O deputado também apresentou os pontos que devem
constar de seu relatório, como o fim da reeleição para prefeito, governador e
presidente da República e mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos.
O relator da comissão especial que
analisa a reforma política, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), disse que o
excesso de campanhas eleitorais no Brasil é um dos problemas a serem resolvidos
com mudanças na legislação. Castro, que participa do programa Câmara Itinerante
em Campo Grande (MS) nesta sexta-feira, criticou a “individualização das
campanhas”.
“Na campanha passada tivemos 6 mil e
tantos candidatos a deputado federal, 14 mil e tantos a deputado estadual. Isso
representa 21 mil campanhas, é absolutamente irracional. Cada candidato faz uma
campanha para si: ele tem seu jingle, seu carro de som, suas placas, um
exército de cabos eleitorais, seu advogado, seu contador, tudo individual”,
afirmou.
Marcelo Castro acredita que a reforma
política acabará com o “custo exorbitante” das campanhas eleitorais, diminuindo
a influência do poder econômico e fortalecendo os partidos políticos. “Queremos
uma reforma para fortalecer os partidos, para eles serem mais coesos, mais
ideológicos, mais programáticos, para que o eleitor saiba o que ele busca
votando em um partido. Hoje o cidadão diz ‘não voto em partido, voto em
candidato’. Com razão, não temos partido.”
O que deve estar no parecer - O parlamentar listou ainda os pontos que são dados
como certo em seu relatório: o fim da reeleição para prefeito, governador e
presidente da República; mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos,
inclusive senadores; coincidência das eleições municipais, estaduais e
nacionais; fim das coligações proporcionais; diminuição do tempo de campanha; e
fidelidade partidária com um novo prazo para que o político mude de legenda
antes das eleições seguintes.
Em relação ao financiamento de
campanha, Marcelo Castro disse que a tendência é manter um financiamento misto,
público e privado. Quanto ao sistema eleitoral, os parlamentares da comissão
dividem-se entre o distritão, no qual são eleitos os mais votados do estado,
independentemente do partido; e o distrital misto, que mescla votos no
candidato e no partido.
O Câmara Itinerante continua na sede da Federação da Indústria do Estado de Mato Grosso do Sul.
Participação popular - Para participar dos debates, a população pode enviar perguntas e sugestões, em tempo real, por meio do portal e-Democracia ou pelo e-mail camaraitinerante@camara.leg.br. Usuários do Instagram e do Twitter podem usar a hashtag #camaraitinerante.
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