Marice Corrêa de Lima
iG Minas Gerais |
Folhapress
Marice é suspeita de ser uma emissária de Vaccari e de ter participação
nos desvios da Petrobras; a movimentação financeira dela foi considerada
incompatível com sua renda.
Investigada na Operação Lava Jato,
Marice Corrêa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, se
entregou na tarde desta sexta-feira (17) à Polícia Federal, em Curitiba.
Marice chegou em um táxi, acompanhada
de um advogado, por volta das 14h. Ela permaneceu em silêncio e não respondeu
às perguntas da imprensa.
A cunhada do ex-tesoureiro é suspeita
de ser uma emissária de Vaccari e de ter participação nos desvios da Petrobras.
A movimentação financeira dela foi considerada incompatível com sua renda, de
acordo com o Ministério Público Federal. Para o órgão, Marice pode ser uma
operadora do esquema.
O advogado Claudio Pimentel, que
defende a investigada, nega as acusações. "Operadora de quê? Ela nem tem
dinheiro para isso", afirmou. "Os valores [de seu patrimônio] não são
significativos, não existe isso".
A prisão temporária de Marice, válida
por cinco dias, foi decretada na quarta (15) para evitar que ela destrua ou
falsifique provas. No mesmo dia, o ex-tesoureiro foi preso. Marice era
considerada foragida.
Segundo sua defesa, ela estava em
viagem ao Panamá havia dez dias, participando de um congresso, e, assim que soube
do pedido de prisão, "pegou o primeiro avião para o Brasil".
"Não tenho a menor ideia [de
qual congresso Marice participou]. Eu me preocupei mais em saber do que ela
está sendo acusada", declarou Pimentel.
O advogado afirma que toda a movimentação financeira e patrimonial de
Marice foi declarada no Imposto de Renda e será justificada à Polícia Federal.
"Todos os seus bens tiveram origem lícita", disse.
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