segunda-feira, 9 de maio de 2016

Nossa gente 7 – todos no mesmo pódio

 

Tony Castro



Para algumas pessoas, individualmente falando, a vida melhorou. Houve algum tipo de progresso. É comum quem viaja pelas inúmeras estradas brasileiras – falamos das boas, claro! – olhar casas simples, em povoados simples nas margens das estradas, antenas parabólicas, carros e outros acréscimos materiais.

Claro que, isso apenas, não significa “progresso” – mas é um item a considerar. E foi exatamente em alguns desses povoados de municípios brasileiros que, lá pelos anos 50, a novidade aportou: a chegada do rádio e a magia do seu som. As tardes de domingo ficaram diferentes e as programações de várias famílias mudaram completamente. Entraram as tardes esportivas e outros noticiários que acabaram se tornando famosos.

Por conta do rádio, famílias inteiras trocaram as tardes do descanso e do lazer pelas transmissões dos jogos de futebol. Rádio Nacional, Rádio Tupy, Rádio Continental, Rádio Uirapuru, Rádio Gurupi, Rádio Marajoara, Rádio Jornal do Commércio e, com certeza, mais de uma centena de outros bons prefixos se transformaram nas principais atrações nesses povoados municipais.

Era o rádio e suas ondas moduladas mudando o país. A noite ficou diferente com o Gontijo Teodoro transmitindo o Repórter Esso; Íris Letieri se transformou numa voz identificável no país inteiro ao lado de Wilton Gomes e Luiz Jatobá. Aqui e ali, o rádio – o som do rádio, para ser mais preciso – teve influência na vida do povo brasileiro.

E, falar da importância do rádio num país que somente há poucos anos passou a usufruir da imagem televisiva, sem falar da importância de alguns profissionais que deram a própria vida pelo prazer de fazer rádio, é a mesma coisa que nada dizer.

E, hoje, acrescentamos na nossa série para a sétima edição, focando um Radialista que deu a vida pelo rádio. Ele veio do interior do vizinho Estado do Pará, mais propriamente de Viseu.

Estamos querendo falar (e render homenagem – por conta da sua ida prematura para o lado direito do Pai) de Antônio Souza Castro, que se tornou famoso entre nós pelo codinome “Tony Castro”.

Tony Castro nasceu em Viseu/PA, no dia 15 de abril de 1954. Era filho de Raimundo Souza Castro e Raimunda Souza Castro. Ao falecer, deixou os filhos Robson Magno, Adriana de Souza Castro e Márcio Rogério Rodrigues Castro.

Foi na Rádio Educadora Rural do Maranhão, ao lado de profissionais da estirpe de Roberto Fernandes, Deny Cabral, Juarez Medeiros e tantos outros, que o “Gigante” se tornou conhecido. Também teve passagem marcante na Rádio Timbira, Rádio Capital e, por último, na Rádio São Luís.

Tony Castro tinha preferência por atuar na editoria de Política, que desempenhava com competência ímpar – chegou a ser considerado por anos seguidos, o melhor e mais competente da área, pela forma fácil e desenrolada de apresentar as matérias quase sempre baseadas nas ações do executivo estadual ou da Câmara Municipal de São Luís, ou, ainda, da Assembleia Legislativa do Maranhão, onde, por sinal, graças a uma proposição do então deputado estadual Pavão Filho, foi agraciado com o título de cidadão maranhense no ano de 2008. Mas, Tony fazia muito bem qualquer editoria, incluindo aí a área esportiva.

Sempre brincalhão quando estava sem microfone, Tony Castro era um amigo fraternal, com passagens marcantes na comunidade do microfone. Quando estava de folga – o que era muito raro – costumava afogar as mágoas, pois ninguém é de ferro.

Acometido do diabetes – que acabou por lhe ceifar a vida – Tony Castro viveu seus últimos dias no leito do Hospital dos Servidores, unidade da Cidade Operária. Seu corpo jaz no Cemitério Jardim da Paz, no Vinhais.

Ainda que tenha vindo de outro Estado, Tony Castro foi um desses “gigantes” que ajudaram a construir São Luís, desenvolvendo com competência a sua profissão de divulgar através do rádio. Fez muito e sempre esteve por merecer homenagem oficial da Prefeitura Municipal de São Luís e do Estado do Maranhão.




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