A Comissão de Relações Exteriores e
de Defesa Nacional aprovou na quarta-feira (22) o acordo de cooperação entre
Brasil e França para regulamentar o transporte rodoviário de passageiros e
cargas entre o território brasileiro e a Guiana Francesa, pela ponte
internacional sobre o rio Oiapoque. Pronta desde junho de 2011, a ponte liga
por terra o Brasil à Guiana Francesa e custou R$ 61 milhões. A ponte conecta,
diretamente, as cidades de Oiapoque (Brasil) e Saint-Georges-de-l'Oyapock
(França).
De acordo com o texto, o trânsito de
veículos de transporte se dará com base no princípio da reciprocidade e
conforme as leis e regulamentos existentes em cada país e estará sempre sujeito
à autorização.
“O texto contém as normas essenciais
e necessárias para reger as diversas situações de
transporte de passageiros e cargas”, disse o relator na comissão, deputado Claudio Cajado (DEM-BA).
transporte de passageiros e cargas”, disse o relator na comissão, deputado Claudio Cajado (DEM-BA).
Empresas de transporte de um dos
países ficam, pelo acordo, proibidas de fazer transporte rodoviário interno no
outro país.
Regime fronteiriço - O texto cria um regime fronteiriço para que as
normas de transporte internacional estabelecidas pelo acordo não restrinjam
facilidades futuras aceitas pelos dois países. Os veículos só poderão
atravessar a fronteira pela ponte sobre o rio Oiapoque. Novos pontos de
passagem precisam ser incluídos no acordo para ter validade.
O texto também define uma comissão
mista com representantes da área de transporte dos dois países – pelo Brasil, a
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) – para avaliar periodicamente
a execução do acordo, especificar as autorizações de transporte concedidas,
entre outros temas.
Inauguração - Cajado disse que a ponte ainda não foi inaugurada
por causa de atrasos em obras de infraestrutura no lado brasileiro e da
pendência de acordos internacionais como o aprovado pela comissão.
“A inauguração da ponte depende da
ratificação do acordo sob consideração e da realização de uma série de obras,
sobretudo de infraestrutura, na área adjacente à ponte”, disse Cajado.
Segundo ele, falta construir prédios
públicos para receber estrutura de fiscalização de fronteira, como técnicos da
Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A previsão do Departamento Nacional
de Infraestrutura e Transportes (Dnit) era de que a primeira parte da estrutura
aduaneira fosse entregue até o fim de janeiro. No entanto, a abertura da
ligação ainda depende da construção do entorno da alfândega, de asfaltamento,
da criação de estacionamento e de urbanização. Enquanto a obra não é totalmente
entregue, a travessia segue sendo feita em pequenos barcos, chamados de
"catraias".
Tramitação - O acordo com a França foi celebrado em Paris, em 19
de março de 2014. O texto tem origem na Mensagem 349/14, do Executivo, e
passará a tramitar na Câmara por meio do Projeto de Decreto Legislativo 50/15.
A proposta tramita em regime de prioridade
e ainda será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Plenário. Se
aprovado, o texto segue para o Senado e poderá, então, ser ratificado.
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