terça-feira, 29 de setembro de 2015

Randolfe Rodrigues e Heloísa Helena deixam o PSOL



Agência Brasil

Agência Brasil

Karine Melo

O senador Randolfe Rodrigues (AP) começa a semana sem partido. No domingo (27) ele oficializou, com uma carta à militância do PSOL, sua saída da legenda.

“A partir de hoje deixo de ser um filiado e passo a ser um amigo do partido. Tenho orgulho de ter feito parte da construção do PSOL. Um partido de lutas justas e de resistência contra os ataques aos direitos individuais e coletivos. Um partido irrepreensível do ponto de vista ético, de prática parlamentar irretocável e onde guardo uma multidão de companheiros”, disse o senador no documento.

À Agência Brasil, Randolfe disse que desde que desistiu da candidatura à Presidência da República, nas eleições de 2014, as relações internas no partido “estavam muito deterioradas”. “Acho que era o melhor para mim e para o PSOL que não se identificava mais com a minha atuação, embora eu ache que tenha sido fiel, leal ao partido”.

Randolfe ainda não definiu para que partido irá, mas se reúne hoje em Brasília com a senadora Marina Silva do recém-criado Rede Sustentabilidade. Sem o senador, o PSOL fica sem representantes no Senado.

A ex-senadora Heloísa Helena, que hoje atua como vereadora em Maceió, também deixou o PSOL neste fim de semana e foi para o Rede. “Rede Sim! Porque Marina merece e o Brasil precisa!”, publicou Heloísa Helena no Twitter, com uma foto sorridente ao lado de Marina Silva.


Seleção da Rodada do FI com os craques da oitavas de final da Série D

 

São Paulo, SP, 28 (AFI) – A bola finalmente rolou nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro e alguns clubes já colocaram um pé na próxima fase. O São Caetano, por exemplo, venceu o Coruripe por 3 a 0 fora de casa e já começa a sonhar com a próxima fase. Em Ribeirão Preto, o Botafogo enfiou 3 a 0 no Crac e também inicia a semana sorrindo.

Enquanto isso, o Rio Branco-ES comemorou a derrota fora de casa. Isso mesmo, ao leitor mais desatento pode passar desatento, mas o clube capixaba perdeu por 2 a 1, com direito a um golaço do zagueiro Jádson, presente na Seleção da Rodada do FI, e fez festa pelo gol marcado fora de casa, já que agora este é um dos critérios de desempate da competição.

CONFIRA A SELEÇÃO FI DAS OITAVAS DE FINAL DA SÉRIE D:

Goleiro: Fernando Henrique (Remo) - O experiente goleiro que já jogou no Fluminense-RJ e no Ceará-CE fez grandes defesas na partida contra o Palmas, em Tocantins. Se não fossem as defesas de Fernando Henrique, provavelmente o Palmas teria imposto uma grande goleada.

Lateral: Peixoto (Operário-PR) - Na primeira decisão rumo ao acesso à Série C do Campeonato Brasileiro, o lateral Peixoto deu o primeiro passo com o Operário diante do Campinense no estádio Germano Kruger. Jogando diante da sua torcida, o jogador balançou as redes na vitória por 1 a 0 e agora aguarda o confronto de volta.

Zagueiro: Jádson (Ríver-PI) - O zagueiro virou o herói piauiense neste final de semana. Perdendo por 2 a 0 fora de casa para o Estanciano, até que, aos 44 minutos do segundo tempo, Jádson acertou um lindo voleio dentro da grande área e marcou o gol que pode garantir a classificação do clube, já que agora o Ríver joga por uma vitória simples dentro de casa.

Zagueiro: Renan (Estanciano) - Jogando em casa e com o apoio do seu torcedor, o Estanciano abriu o placar só no segundo tempo, justamente com o zagueiro Renan. Mas, além da bola na rede, ele ainda comandou o sistema defensivo dos sergipanos e só foi vazada graças a um lance de genialidade da Jádson, também na Seleção.

Zagueiro: Caio Ruan (Botafogo) - O zagueiro mais uma vez balançou as redes com a camisa do Botafogo nesta Série D do Campeonato Brasileiro. Jogando contra o já conhecido Crac, ele aproveitou uma falha do adversário para marcar aos 25 minutos do segundo tempo e ainda viu o atacante Nunes ampliar para 3 a 0.

Lateral: Augusto Ramos (Botafogo) - No elenco consistente do Botafogo, o lateral Augusto Ramos é um dos mais regulares com o técnico Marcelo Veiga. Mesmo sem os badalos de balançar as redes, ele chama atenção pela disposição em campo. Sempre correndo, marcando e ainda se arrisca com subidas no campo de ataque, o jogador é um dos destaques do Pantera.

Volante: Maycon (Ypiranga) - Mesmo jogando fora de casa, o Ypiranga não baixou a cabeça e venceu o Rio Branco-AC por 1 a 0 na Arena da Floresta, no Acre. E foi justamente com a teste que o volante Maycon balançou as redes aos 28 minutos do primeiro tempo, depois de subir mais que todo mundo na grande área.

Meia: Neto (São Caetano) - Jogando longe de casa, em Alagoas, o São Caetano venceu com propriedade o Coruripe: 3 a 0 e agora um pé na próxima fase. Como o gol fora é critério de desempate nesta fase da competição, o meia Neto foi o primeiro a balanças as redes, aos 25 minutos do primeiro tempo.

Meia: Bruno Paiva (Rio Branco-ES) - Foi o grande jogador do time capixaba no bom empate contra a Caldense, em Poços de Caldas. Meia que sabe chegar ao ataque e com ótimo censo de organização de jogadas, ainda fez um belíssimo gol. Sorte da Caldense que Bruno Paiva teve uma pancada na cabeça e teve que sair do jogo pois, se tivesse ficado até o final, o Rio Branco poderia até ter vencido.

Meia: Everton Maradona (Caldense) - O torcedor de Tupi e Guarani, ambos na Série C, lembram muito bem da categoria do meia Everton Maradona. Hoje na Caldense, ele é sempre lembrado pela qualidade na bola parada e justamente por isso aparece na Seleção do Futebol Interior. Em uma cobrança de falta, ele garantiu o empate por 1 a 1 com o Rio Branco-ES.

Atacante: Ramon (Lajeadense) - Ramon é um triunfo do técnico Luiz Carlos Winck na Lajeadense. Isso porque, mesmo reserva, sempre que entra comemora pelo menos um gol. E não foi diferente neste final de semana, quando pisou no gramado e balançou a rede duas vezes na vitória por 4 a 0 contra o Central.

