Se você quiser apressar o passo, vai poder encontrar
nos primeiros metros depois da esquina onde o vento fez a curva, uma placa, que
confirma o tempo não tão distante. Foi um marco importante para as gerações que
conseguiram passar dos 50 anos de idade.
Se você ler a gravação na placa da esquerda, vai
encontrar: “aqui viveu a honestidade – que morreu de velhice”. Na placa da
direita, está gravado: “no nosso tempo usávamos o bom dia, o dá licença, o faça
favor, o muito obrigado e, no primeiro encontro matinal, pedíamos a bênção aos
nossos pais.”
Pois sim. Bem ali, aonde muitos ainda conseguem ler,
era comum abrir os olhos nos primeiros matizes solares de cada dia, e, levantar
e ir pegar “o leite, o pão e o jornal” que os entregadores deixavam no solar da
porta. Ninguém “bulia” (para usar uma linguagem bem cearense, da qual nos
orgulhamos de nunca ter trocado por “feed-back”, “impeachment”, ou coisa do
gênero) naquilo que não lhe pertencia.
E aí o mundo evoluiu. Ficou moderno. Avançou!
Como?
Tente fazer hoje – no mundo que você também considera
evoluído - aquilo que seus avós fizeram com o leite, o pão e os jornais – e verá
o que acontece. Vai acontecer uma ação moderna, evoluída, digna de ser
“curtida” e “compartilhada”.
Na foto anterior – travessia de idoso na faixa de
pedestres – observe detalhes. Além da infração de “parar sobre a faixa”, a foto
mostra que o (a) motorista (a) avançou o sinal. Observe que, logo acima do
chapéu do idoso que está atravessando a faixa, o sinal verde que permite a travessia
de pedestres está aceso. Tanto está aberto para a travessia de pedestres que,
no sentido contrário, uma jovem vestida de vermelho continua fazendo a
travessia.
Essa mesma foto permite deduzir que, o veículo
“estacionou” ali depois que o idoso passou. Não fosse assim, ele não estaria
ali.
Pois, com certeza, é esse “povo” que vive reclamando de
tudo. Reclama da falta de respeito, do esquecimento dos direitos humanos e
muito mais.
FINALMENTE, não se exima dessas culpas. Você também tem
culpa nesses atos, quando largou seu filho ao limo e à força do vento. Você tem
culpa a partir do momento que delegou suas obrigações paternas ao Estado,
permitindo que ele ultrapassasse suas paredes para proibir que você puna (no
sentido de corrigir e fazer dele “gente”) seu filho.
E, você que permitiu isso, não tem nada de diferente de
Bolsonaro ou Jean Rural da vida. Você também está cuspindo na cara da família
brasileira.
Honre suas calças e assuma isso.
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