quinta-feira, 23 de abril de 2015

Gravetos de mim




(José de Oliveira Ramos)

 

 


 

Vento suave varre as veredas

Acaricia galhos e beija folhas

Deixa rastros de beleza e fim

Quebrando gravetos de mim

 

Galhos secos de clorofila e vida

Folhas que caem atapetando chão

Cobrindo o solo e a terra viva

Renascendo gravetos de mim

 

Nuvens se fazem chuva e gotas

Molhando a terra ao redor

Brotando folhas e flores, enfim,

Dando vida aos gravetos de mim

 

Gravetos de mim, gravetos de ti

Gravetos de nós fortalecendo os nós

Numa fogueira grande que, antes,

Era apenas galhos e gravetos de mim.

 

 

 

 

 

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