Por Thiago Ney , iG São Paulo
MBL pede de impeachment a asilo político para Leopoldo López. Líder diz
que "ser rebelde é ser de direita".
Kim Kataguiri, de 19 anos, um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo
responsável por marcar a maioria dos protestos anti-Dilma pelo País, crê que a
voz das ruas estará menos fragmentada no próximo domingo (12). O grupo vai
"focar em um discurso que aponta como o governo está desconexo com o que
está havendo nas ruas". A pauta de reivindicações é composta por dez
itens
Partindo do impeachment da presidente
Dilma Rousseff, o grupo pede ainda: redução pela metade do número de ministérios, fim
das fraudes orçamentárias, saída do ministro do STF José Dias Toffoli do
colegiado que julgará os crimes denunciados pela operação Lava Jato, CPI
do programa Mais Médicos, CPI do BNDES, ajuste fiscal sem aumento de
impostos, repúdio ao Foro de São Paulo, concessão de asilo político ao
venezuelano Leopoldo López e fim das verbas de publicidade estatal.
Assim como nos dias que antecederam
as manifestações de 15 de março, Kim e seu grupo vêm atuando principalmente em
redes sociais e em plataformas como YouTube para atrair gente para os protestos
de domingo. Além disso, partiram para o corpo a corpo na tentativa de
conquistar simpatizantes.
"Somos fortes na internet, mas
estamos realizando ações 'físicas'. Nos últimos finais de semana, saímos
por algumas cidades fazendo panfletagem e distribuindo adesivos. São ações
presenciais, para um público que não costuma frequentar a internet", diz
Kataguiri.
"Um dos nossos objetivos é
acabar com essa visão de que o jovem tem de ser de esquerda. Hoje ser rebelde é
ser de direita. A esquerda é o establishment. Ser rebelde é estar contra o
partido que está no poder", continua.
Domingo - O protesto do MBL a favor do impeachment terá o apoio de grupos
como Revoltados Online e Vem Pra Rua (este último era contrário ao impeachment
até poucos dias atrás). O movimento tenta na Justiça barrar a presença nas
manifestações do grupo SOS Forças Armadas, que pede um golpe militar.
"Esses caras atrapalham a nossa
causa", afirma Kataguiri. "Querem algo anti-republicano, e nós somos
totalmente a favor da República."
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