Alfredo Mergulhão
Rio - O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB),
classificou suas declarações em diálogo gravado pela Polícia Federal na
Operação Lava Jato como comentários de extremo mau gosto, que geraram
arrependimento e vergonha. Ele
minimizou o trecho em que sugeriu um limite para a atuação dos investigadores e
negou que tenha informações sobre a titularidade do sítio em Atibaia, usado
pela família do ex-presidente. "Quero dar esclarecimentos, satisfação e
contextualizar aquela conversa. Eu tentei ser gentil com o ex-presidente que
ajudou muito a cidade e meu governo, e que agora passa por um momento
difícil", disse. Paes alegou que em uma ligação gentil, as pessoas falam
gentilezas. "Eu sou carioca em excesso, o terror dos assessores, falo
muito em on e em off. Foram brincadeiras de mau gosto com Pezão e Dilma",
afirmou. Ele também se desculpou com a população de Maricá, alvo de piadas na
conversa interceptada pela PF.Sobre o comentário de que seria preciso "dar
um limite" ao MPF e à PF, o prefeito procurou contextualizar a conversa
com os dias que seguiram ao depoimento prestado por Lula na Lava Jato. "Eu
me referia à condução coercitiva. Considerei que houve certo exagero e está foi
uma crítica de boa parte da população", justificou. A respeito do sítio,
Paes declarou não saber de nada e acrescentou que cabe ao ex-presidente dar
explicações. "Eu respondo pelos atos na vida politica", afirmou.
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