A Justiça do Distrito Federal aceitou denúncia
contra a deputada distrital Liliane Roriz (PTB) por lavagem de dinheiro.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a filha de Joaquim Roriz recebeu dois
apartamentos em Águas Claras, bairro de classe média do DF, fruto de crimes
contra a administração pública. Por unanimidade, o Conselho Especial do
Tribunal de Justiça local decidiu tornar a parlamentar ré no processo. Os
promotores alegam que os imóveis foram dados a Liliane em troca de favores
políticos.
De acordo com o Ministério Público do DF e
Territórios (MPDFT), o ex-governador, Joaquim Roriz, juntamente com
funcionários do Banco Regional de Brasília (BRB) e os proprietários da
construtora WRJ Engenharia de Solos e Materiais Ltda., estão sendo investigados
pela prática de delitos de corrupção passiva e ativa, sob o argumento e a repactuação
de financiamento junto ao BRB para beneficiar a construtora, que em troca,
teria entregado a Roriz e a seus familiares 12 apartamentos no Residencial
Monet, em Águas Claras (DF).
A deputada, vice-presidente da Câmara Legislativa
do Distrito Federal, argumenta que a denúncia não deveria prosseguir, pois não
descreve adequadamente as ações de cada autor. A defesa alega ainda que a,
segundo a Constituição Federal, nenhuma acusação pode ultrapassar as pessoas
que participaram de um eventual crime e que a impossibilidade da configuração
do crime de corrução passiva e a inexistência de crime anterior impedem a
caracterização do delito de lavagem. Ainda segundo a defesa, a deputada não
tinha ciência de qualquer tratativa feita pelo seu pai em relação ao tema
tratado na denúncia.
Os advogados de Liliane já anunciaram que vão
recorrer da decisão.
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