Marcos Guedes São Paulo (SP) - O Corinthians não
perdia em Itaquera havia quase um ano. Na temporada, só fora derrotado em um
amistoso. Diante do arquirrival, não tinha um resultado negativo fazia nove
partidas. Tudo isso acabou na tarde de domingo, em Itaquera, onde o Palmeiras
venceu por 6 a 5, nos pênaltis, após empate por 2 a 2, e avançou à decisão do
Campeonato Paulista.
As invencibilidades podem até ter sido tecnicamente
mantidas com o empate ao longo dos 90 minutos, mas o que ficou do Derby foi a
alegria verde e a primeira grande dor alvinegra em sua nova morada na zona
leste de São Paulo. Toda a pompa – que fez até Tite priorizar a Copa
Libertadores, deixando Elias e Renato Augusto no banco – foi quebrada.
O Palmeiras, humilde, aproveitou a habitual falha
alvinegra pelo alto, e abriu o placar com Victor Ramos. Danilo, de cabeça, e
Mendoza, de fora da área, viraram ainda no primeiro tempo. No segundo, os
visitantes correram riscos em busca do empate e o alcançaram, em cabeceio de
Rafael Marques.
Assim, como na semifinal que recebeu entre
Argentina e Holanda na Copa do Mundo, o estádio de Itaquera abrigou mais uma
disputa por pênaltis. O Corinthians saiu na frente com o erro de Robinho e teve
nos pés de Elias a bola da classificação. Fernando Prass defendeu e pegou
também a batida de Petros, decidindo o confronto.
Virada alvinegra, empate e alegria alviverde nos
pênaltis - A partida começou em um clima estranho, com boa
parte dos torcedores do Corinthians calados e sentados em reação à chacina na
quadra da organizada Pavilhão 9. Dentro das quatro linhas, o Palmeiras tentava
surpreender o rival com Valdívia na função de falso centroavante.
A primeira chance foi alvinegra, em cima do
improvisado lateral Wellington, mas Mendoza foi travado. Os visitantes tentavam
se aproximar com Dudu pela esquerda e com Rafael Marques pela direita, onde
surgiu escanteio. Problemático pelo alto, o time alvinegro falhou, e viu Victor
Ramos aproveitar a sobra, aos 13 minutos.
A essa altura já com a Fiel de pé, o Corinthians
tentava reagir, tendo a velocidade de Mendoza como arma. Love chegou a
conseguir um giro perigoso, porém houve alguma dificuldade até o próprio Love
sofrer falta na intermediária, pela direita. Jadson bateu bem, Danilo cabeceou
muito bem, aos 33, empatando o jogo.
O estádio explodiu, manteve o time no ataque e
voltou a comemorar aos 44, quando Mendoza se viu livre após disputa no meio.
Ele avançou pela esquerda e bateu de fora, com força, no canto esquerdo de
Prass. O que fez Oswaldo apostar na criação de Cleiton Xavier no intervalo,
recuando Robinho.
Após alguns minutos de estudo na etapa final, o
Palmeiras passou a atacar mais agressivamente, abrindo espaço para os
contra-ataque. O jogo tomou um ritmo forte, com chances para os dois lados.
Dudu acertou a trave de um. Do outro, Mendoza e Renato Augusto vacilaram para
finalizar, e Love parou em ótima defesa de Prass.
Aos 24, Oswaldo acionou Gabriel Jesus e Kelvin, nos
lugares de Valdivia e Wellington, para ir de vez para cima. Tite, que colocara
Renato pouco antes, respondeu com Elias na vaga de Love, mas o rival foi mais
feliz. Após cruzamento da esquerda de Dudu, aos 29, Rafael Marques apareceu
livre para cabecear no segundo pau e empatar.
Petros foi o último a ser acionado por Tite, o que
acabaria por ser decisivo na definição do finalista. Os dois times tiveram
alguma cautela nos minutos finais do tempo normal, com o Palmeiras claramente
satisfeito com o empate, gastando o tempo até a disputa por pênaltis.
As batidas foram feitas no gol do setor sul, onde
havia torcedores dos dois times, e começaram mal para o Palmeiras, com o chute
de Robinho por cima. O Corinthians se manteve em vantagem com os chutes de
Fábio Santos, Renato Augusto, Fagner e Ralf, com Rafael Marques, Victor Ramos,
Cleiton Xavier e Dudu mantendo os visitantes vivos.
Bastava Elias converter
seu tiro para que a série fosse fechada, mas Prass caiu no canto direito e
defendeu. Na sequência, Kelvin, Gil e Jackson balançaram a rede. Então, Petros
pegou a bola e arrematou no canto esquerdo de Prass. O goleiro foi muito bem
para colocar a equipe alviverde na decisão.
Ficha técnica: Corinthians (5) 2 x 2 (6) Palmeiras
Local: estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 19 de abril de 2015, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Alex Ang Ribeiro
Público: 39.055 espectadores (38.457 pagantes)
Renda: R$ 3.194.302,50
Cartões amarelos: Fagner e Felipe (Corinthians); Lucas e Arouca (Palmeiras)
GOLS:
CORINTHIANS: Danilo, aos 33 minutos do 1º tempo e Stiven Mendoza, aos 44 minutos do 1º tempo
PALMEIRAS: Victor Ramos, aos 15 minutos do 1º tempo; Rafael Marques, aos 29 minutos do 2º tempo
PÊNALTIS:
CORINTHIANS: Fábio Santos, Renato Augusto, Fagner, Ralf e Gil converteram; Elias e Petros erraram
PALMEIRAS: Rafael Marques, Victor Ramos, Cleiton Xavier, Dudu, Kelvin e Jackson converteram; Robinho errou
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Fábio Santos; Ralf e Bruno Henrique (Petros); Jadson (Renato Augusto), Danilo e Mendoza; Vagner Love (Elias). Técnico: Tite
PALMEIRAS : Fernando Prass; Lucas (Cleiton Xavier), Victor Ramos, Jackson e Wellington (Kelvin); Gabriel e Arouca; Rafael Marques, Robinho e Dudu; Valdivia. Técnico: Oswaldo de Oliveira
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Por favor. Não aceitaremos palavras indecorosas nem comentários que atinjam a honra dos demais comentaristas.