O deputado Arnaldo Faria de Sá
(PTB-SP) defendeu a retirada do artigo da Medida Provisória 661/14 que autoriza
o governo a emprestar R$ 30 bilhões para o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES).
“Esse crédito será feito em condições financeiras e contratuais a serem
definidas pelo Ministério da Fazenda. É um cheque em branco”, disse.
Faria de Sá lembrou que as MPs do
ajuste fiscal – que alteram pensão por morte, seguro-desemprego e auxílio
doença – têm o objetivo de economizar R$ 18 bilhões, mas o governo gastará R$
30 bilhões com a MP.
O líder do PPS, deputado Rubens Bueno
(PR), disse que o governo paga 12,75% de juros pelo dinheiro que repassa ao
BNDES, mas é remunerado em 5%. Os custos dos juros subsidiados, segundo ele,
superam os gastos com o Bolsa Família. “Retirar esse artigo acaba com a farra
de emprestar dinheiro do brasileiro para os amigos e amigas do rei”, disse.
A política de empréstimos do BNDES
também foi criticada pelo deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA). “O banco deve
cumprir papel importante no fomento da economia, mas tem de ter outro foco. Não
pode ser para uma minoria de empresas do agronegócio ou empreiteiras”, disse.
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