Técnico: Luiz Carlos Martins (São Caetano) - Se o torcedor ainda não estava 100% confiante no trabalho do treinador, Luiz Caros Martins resolveu acabar com as dúvidas. Jogando fora de casa na primeira decisão rumo ao acesso, o São Caetano enfiou 3 a 0 no Coruripe e agora depende só de si para chegar as quartas de final e brigar pelo acesso à Série C. Antes disso, ele classificou o clube com a melhor campanha da primeira fase.


domingo, 27 de setembro de 2015

A crueira da mandioca e a tirna da panela

 

Ti, ti, ti, ti, ti! Ou, ti-ti, ti-ti, ti-ti!

Era assim, com esse chamado ou com essa fala aprendida nunca se soube onde nem com quem, que minha Avó “chamava” as galinhas para a refeição: uma cuia de cabaça cheia de crueira de mandiocas, misturada com grãos de milho.

O terreiro, de repente ficava coalhado de galinhas, pintos e galos, enquanto os catraios (galinha d´angola) e perus se aproximavam com o seu glu-glu ou com o conhecido “tô fraco”, “tô fraco”!

Vovó sempre gostou de criar essas aves domésticas. Criava também cabras e bodes, além de porcos. Quando o “bacurim” nascia em abril ou maio, ela mandava Vovô “castrar” – para ela, “capar”, o que dá no mesmo – e começa a cevar para matar no dia 24 de dezembro, véspera do Natal. Era a festa do Menino Jesus.

- Meu fii, num se esqueça de botar a lavage do bacurim. Quandi eu mandar matar, a passarinha e os rins são seus. É a sua paga!

Mas, voltando às galinhas, Vovó tinha enorme carinho pelas bichinhas. Mas, por vezes também ficava zangada com as aves. Era quando alguma andava dentro de casa, “percurando nim prumode botar ovo”, e cagava na cozinha ou na sala. E, ela garantia que conhecia cada uma das aves e até “botava nomes” de gente nelas.

Quando ela não gostava de alguma mulher e zangava por alguma contrariedade, “batizava” a galinha com o nome dessa que lhe aborrecia.

Certa vez, uma galinha subiu no fogão a lenha que ficava próximo de uma janela. Quando minha Avó se aproximou, a galinha fugiu pela janela, derrubando o frasco de vidro onde ela guardava o pó de café, trabalhosamente torrado e pilado em casa. Ela ficou zangada por demais e vociferou:

- Sai daqui, sua fela da puta! Maria do Rosário!

Acontece que, “Maria do Rosário”, era a mãe do meu Avô. Nem queiram imaginar o quebra-pau que aconteceu.

Nascer, crescer e viver a vida inteira no sertão, é uma bênção. É o contrário do que pensam muitos, quando tentam fazer alguma confrontação com a vida, a forma de viver e de morrer na cidade, na metrópole.

Nunca houve discussão aprofundada sobre determinadas realidades e fatos do sertão e da cidade. Tomar um banho numa cachoeira de um penhasco ou numa vazante de um açude é algo muito diferente de tomar um banho de chuveiro – ainda que seja uma reparadora ducha.

A alimentação do sertão, feita no sertão com produtos, panelas, temperos e modos de fazer do sertão, não tem paralelo de comparação com a comida da melhor churrascaria da cidade.

Mas, fazer comida gostosa no sertão também causa problemas. Procurar lenha, por exemplo, que esteja (seca) em condição de ser queimada sem causar excesso de fumaça ou deixar as panelas imprestáveis.

E, acredite, sem possuir a disponibilidade alguns dos produtos químicos utilizados na cidade chamada grande, a dona de casa do sertão sofre um bocado para “arear” as panelas, sujas demasiadamente de “tirna”.  Tirna é a fuligem  preta que fica no exterior da panela e dá muita mão de obra para quem lava. Só tem uma solução: arear com bastante sabão, bucha de pepino e muitas areia, esfregando até alcançar o objetivo.

Depois, é só colocar no sol e esperar o reflexo do brilho incandescente da limpeza.




Flamengo vence o Avaí e avança às oitavas

 

Nesta quarta-feira (23), mais 11 jogos foram realizados pela primeira fase da Copa do Brasil Sub-20. Na Ressacada, em Florianópolis, o Flamengo venceu o Avaí por 3 a 1 e já está garantido nas oitavas de final da competição. Thiago Nascimento e Douglas Baggio fizeram os gols do time carioca, e Lovat descontou para os catarinenses.

Com a vitória fora de casa por dois gols de diferença, o Flamengo avançou de fase e terá pela frente o Cruzeiro, que venceu o Fast Clube por 4 a 2, em Manaus, na última terça-feira (22), e também se classificou. 

No Heriberto Hülse, o Atlético Paranaense saiu na frente com Renan. Aos 47 minutos do segundo tempo, o Criciúma empatou com Edy: 1 a 1. O jogo de volta entre as equipes será na próxima quarta-feira (30), às 15h, em Curitiba.

Na Arena Condá, Igor marcou o gol da vitória da Chapecoense por 1 a 0 sobre o Internacional. Na próxima quarta (30), os times fazem o duelo de volta, às 15h, em Alvorada (RS).

Em São Luis, no Castelão, o Sampaio Corrêa-MA foi derrotado por 1 a 0 pelo Vitória. Douglas marcou o gol do jogo. Os times voltam a se enfrentar na próxima terça-feira (29), às 15h, em Salvador.

Jogando em casa, o Joinville venceu o Grêmio por 2 a 0, com gols de Roberto e Igor. Na próxima quarta (30), os times se enfrentam em Gravataí (RS), às 15h.

Na Arena do Jacaré, América-MG e São Paulo ficaram no 0 a 0 e buscarão a vaga para as oitavas de final na próxima terça-feira (29), no Morumbi, às 18h30.

No Couto Pereira, Douglas abriu o placar para o Coritiba, de pênalti. Marciel, também em cobrança em pênalti, empatou para o Corinthians. Depois, Gustavo voltou a deixar o time da casa na frente: 2 a 1. Na próxima quarta (30), os times se enfrentam em São José dos Campos (SP), às 15h.

A Ponte Preta venceu o Botafogo por 1 a 0, no Moisés Lucarelli, com gol de Gustavo. Também na semana que vem, na quarta (30), as equipes voltam a se enfrentar, às 15h, no Nilton Santos.

No Estádio Passo das Emas, Carlos Henrique, Ramão e Allaor marcaram para o Luverdense-MT, enquanto Natan e Rafael Allen fizeram os gols do Santos: 3 a 2. A volta será na Vila Belmiro, às 15h, na quarta-feira (30).

Santa Cruz e Bahia empataram em 0 a 0, no Arruda, e também voltam a se enfrentar na próxima quarta (30), às 15h, em Salvador.

