Marcello Casal/Agência Brasil
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações
da Operação
Lava Jato na Justiça, condenou o ex-ministro da Casa Civil
José Dirceu (governo Lula) a 23 anos e três meses de prisão por corrupção,
lavagem de dinheiro e organização criminosa. A sentença desta quarta-feira (18)
é a segunda contra o petista por crimes de corrupção. Em 2012 ele foi condenado
no mensalão.
Dirceu está preso em Curitiba desde agosto de 2015.
Ele cumpria pena em regime domiciliar, decorrente do mensalão, quando foi detido
pela Polícia Federal acusado de envolvimento no caso de corrupção na Petrobras.
O ex-ministro foi punido por corrupção, lavagem de dinheiro e organização
criminosa. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado e ainda
cabe recurso.
De acordo com os procuradores da força-tarefa da
Lava Jato, Dirceu “ocupava papel de destaque” na organização criminosa e foi
beneficiário final de valores desviados, além de ser um dos criadores do
“complexo esquema criminoso praticado em variadas etapas e que envolveu
diversas estruturas de poder, público e privado”.
Outros 14 investigados também foram condenados por
Mor, entre eles: Gerson de Mello Almada, Renato de Souza Duque, Pedro José
Barusco Filho, João Vaccari Neto, Milton Pascowitch, José Adolfo Pascowitch,
Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, Júlo Cesar dos Santos, Fernando Antônio
Guimarães Hourneaux de Moura.
Roberto Marques, ex-assessor de Dirceu, foi
condenado a três anos de reclusão, mas a pena foi substituída por prestação de
serviço à comunidade e prestação pecuniária.
No mês passado, o Ministério Público Federal (MPF)
pediu à Justiça Federal do Paraná a condenação do ex-ministro José Dirceu, do
ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, e de mais 13 réus da ação penal
decorrente da 17ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco. O pedido
foi feito nas alegações finais.
|
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Por favor. Não aceitaremos palavras indecorosas nem comentários que atinjam a honra dos demais comentaristas.