A situação das contas públicas brasileiras, segundo
levantamentos da equipe econômica do governo interino de Michel Temer, pode
superar a casa dos R$ 150 bilhões. O valor está muito acima do estimado pelo
governo Dilma Rousseff e também ultrapassa os R$ 120 bilhões previstos
inicialmente pela nova
equipe econômica.
Ainda de acordo com o jornal Folha de S. Paulo,
caso quadro grave se confirme, o governo terá que definir um novo corte de
despesas no Orçamento e buscar novas receitas. O Planalto pretende, porém,
preservar o investimento em saúde e programas sociais.
Para elevar o custo da receita, a Fazenda analisa
aumentar a Cide – contribuição utilizada para regular o preço de combustíveis –
em vez de criar uma nova contribuição, como a CPMF. A CPMF, porém, possui maior
potencial de arrecadação. Com a alíquota de 0,38% sobre movimentações
bancárias, o governo pode gerar entre 1,5% e 2% de aumento no PIB.
Para ter a mesma arrecadação com a Cide, seria
necessário elevar a alíquota sobre a gasolina de R$ 0,10 para R$ 1,70 e sobre o
diesel de R$ 005 para 0,85 por litro, segundo levantamento do banco Credit
Suisse. Ao consumidos, os combustíveis poderiam ter um aumento de 50% e 30%,
respectivamente.
Meta - O governo ainda
precisa aprovar no Congresso um projeto para modificar a meta apresentada pela
presidente Dilma, que pretendia encerrar 2016 com um superavit primário de R$
24 bilhões. O próprio governo petista já havia abandonado a meta e estipulado
um déficit de R$ 96,7 bilhões.
A equipe econômica está fechando os cálculos do déficit
para apresentar a revisão da meta o mais breve possível, porque, sem a autorização
para encerrar 2016 com déficit, governo teria que editar um decreto com
bloqueio de gastos para cumprir o superavit. A medida, porém, pode paralisar
ministérios e serviços públicos.
O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros
(PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira que só irá deliberar sobre a questão na próxima
semana.
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