No Estádio Carlos Pinto, em Fortaleza, o Goiás derrotou o Ceará por 1 a 0. O confronto de volta entre as equipes será na quarta (30), às 15h, em Goiânia.

Para fechar a primeira fase da Copa do Brasil Sub-20, Paraná e Fluminense se enfrentam nesta quinta-feira (24), às 16h, no Durival Britt


O estrabismo político



O homem é um ser totalmente político. Qualquer coisa que se faça é uma atitude política – afirmam isso os estudiosos da área, embora nunca se saiba com quem aprenderam e muito menos se quem lhes ensinou tem capacitação para isso.

A Política é algo compreensível que nunca se consegue compreender, porque quem faz colocações tem o hábito de carregar a discussão com pesos pessoais e teorias próprias. Todos nós achamos que entendemos de Política – embora todos nós tenhamos dito algum dia, que não gostamos ou não nos envolvemos com Política.

Nossos olhares para a Política, assim, serão sempre estrábicos. Política, afirmam outros, é uma ciência social, discutível, perceptível, compreensível – mas que nunca é tratada como tal. No Brasil, então, é sempre o caminho mais fácil para quem está na tendência de se locupletar.

Quer perder um amigo? Vote nele para um cargo eletivo e ajude a elegê-lo. O simples “bom dia” do dia da eleição é diferente do “bom dia” após a eleição, se aquele tiver sigo eleito. Assim, necessariamente, há que se fazer diferenciação entre “Política” e “poder” alcançado pela “Política”. A chegada ao poder, para o brasileiro, é uma verdadeira caixa preta perdida no mais profundo dos oceanos.

São muitos, entretanto, para os quais a Política não é nenhuma ciência. É profissão. Para outros, é algo que, eleito uma vez, duas vezes, três vezes, passa a ser um feudo com transferência hereditária para a família. As famílias se envolvem de tal forma com a Política, que forma gerações e mais gerações – e o que é pior: nenhum dá nenhum retorno ao eleitor.

Exemplo: Sarney, Antônio Carlos Magalhães,  Agripino Maia. Isso apenas a nível federal, pois, nos estados a Política é entendida como capitania hereditária.

Voltamos ao exemplo da família Sarney: Sarney Filho tem verdadeiros currais eleitorais, nunca fez campanha política, mas já está na Câmara Federal há pelo menos cinco mandatos – e não dá um prego numa barra de sabão nem nunca construiu uma calçada ou asfaltou um metro de rua.

Para gente assim, a Política é o que?

Se a Política tem vários lados, pelo menos num desses, com certeza estará o “Eleitor”. Muitos eleitores, se necessário, optariam pela não obrigatoriedade do voto. No Brasil, eleitor não gosta de votar.

Se o Político “compra” voto, é porque encontra quem o venda. E eleitor vende voto, sim senhor. Troca por emprego, troca por favor a si ou a algum familiar, e até faz campanha para garantir eleição de candidato que lhe promete algo valioso.

Mas, ainda que nunca tenha deixado de existir o voto de cabresto, já houve no Brasil a “política ideológica”, como também existem eleitores que nunca votaram em nenhum candidato. Votam em branco ou anulam o voto – pouco se importando com o que isso possa acarretar no resultado final da eleição.

Pois bem. E, com absoluta certeza, é por conta de todas alternativas; por conta de todos esses erros; por conta de todos esses entendimentos, que a política brasileira deixou de ser uma ciência e virou uma merda. Uma merda que fede, cagada por pústulas que se beneficiam de tudo para garantir um mandato que lhes sirva de escudo e de blindagem.

É o estrabismo político generalizado – do Político, do Eleitor, e, principalmente das instituições formadas e concebidas por maníacos e depravados que só pensam em se locupletar e se esconder atrás de um mandato.

E é apenas por obra e graça da Política (e, por consequência, dos políticos) que o Brasil está mergulhado no mais profundo dos poços e, na semana passada foi obrigado a pedir socorro a uma plêiade de pessoas que só souberam praticar o que todos sabemos – mas, infelizmente não podemos provar.

Seleção de judô se prepara para Circuito Mundial em três países

 

São Paulo, SP



Após competir pelo Mundial de Astana, no Cazaquistão, a seleção brasileira de judô participará do Circuito Mundial da categoria, realizado em outubro, que conta com três etapas diferentes. Para as disputas, a Confederação Brasileira de Judô convocou mais de uma equipe para atuar em cada etapa.

A primeira fase será em Portugal, no Open de Lisboa, em 10 de outubro. Gabriela Chibana (48kg), Nathália Brígida (48kg), Ketleyn Quadros (63kg), Mariana Barros (63kg), Amanda Oliveira (70kg) e Barbara Timo (70kg) foram as atletas relacionadas para o evento.

A etapa seguinte, na França, será entre os dias 17 e 18 de outubro. Para o Grand Slam de Paris, a seleção contará com todas as judocas presentes em Lisboa – à exceção de Mariana Barros e Amanda Oliveira –, além de receber os acréscimos masculinos. Eric Takabatake (60kg), Ricardo Santos Jr (66kg), Marcelo Contini (73kg), Gustavo Assis (90kg), Rafael Buzacarini (100kg), Hugo Pessanha (100kg) e David Moura (+100kg) são os atletas que também participarão da competição.

A etapa é vista como uma das mais importantes do circuito. Para o peso-pesado David Moura, o objetivo é superar a medalha de prata conquistada no ano anterior e terminar como o melhor judoca da categoria.

“Acho que todo judoca quer uma medalha em Paris. Eu consegui uma de prata, em 2014, agora vou buscar a de ouro. Esse é meu objetivo. Estou pronto para isso e se que isso vai me deixar mais próximo do meu sonho de estar representando o Brasil nos Jogos Olímpicos”, contou.

A última fase será o Grand Slam de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, entre 31 de outubro e primeiro de novembro. De todos os atletas, apenas a meio-médio Ketleyn Quadros representará o Brasil nas três etapas disputadas no Circuito Mundial de Judô. “Estou motivada para essa maratona. Adorei a ideia de competir bastante e em competições fortes”, disse a judoca. “É importante por me dar a possibilidade de melhorar no ranking e lutar com o maior número de adversárias”, completou.

Únicos atletas a ganharem medalhas no Mundial de Astana (ambas de bronze), Victor Penalber (81kg) e Érika Miranda (52kg) integram a equipe do Brasil nos Emirados Árabes. A etapa contará com nomes importantes de cada categoria: Sarah Menezes (49kg), Rafaela Silva (57kg), Mariana Silva (63kg), Maria Portela (70kg) e Mayra Aguiar (78kg) representam a seleção feminina.

