do Trabalho. Os artigos que asseguravam ao cargo de auditor-fiscal
do Trabalho e de Regimes Previdenciários de Servidores Públicos competência
para fiscalizar o funcionamento de regimes previdenciários integrados por
servidores públicos, foram retirados do texto por 25 votos favoráveis, a 14
contra e cinco abstenções.
As estimativas da reforma administrativa proposta
pela equipe econômica do governo da presidente Dilma Rousseff preveem redução
de R$ 200 milhões nos gastos públicos a partir da extinção de secretarias e
redução de cargos comissionados. À época do lançamento da medida, a própria
presidente avaliou que a proposta tornaria o Estado mais “ágil”.
Jabutis - Partidos da
oposição (DEM, PPS, PSDB e PSC) chegaram a instruir as legendas para obstruir a
votação. Entretanto, após a retirada dos artigos caracterizados como “jabutis”
pelos parlamentares, a apreciação da matéria seguiu. A decisão de excluir os
acréscimos da MP foi embasada na deliberação do Supremo Tribunal Federal
(STF), que declarou a inconstitucionalidade do artifício legislativo conhecido
como “contrabando legislativo”, que adiciona emendas sem relação com o tema central de medidas
provisórias.
Durante a apreciação da matéria, o senador Ricardo
Ferraço (PSDB-ES) questionou o tamanho da reforma proposta pelo Executivo. O
parlamentar caracterizou como “patético e dissimulado o remendo proposto
pelo governo”, avaliando que a proposta deve atender às necessidades da
sociedade.
“Esta reforma se transformou em uma miragem. Se
transformou em um truque, um factóide, porquê de reforma ela não tem nada”,
disse. De acordo com ele, a medida deveria apresentar para a sociedade
brasileira a possibilidade de “fazer mais com menos”.
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