sexta-feira, 20 de maio de 2016

Nossa gente – todos no mesmo pódio

 

Zé Carlos “Companheiro”



O turismo se transformou numa das principais atrações para as cidades dignas de visitação. E, no leque do Turismo tem assento importante, a culinária. É na culinária que muitos se sustentam e a fazem fonte de trabalho e renda.

Faz tempo o acarajé é uma “curiosidade” e tem alta preferência para quem está visitando Salvador, capital baiana, é até “patrimônio” material reconhecido pela UNESCO. Faz tempo, o açaí (juçara para outros) alimenta quem visita Belém, e existe como fonte de renda de várias famílias.

Por anos, o antigo abrigo da Praça do Ferreira, em Fortaleza, tinha como atração principal, os sanduíches do “Pedão da Bananada”. Era ali, também, que muitos se encontravam para discussões do dia-a-dia, com destaque para política e futebol.

E, assim, como diz a letra melódica, “se todos cantam a sua terra, eu também vou cantar a minha. E a minha terra, moço, é uma belezinha.”

Hoje, na nossa série que tenta resgatar pessoas que trabalham por São Luís – e muitas ainda não foram reconhecidas pelos gestores – apresentamos José Carlos Nunes, maranhense que poucos conhecem. Mas, se o identificarmos com “Companheiro do Cachorro-Quente”, logo ele se torna mais conhecido que menina nova na “zona”.

JOSÉ CARLOS NUNES, o “Companheiro”, nasceu em São José de Ribamar. Veio ao mundo como filho de José Pedro Nunes e Gregória Nunes. Hoje, com família construída e vivendo na retidão da vida, mora no populoso bairro do Anjo da Guarda.

Casado e pai de dois filhos, “Companheiro” mantém a família vendendo cachorro-quente. Essa luta já acontece há 56 anos. Descobriu que poderia manter a família, em 1958, vendendo a “merenda” para os estudantes do Colégio Marista. Depois trabalhou na frente do Liceu Maranhense e mais tarde na frente do Colégio Ateneu.

Na Praça João Lisboa – ou nas imediações – já completou mais de 40 anos. Iniciou na Rua de Nazaré e anos depois mudou para as proximidades da Rua Grande, nas imediações do abrigo.

Está no “Beco da Pacotilha” (Rua João Victal de Matos) tem 36 anos. Conhece os fregueses pelos nomes ou apelidos e tem uma grande folha de amigos. É ali, na venda do cachorro-quente do “Companheiro”, que muitos param para falar sobre futebol e assuntos gerais – enquanto aproveitam para “merendar”.

José Carlos Nunes, o “Companheiro” é colaborador do Moto Club, além de apaixonado torcedor. Já recebeu homenagem especial da Câmara Municipal de São Luís – é cidadão ludovicense. É uma dessas criaturas que, a seu modo e de acordo com seu trabalho, ajuda diariamente a construir São Luís.

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