No masculino, além de Penalber o país terá Felipe Kitadai (60kg), Charles Chibana (66kg), Gabriel Pinheiro (66kg), Rafael Macedo (81kg) e Eduardo Bettoni (90kg).




Operação Lava-Jato recebe prêmio internacional “Órgão de persecução Criminal do ano”



...A força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato recebe prêmio "órgão de persecução criminal ou membro do Ministério Público do ano", prêmio anual da Global Investigations Review (GIR),



A força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato foi uma das indicadas para receber o prêmio anual da Global Investigations Review (GIR), site de notícias que tem se firmado no cenário internacional como um dos principais canais sobre investigações contra a corrupção. A cerimônia de revelação dos ganhadores e entrega do prêmio será realizada nesta quinta-feira, 24 de setembro, no Hotel Conrad, em Nova Iorque, com a presença de três procuradores da força-tarefa.

O objetivo do prêmio é celebrar os investigadores e as práticas de combate à corrupção e compliance que mais impressionaram no último ano. Em seis categorias, serão reconhecidas práticas investigatórias respeitadas e admiradas em todo o mundo. A força-tarefa do MPF foi indicada na categoria “órgão de persecução criminal ou membro do Ministério Público do ano”.

Os procuradores Deltan Martinazzo Dallagnol, Carlos Fernando dos Santos Lima e Roberson Henrique Pozzobon irão representar a força-tarefa na cerimônia em Nova Iorque, viajando sem ônus para o MPF. Segundo Deltan Dallagnol, a indicação para um prêmio internacional releva o trabalho de investigação de excelência que vem sendo feito não só pelo Ministério Público Federal, mas por uma grande equipe de investigação que tem trabalhado de modo integrado e engloba também Polícia Federal, Receita Federal, Tribunal de Contas da União, Conselho Administrativo de Defesa Econômica e outros órgãos públicos.

Para Dallagnol, não é o caso de comemorar a corrupção, mas de poder descobrir e buscar a justa e proporcional punição dos fatos. “Não podemos esquecer que se trata de um caso em andamento e, para garantir sua efetividade, precisamos de uma reforma na legislação, a qual foi proposta por meio das 10 medidas contra a corrupção, que a sociedade tem abraçado, fazendo sua parte no combate à corrupção”, disse. Para saber mais, acesse www.10medidas.mpf.mp.br.

Força-Tarefa do MPF – A força-tarefa do MPF na Operação Lava Jato investiga um imenso esquema criminoso de corrupção envolvendo a Petrobras. É formada por procuradores da República que estão na linha de frente da investigação na primeira instância da Justiça Federal do Paraná e foi designada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em abril de 2014.

Atualmente, a força-tarefa conta com 11 membros: Deltan Martinazzo Dallagnol (coordenador), Antônio Carlos Welter, Carlos Fernando dos Santos Lima, Januário Paludo, Orlando Martello Junior, Athayde Ribeiro Costa, Diogo Castor de Mattos, Roberson Henrique Pozzobon, Paulo Roberto Galvão, Júlio Noronha e Laura Tessler. Andrey Borges de Mendonça já integrou a equipe e atua como colaborador.

Dentre os resultados da Operação Lava Jato, até o momento, estão 31 acusações criminais contra 143 pessoas pelos crimes de corrupção, contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa, lavagem de dinheiro, entre outros. Foi descoberto o pagamento de propina de cerca de R$ 6,2 bilhões, sendo que R$1,5 bilhão já foi recuperado. Também foram propostas 5 acusações de improbidade administrativa contra 37 pessoas e empresas pedindo o ressarcimento total de R$ 6,7 bilhões.

Projetos de destaque – Lançado no segundo semestre de 2014, o GIR noticia desde novidades legislativas, ações para aplicação da lei e mudanças regulatórias nos mais diversos países a investigações em curso e projetos de destaque na área. Seus temas de cobertura envolvem ainda projetos de combate a propina, crimes financeiros, lavagem de dinheiro, antitruste, fraude e evasão fiscal. No seu primeiro ano de atividade, o GIR já promoveu seminários de destaque em cidade como Nova Iorque, São Paulo, Londres e Hong Kong. Além de notícias diárias e reportagens especiais, o GIR também produz guias e relatórios informativos.


Botafogo segue sem fazer contas para garantir acesso

 

Gazeta Press - Rio de Janeiro, RJ

O Botafogo está em uma situação cada vez mais cômoda na Série B do Campeonato Brasileiro. O time, que na terça-feira venceu o Macaé por 2 a 1 na abertura da 28ª rodada, chegou aos 55 pontos e, com um jogo a mais, abriu oito de vantagem para o vice-líder Paysandu. Além disso, a distância para Santa Cruz e Sampaio Corrêa, que dividem a quinta posição, é de 11 pontos. Além disso, o fim de semana tem tudo para ajudar ainda mais o Glorioso por conta de confrontos diretos. O Papão visita o Vitória, terceiro colocado, enquanto que Sampaio e Santa duelam no Maranhão.

Segundo os matemáticos o Botafogo precisa de mais dez pontos para se garantir na elite do futebol nacional, algo que não chega a ser complicado se levarmos em consideração que existem mais dez partidas por fazer sendo cinco em casa. Mesmo em um cenário tão favorável, os botafoguenses evitam fazer contas.

“Acredito que o ideal para o Botafogo seja sempre pensar jogo a jogo, como estamos fazendo. O time não está se dando conta do que os cálculos falam, pois o nosso foco está sempre dentro de campo”, disse o volante Rodrigo Lindoso.

O zagueiro Diego Giaretta assegura que a ansiedade não vai atrapalhar o grupo.

“Não percebo ansiedade em ninguém do grupo. Se existe alguém ansioso consegue disfarçar bem. Não vamos negar que a gente esperava chegar aqui nesta situação, pois trabalhamos muito para isso. Em setembro tivemos uma verdadeira maratona, mas a gente sabia que precisava recuperar a gordura que perdemos no fim do primeiro turno. Quando perdemos dois jogos seguidos no começo do segundo turno percebemos que os tropeços precisavam acabar. Voltamos a ter gordura, nunca deixamos a zona de classificação, mas ainda não acabou a competição e tem muita coisa por acontecer”, reconheceu.

Dentro de campo o elenco treinou mais uma vez na manhã desta quinta-feira, debaixo de forte calor. Os atletas primeiro realizaram um trabalho físico no gramado do Estádio Nilton Santos e depois houve uma atividade com bola, mas sem a presença dos titulares. O goleiro Jéfferson sequer foi ao gramado e ficou na academia, enquanto que o zagueiro Renan Fonseca, que deixou o gramado contra o Macaé com dores na coxa direita, ficou em tratamento. O zagueiro Roger Carvalho, preservado diante dos macaenses por conta de desgaste muscular, ficou reforçando a musculatura e dando voltas ao redor do gramado.

