O advogado Clóvis Corrêa Filho, que
representa o ex-deputado Pedro Côrrea (PP-PE), disse que o aconselhou a fazer
delação premiada. Corrêa foi preso nesta sexta feira, 10, sob suspeita de
ligação com esquema de propinas na Petrobras.
Segundo o decreto de prisão,
subscrito pelo juiz federal Sérgio Moro, o ex-deputado recebeu valores ilícitos
do doleiro Alberto Youssef, peça central da Operação Lava Jato, mesmo quando
estava sob julgamento no Supremo Tribunal Federal no processo do Mensalão.
Condenado no mensalão, Pedro Corrêa
cumpre pena na penitenciária de Canhotinho, a 210 quilômetros de Recife (PE).
Ele será transferido do local para a capital pernambucana no sábado, 11, de helicóptero,
e depois irá para Curitiba, base das investigações da Lava Jato.
O advogado Corrêa Filho disse que
esteve com o ex-parlamentar, de quem é primo, na terça-feira, 7, na
penitenciária e sugeriu que ele fizesse a delação. No início de março, o Supremo
Tribunal Federal (STF) aceitou a abertura de investigação contra Pedro Corrêa,
após pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
"A minha sugestão é que ele faça
delação premiada. Ele tem 67 anos de idade, é diabético, tem pressão alta. O
caminho que ele tem é o de colaborar com a Justiça", afirmou o advogado,
que é desembargador aposentado do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região e
professor de Direito.
Clóvis Corrêa Filho disse que deve
acompanhar o ex-parlamentar a Curitiba. Questionado se o ex-deputado teria como
contribuir com as investigações, o advogado disse. "Demais, demais,
demais, vai passar a República a limpo, se ele contar tudinho."
Para Sérgio Moro, "a prova do
recebimento de propina mesmo durante o processamento da Ação Penal 470 reforça
os indícios de profissionalismo e habitualidade na prática do crime,
recomendando, mais uma vez, a prisão para prevenir risco à ordem pública".
O juiz destaca que Pedro Corrêa, atualmente cumprindo pena em regime semiaberto
pela condenação no processo do mensalão "é recorrente em escândalos
políticos criminais e traiu seu mandato parlamentar e a confiança que a
sociedade brasileira nele depositou.".
"O Moro tem sido muito
cuidadoso, diligente, nós temos que ajuda-lo nessa tarefa, passar isso a
limpo", disse Clóvis Corrêa Filho. "Quem não erra? Quem nunca errou
que atire a primeira pedra. A forma de se corrigir será a delação
premiada."
Fonte: Estadão Conteúdo
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