O Ministério Público de São Paulo pediu nesta
quinta-feira (10) a prisão preventiva do ex-presidente Lula e de outras cinco
pessoas dentro da investigação da ocultação de propriedade do triplex no
edifício Solares, no Guarujá (SP). O petista é acusado dos crimes de lavagem de
dinheiro e falsidade ideológica. A denúncia contra Lula e outras 15 pessoas foi apresentada na Justiça pelo MP
ontem (9).
Oficialmente, o triplex está no nome da construtora
OAS, que adquiriu o imóvel da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São
Paulo (Bancoop). No entanto, para os promotores responsáveis pela investigação,
Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Moraes de Araújo,
existem indícios de que o ex-presidente é o verdadeiro dono do imóvel.
Em entrevista coletiva concedida em São Paulo na
tarde de hoje, eles afirmaram que os indícios contra o ex-presidente são
testemunhais. De acordo com os promotores, foram ouvidas “mais de duas dezenas”
de pessoas dentro do inquérito, desde zeladores do prédio a moradores do
Solaris, passando por funcionários da OAS e o diretor da empresa responsável
pela reforma no triplex.
“[A prisão preventiva de Lula se justifica] pois
sabidamente possui poder de ex-Presidente da República, o que torna sua possibilidade
de evasão extremamente simples”, argumentam os promotores na ação. Além de
Lula, o MP-SP pediu a prisão do ex-tesoureiro nacional do PT João Vaccari, do
ex-presidente da OAS Leo Pinheiro, do diretor da empresa Fábio Hori Yonamine,
do diretor da empreiteira responsável pela forma, Roberto Moreira Ferreira, e
de dois membros do Bancoop, Ana Maria Érnica e Vagner de Castro.
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