O time só voltará a jogar na próxima sexta-feira, dia 2 de outubro, quando visita o Sampaio Corrêa no Maranhão. A ideia é usar o tempo até lá para recondicionar fisicamente o plantel. Para o duelo contra os maranhenses, o técnico Ricardo Gomes não poderá contar com o lateral-esquerdo Carleto, suspenso por acúmulo de cartões amarelos. Assim, Diego Giaretta volta para a lateral e Roger Carvalho deverá formar dupla de zaga com Renan Fonseca. Outro desfalque certo é o atacante Luis Henrique, que na próxima segunda-feira vai se apresentar à Seleção Brasileira que vai disputar o Mundial Sub-17 a partir de 17 de outubro, no Chile. Nesta sexta-feira o elenco vai trabalhar na parte da manhã e o fim de semana será de folga para o plantel. Na segunda-feira acontece a reapresentação.




Ficar sem presidente pode ajudar o País, diz Gilmar Mendes



InfoMoney

InfoMoney

Conhecido pelas declarações duras contra o governo da presidente Dilma Rousseff e o PT, o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes, disse que ficar sem presidente da República pode até ajudar o Brasil. 

A fala de Mendes ocorreu durante debate sobre como o TSE deveria proceder em relação à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de proibir as doações de empresas a campanhas eleitorais. Segundo informações do Valor Econômico, o presidente do TSE, José Dias Toffoli, disse ser favorável a que as doações sejam mantidas até o fim do ano, já que a corte constitucional e tribunal de última instância brasileiro não estipulou uma data certa para o fim do financiamento privado. 

Por sua vez, Mendes afirmou que em sua decisão o STF considerou as doações ilegais desde sempre, inviabilizando os mandatos de todos os políticos que se elegeram usando o instrumento. "A rigor, hoje, nós não temos presidente da República, o que, talvez, até ajude", afirmou Mendes, alfinetando a presidente Dilma Rousseff, mas sem citá-la nominalmente.

Mendes, em seguida, insistiu que o TSE e o STF rediscutam o assunto das doações privadas. 


Abertas as inscrições para a 91ª Corrida Internacional de São Silvestre

 

São Paulo, SP



Dia 31 de dezembro é a data da Corrida Internacional de São Silvestre, que na temporada 2015 completará sua 91ª edição. As inscrições para a principal disputa de rua da América Latina já estão abertas e os interessados poderão confirmar presença até o dia 27 de novembro, ou quando o limite de 30 mil corredores for atingido, conforme regulamento. Os atletas interessados em participar poderão se inscrever pelo site www.saosilvestre.com.br.

A retirada do kit e do chip acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de dezembro das 9h às 19h, e no dia 30 de dezembro, das 9h às 16h, no Ginásio Estadual Geraldo José de Almeida – Rua Manoel da Nóbrega, 1361, em São Paulo. O kit deverá ser retirado preferencialmente pelo atleta inscrito. Para retirada por terceiros, verificar o regulamento da prova no site oficial do evento.

A corrida, mais uma vez, será realizada no período da manhã. O pelotão de elite feminino terá a largada às 8h40. Logo em seguida, às 9h, é a vez do pelotão de elite masculino, pelotão especial (masculino e feminino) e atletas em geral. Cadeirantes e atletas com deficiência terão seus horários definidos posteriormente.

O percurso de 15 km passa por alguns dos principais pontos turísticos da cidade de São Paulo, com largada na Avenida Paulista, altura da rua Frei Caneca, e chegada em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero. O mapa do percurso atual está disponível no site oficial da prova.

A prova chega à sua 91ª edição sem qualquer interrupção. Idealizada pelo jornalista Cásper Líbero no ano de 1924, foi realizada até mesmo durante a Revolução Constitucionalista de 1932 e a Segunda Guerra Mundial.




A liberdade é algo escondido em cada um de nós – pode ser o “ponto G” do caráter

 

Sei que só há uma liberdade: a do pensamento. (Antoine de Saint-Exupèry)

Faz muito tempo que, depois de presenciarmos vários desenhos do nascer do sol de matizes diferentes e, pelo nosso status quo assistirmos igual número de por do sol, na sua grande maioria, tingido de um vermelho alaranjado, que convivemos com pessoas que vivem o sonho eterno da viver a liberdade.

Essas pessoas se envolvem tanto com a conquista, que blindam a sensibilidade a ponto de não perceberem que, incontáveis vezes, a verdadeira liberdade passou por elas. A liberdade, dizia minha Avó na sua contextura angelical de analfabeta, “pode estar até no coaxar do sapo”. Não a nossa liberdade. Mas, a do sapo, claro.

Ou será que liberdade só tem valor e sentido, quando é a nossa?

Muitas vezes, nem percebemos, nos libertamos no achar da liberdade dos outros. E, diziam Vovó, é assim que ela passa por nós, vezes seguidas, e não percebemos – porque somos egoístas e a imaginamos apenas para e por nós.



Nunca se pode concordar em rastejar, quando se sente ímpeto de voar. (Helen Keller)



 Era uma vez uma águia que foi criada num galinheiro. Cresceu pensando que era galinha. Era uma galinha estranha (o que a fazia sofrer). Que tristeza quando se via refletida nos espelhos das poças d’água tão diferente! O bico era grande demais, adunco, impróprio para catar milho, como todas as outras faziam. Seus olhos tinham um ar feroz, diferente do olhar amedrontado das galinhas, tão ao sabor do amor do galo.

Era muito grande em relação às outras, era atlética. Com certeza sofria de alguma doença. E ela queria uma coisa só: ser uma galinha comum, como todas as outras.

Fazia um esforço enorme para isso. Treinava ciscar com bamboleio próprio. Andava meio agachada, para não se destacar pela altura. Tomava lições de cacarejo.

O que mais queria: que seu cocô tivesse o mesmo cheiro familiar e acolhedor do cocô das galinhas. O seu era diferente, inconfundível. Todos sabiam onde ela tinha estado e riam.

Aconteceu que, um dia, um alpinista que se dirigia para o cume das montanhas passou por ali. Alpinistas são pessoas que gostam de ser águias. Não podendo, fazem aquilo que chega mais perto. Sobem a pés e mãos, até as alturas onde elas vivem e voam. E ficam lá, olhando para baixo, imaginando que seria muito bom se fossem águias e pudessem voar.

O alpinista viu a águia no galinheiro e se assustou.

- O que você, águia, está fazendo no meio das galinhas? Ele perguntou.

Ela pensou que estava sendo caçoada e ficou brava.

- Não me goza. Águia é a vovozinha. Sou galinha de corpo e alma, embora não pareça.

- Galinha coisa nenhuma, replicou o alpinista. Você tem bico de águia, olhar de águia, rabo de águia, cocô de águia. É ÁGUIA. Deveria estar voando... E apontou para minúsculos pontos no céu, muito longe, águias que voam perto dos picos das montanhas.

- Deus me livre! Tenho vertigem das alturas. Me dá tonteira. O máximo, para mim, é o segundo degrau do poleiro, ela respondeu.

O alpinista percebeu que a discussão não iria a lugar nenhum. Suspeitou que a águia até gostava de ser galinha. Coisa que acontece frequentemente. Voar é excitante, mas dá calafrios. O galinheiro pode ser chato, mas é tranquilo. A segurança atrai mais que a liberdade.

Assim, fim de papo. Agarrou a águia e enfiou dentro de um saco. E continuou sua marcha para o alto da montanha.

Chegando lá, escolheu o abismo mais fundo, abriu o saco e sacudiu a águia no vazio. Ela caiu. Aterrorizada, debateu-se furiosamente procurando algo a que se agarrar. Mas não havia nada. Só lhe sobravam as asas.

E foi então que algo novo aconteceu. Do fundo de seu corpo galináceo, uma águia, há muito tempo adormecida e esquecida, acordou, se apossou das asas e, de repente, ela voou.

“Lá de cima olhou o vale onde vivera. Visto das alturas ele era muito mais bonito. Que pena que há tantos animais que só podem ver os limites do galinheiro!”



Liberdade é classificada pela filosofia, como a independência do ser humano, o poder de ter autonomia e espontaneidade. A liberdade é um conceito utópico, uma vez que é questionável se realmente os indivíduos tem a liberdade que dizem ter, se com as mídias ela realmente existe, ou não.



Que mãos teriam aberto aquele pedaço de janela? As mãos da liberdade, claro. E, como dizia minha Avó, as pequenas e belas borboletas conquistaram a liberdade por mãos alheias. A liberdade, assim, é algo que está escondido em nós. Todos nascem com esse DNA – temos asas, sim, ainda que apenas no pensamento.








Botafogo bate Macaé e mantém vantagem na liderança



O Botafogo segue a sua caminhada de volta à série A, do Campeonato Brasileiro. Em partida disputada na noite desta terça-feira, no Estádio Nilton Santos, o Alvinegro de General Severiano derrotou o Macaé por 2 a 1 e manteve a liderança isolada da Série B com 55 pontos ganhos, oito a mais do que o Paysandu, segundo colocado, e que tem um jogo a menos. O Macaé, em situação delicada, ocupa a 16ª posição com 31 pontos ganhos.

O jogo foi marcado por uma falha grotesca do goleiro Rafael, que “furou” ao tentar rebater uma bola atrasada por Igor Julião e permitiu que ela entrasse nas suas redes, no primeiro gol do Botafogo. Fernandes ampliou com um chutaço de fora da área, e Aloisio descontou para o Macaé.

O Botafogo não fez uma boa partida e se beneficiou dos erros do adversário para construir a vantagem. O Macaé completou seu sexto jogo seguido sem vitória e só conseguiu mostrar bom futebol no segundo tempo, quando criou chances, mas não soube concluir com sucesso.

Na próxima rodada, o Botafogo vai enfrentar o Sampaio Corrêa, em São Luís (MA). Já o Macaé vai receber o ABC, no Moacyrzão.

O jogo – O Botafogo começou no ataque e, logo aos dois minutos, criou a primeira chance para marcar. Após cruzamento de Luís Ricardo, Navarro dominou e bateu de virada, mas a bola desviou na mão de Ramon e saiu. O árbitro não marcou pênalti e optou pelo escanteio. Na cobrança, o goleiro Rafael saiu mal, mas os atacantes alvinegros não conseguiram aproveitar a falha.

O Macaé encontrava muita dificuldade para chegar à defesa alvinegra. Seus jogadores trocavam muitos passes laterais e não conseguiam criar condições para concluir. Aos dez minutos, o Botafogo marcou o primeiro gol numa falha incrível do goleiro Rafael. Igor Julião recuou com um toque fraco para o goleiro, que “furou” ao tentar o domínio e permitiu que a bola entrasse.

O time visitante ficou desnorteado com o lance infeliz do seu goleiro, e o Botafogo quase ampliou em lançamento para Neilton, mas Rafael saiu com precisão e ficou com a bola. Aos 19 minutos, Carleto recebeu na esquerda e cruzou rasteiro. O goleiro Rafael não foi na bola, Willian Arão chegou atrasado e não conseguiu concluir a jogada.

O time dirigido por Ricardo Gomes atuava com tranquilidade, mas não forçava muito o ritmo. Só aos 28 minutos é que o Macaé chegou com relativo perigo. Pipico arrancou pela direita e cruzou para Anselmo, mas a zaga alvinegra aliviou o perigo.

O Botafogo marcou o segundo gol aos 29 minutos, através do meia Fernandes, que recebeu de Neilton, na intermediária, e arriscou o chute. A bola entrou no ângulo direito de Rafael, que saltou, mas nada conseguiu fazer. Um golaço no Nilton Santos.

Mesmo sem atuar bem, o Macaé conseguiu marcar o primeiro gol aos 36 minutos. O lateral Diego cruzou da esquerda e Aloisio aproveitou a falha de marcação da zaga para cabecear no canto esquerdo de Jefferson. Depois do gol da equipe do Norte Fluminense, a torcida alvinegra passou a vaiar o lateral direito Luís Ricardo.

Nos minutos finais da primeira etapa, o Macaé adiantou a marcação para atrapalhar a saída de bola da equipe de General Severiano, mas nada conseguiu de positivo.

O Leão voltou modificado com o objetivo de buscar o gol do empate, mas o Botafogo seguia com mais posse de bola. Aos sete minutos, Navarro foi lançado na área, mas a zaga bloqueou. A bola sobrou para Daniel Carvalho, que também foi travado.

A resposta do Macaé veio aos nove minutos, em cabeçada de Anderson Manga, que Jefferson defendeu com dificuldade. O lance animou a equipe dirigida por Josué Teixeira, que voltou a incomodar aos 12 minutos, em chute de Juninho para defesa do goleiro botafoguense em dois tempos.

O Macaé ficava mais tempo com a bola e tentava empurrar o adversário contra a sua defesa. Ricardo Gomes colocou Sassá no lugar de Neilton para tentar retomar o controle da partida, mas a equipe alvinegra encontrava muita dificuldade para chegar na área e ainda permitia que o Macaé organizasse boas jogadas de ataque.

Aos 26 minutos, Carleto falhou ao tentar rebater e o Macaé quase chegou ao gol. Pipico tabelou com Aloisio e fez passe perfeito para Anderson Manga na entrada da pequena área, mas o atacante falhou na conclusão e perdeu grande chance para deixar tudo igual.

Elvis entrou no lugar do desgastado Daniel Carvalho, mas a produção do time de General Severiano não melhorou, e o Macaé seguiu pressionando em busca do gol do empate. Nos minutos finais, o Botafogo recuou para defender o resultado e, apesar da pressão do Macaé, acabou alcançando seu objetivo para alegria da torcida, que festejou mais uma vitória.

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO 2 x 1 MACAÉ

Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 22 de setembro de 2015 (terça-feira)
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ)
Assistentes: Luiz Claudio Regazone (RJ) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
Cartões Amarelos: Carleto (Botafogo); Igor Julião, Gedeil, Pipico e Ramon (Macaé)

Gols: Botafogo: Igor Julião (contra), aos dez minutos, e Fernandes, aos 29 minutos do primeiro tempo; Macaé: Aloisio, aos 36 minutos do primeiro tempo;

Botafogo: Jefferson; Luís Ricardo, Renan Fonseca (Alisson Brand), Diego Giaretta e Carleto; Rodrigo Lindoso, Willian Arão, Fernandes e Daniel Carvalho (Elvis); Neilton (Sassá) e Navarro. Técnico: Ricardo Gomes

Macaé: Rafael; Igor Julião (Dos Santos), Frauches, Ramon e Diego; Gedeil, Alisson, Juninho e Aloísio: Pipico (Anselmo) e Fernando Santos (Anderson Manga). Técnico: Josué Teixeira




Refugiados no Brasil, sírios tem dificuldade de encontrar empregos e moradia



Agência Brasil

Agência Brasil

Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil

Com um gentil “Sallaam Aleikum”, cumprimento árabe cujo significado é “que a paz esteja convosco”, Hanaa Nachawaty cumprimenta os clientes, em uma calçada do Leme, na zona sul do Rio de Janeiro. Ela e a família vendem esfirras, quibes e pastas árabes em uma banquinha com duas bandeiras da Síria. Como a maior parte dos refugiados que chegaram ao Brasil, eles elogiam a acolhida no país, mas enfrentam dificuldades em conseguir emprego e moradia definitiva.

Há dois anos no Brasil, Hanaa e a família sobrevivem da venda de salgados, o principal meio de sustento da família de cinco pessoas, incluindo uma criança de 5 anos. Ela alega ter escolhido o país pelas facilidades de conseguir asilo. Desde 2011, o Brasil acolheu 2.077 refugiados sírios, o maior número na América Latina e bem à frente da Argentina, que recebeu 268.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e a organização não governamental Open Society Foundation, o Brasil está atrás apenas da Alemanha, que recebeu 45 mil pessoas nos últimos quatro anos. Diferentemente da Europa, destino preferencial da maioria, os asilados que chegam ao país não recebem uma casa ou auxílio financeiro até reorganizarem a vida. É tudo por conta do refugiado, que, muitas vezes, fica abandonado à própria sorte até conseguir ajuda.

Conseguir uma casa é exatamente o maior problema da família Nachawaty desde que chegou ao Brasil. Atualmente, eles vivem em um apartamento emprestado, que terão de devolver em breve. “O dono nos pediu de volta e não temos para onde ir”, disse um dos filhos de Hanna, Armin Nachawaty, 24 anos. A família prepara em casa os salgados que vendem nas ruas. Se perderem a casa, perdem o sustento.

Em São Paulo, onde estão 65% dos sírios que chegaram desde 2014, por causa da guerra, a Sociedade Beneficente Muçulmana (SBM) também reconhece que o acesso à moradia é uma dificuldade. Sem políticas habitacionais específicas e com condições de aluguel, que, muitas vezes, exigem fiador ou pagamento de altas quantias como garantia, a entidade, que oferecia cestas básicas, além de colchões e cobertores aos refugiados, passou a servir marmitas na instituição. Isso porque muitos não tinham sequer onde cozinhar.

“O grande objetivo deles é ir para e Europa, então, eles chegam aqui com as mesmas expectativas das pessoas que foram para lá”, explica a coordenadora do Programa de Atendimento a Refugiados da Cáritas no Rio de Janeiro, Aline Thuller, que trabalha no acolhimento aos estrangeiros. Porém, os trâmites em alguns países são lentos ou exigem que as famílias fiquem confinadas em campos de detenção, como na França. “[Lá] é comum que as pessoas cheguem ao extremo de cometer suicídio, por frustração, por se sentir improdutivo”, completa.

Educação e emprego - No Brasil, destaca Aline, a grande vantagem é a possibilidade de conseguir um emprego. Assim que o refugiado chega, ele tem direito a carteira de trabalho, com os mesmos benefícios trabalhistas que qualquer brasileiro, como férias, horas extras e décimo terceiro salário.

Mesmo com a possibilidade de trabalhar, conseguir uma vaga não é tão fácil. O nível educacional dos refugiados sírios é alto, mas eles não têm documentos para comprovarem a formação acadêmica ou revalidarem o título das universidades. “Eles vem de um nível social e educacional alto, mas ficam aqui em uma situação complicada”, reconheceu Aline. “Muitos acabam em subempregos, dando aula de inglês ou trabalhando em serviços gerais”, lamenta.

Falando inglês fluente, Armin, o filho mais velho da família Nachawaty, que estudou hotelaria na capital da Síria, Damasco, não consegue uma recolocação profissional. Ele prefere vender comida árabe nas ruas a lavar pratos por 12 horas em restaurantes na Lapa. “Sabemos de um caso em que o sírio era discriminado e tinha mais trabalho que os outros funcionários”, revelou. O pai, conta, era um pequeno empresário do ramo imobiliário e perdeu tudo nos bombardeios.

Há um ano no Brasil, Rabia Kafouzi, 29 anos, graduada em letras, deixou o seu país e emprego há três anos. “Havia bombardeios aéreos e de tanques [na Síria]. Sequestravam jovens para colocar no exército e, por causa disso, muitos amigos e parentes foram mortos”. Até hoje, não conseguiu emprego por causa do idioma. É o marido que dá aulas de inglês, mas que na Síria trabalhava com informática, o responsável por sustentar a família com duas filhas pequenas.

Na Igreja Ortodoxa de Antioquia do Rio, que recebeu duas famílias refugiadas, a situação se repete. O padre Ignatios Al Sayegh empregou um sírio, também com nível superior, na paróquia. Outro, com menos escolaridade, foi aceito em uma fábrica têxtil. As mulheres ficam em casa, enquanto as crianças estão em escolas católicas. Como ainda não falam português e tem medo de prejudicarem parentes que ficaram no país de origem, preferem não dar entrevistas.




segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Sorteio da Copa do Nordeste será na quinta-feira



Mais uma edição da Copa do Nordeste se aproxima. Uma das competições mais emocionantes, com histórico de grandes públicos, rivalidades e muitos gols. O sorteio da competição que definirá os confrontos da primeira fase da competição será na próxima semana, na quinta-feira (24), no Serhs Grand Hotel, em Natal (RN), às 21h.

A quarta edição da competição, como nos outros anos, contará com 20 clubes, que serão divididos em cinco grupos de quatro clubes. As 20 equipes serão divididas em quatro potes, enumerados de 1 a 4, com cinco clubes em cada, de acordo com a ordem de colocação no Ranking Nacional de Clubes (RNC) de 2015.

O primeiro sorteio definirá o grupo de cada um dos cinco clubes de menor ranqueamento no RNC, que estarão no pote 4. O sorteio segue com a definição dos grupos dos cinco clubes constantes no pote 3, depois o pote 2 e por fim o pote 1, onde estão os cabeças de chave - os melhores ranqueados. 

Os potes serão os seguintes:

Pote 1: Bahia-BA (16º), Ceará-CE (19º), Sport-PE (20º), ABC/RN (23º) e América-RN (27º)

Pote 2: Santa Cruz-PE (36º), Fortaleza-CE (41º), Sampaio Corrêa-MA (42º), CRB-AL (47º) e Salgueiro-PE (49º)

Pote 3: Botafogo-PB (65º), Campinense-PB (70º), Vitória da Conquista-BA (76º), Confiança-SE (82º) e Coruripe-AL (92º)

Pote 4: Flamengo-PI (123º), River-PI (152º), Juazeirense-BA (162º), Imperatriz-MA (sem ranking) e Estanciano-SE (sem ranking)

O sorteio será transmitido ao vivo pela TV Esporte Interativo.

Em 2013, o Campinense-PB foi o campeão; em 2014, o Sport-PE ficou com o troféu e, em 2015, foi o Ceará quem ficou com o primeiro lugar.




Ritmo do PAC é o mais lento desde 2011



Estadão


A paralisação generalizada de obras federais está refletida nos desembolsos feitos ao longo deste ano pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A pedido do Estado, a organização Contas Abertas reuniu os dados sobre a execução orçamentária da principal vitrine de investimentos do governo, desde o seu lançamento, em 2007, até os dias de hoje. O cenário mostra a crescente desidratação dos investimentos.

Entre janeiro e agosto deste ano, a execução do PAC atingiu apenas R$ 27 bilhões, resultado que não chega a 60% do que foi executado no mesmo período do ano passado, quando os pagamentos alcançaram R$ 46 bilhões, um desempenho já ruim. 

Se observado o histórico dos desembolsos realizados desde o início do programa, esses oito meses de 2015 entregaram a pior execução dos últimos quatro anos, só superando os dispêndios de 2011.

Para evitar distorções, os dados consideram apenas os investimentos diretos feitos pela União, deixando de fora os financiamentos concedidos pela Caixa Econômica Federal ao Minha Casa Minha Vida e os aportes feitos por estatais, como a Petrobrás. Todos os valores também foram corrigidos pela inflação.

“É o resultado da crise econômica e das limitações do governo. Já que ele não tem como atuar no que diz respeito às despesas obrigatórias, que são aquelas previstas em lei, como salário e previdência, só resta cortar as despesas discricionárias, como viagens e serviços, além dos investimentos públicos”, diz o secretário-geral da Contas Abertas, Gil Castello Branco.

O perfil dos pagamentos realizados também revela as dificuldades do governo em quitar suas contas assim que os serviços são entregues. Dos R$ 27 bilhões executados até agosto, mais de R$ 19 bilhões referem-se a “restos a pagar”, como são chamadas as dívidas de anos anteriores que não foram quitadas. Para as obras realizadas neste ano, portanto, o repasse chegou a apenas R$ 8 bilhões.

O resultado dessa situação é o crescimento de dívidas para quitar no ano que vem. Atualmente, somente o estoque de restos a pagar do PAC já supera R$ 42 bilhões, exatamente o total do orçamento que estava previsto para o programa em 2016. Já se sabe, porém, que o PAC sofreu um contingenciamento de R$ 3,8 bilhões.

“É a crônica da morte anunciada. O setor de infraestrutura é exatamente aquele que deveria ter condições hoje para investir e ajudar o País a sair da crise, mas infelizmente tem sido encurralado pela má gestão pública e pela total insegurança jurídica”, diz Adriano Pires, presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie). “Estamos pagando a conta da crise produzida pelo governo.”

Mobilidade - Na última semana, o Tribunal de Contas da União (TCU) fez um levantamento, a pedido do Congresso, sofre a situação de todas as obras do PAC ligadas à mobilidade urbana. A partir de dados fornecidos pelo Ministério das Cidades e atualizados até o dia 9 de agosto, chegou-se a uma lista total de 2.523 empreendimentos previstos, sendo 378 incluídos no “PAC Mobilidade”, outros 1.043 no “PAC Pavimentação” e mais 1.102 obras “Não PAC”, decorrentes de emendas parlamentares.

Ao examinar as informações, o TCU conclui que o porcentual de empreendimentos ainda não iniciados, no caso do PAC Mobilidade, alcança cerca 70%. No PAC Pavimentação a proporção de obras não iniciadas é de cerca de 68% sobre o total e, nas obras de mobilidade atreladas às emendas, somam 17% as obras não iniciadas. 

“Por tudo isso, o PAC deixou de ser aquela vitrine para o governo”, comenta Gil Castello Branco, da Contas Abertas.




SÉRIE C: ASA e Londrina estão classificados, mas Madureira rebaixado para a Série D


Dois times anteciparam suas vagas na segunda fase – o ASA no Grupo A e o Londrina no Grupo B – e outro está rebaixado para a Série D: o Madureira.

Campinas, SP, 20 (AFI) – Mesmo faltando ainda dois jogos para fechar a 17.ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C, a penúltima da fase classificatória, os seis jogos disputados neste domingo serviram para definir situações importantes. Dois times anteciparam suas vagas na segunda fase – o ASA no Grupo A e o Londrina no Grupo B – e outro está rebaixado para a Série D: o Madureira.

No total já são cinco times classificados - Fortaleza, ASA, Vila Nova, Londrina e Tupi – e só faltam três vagas. De outro lado, três times já enterraram os pés na Série D: Icasa, Caxias e Madureira. Só falta definir o segundo rebaixado no Grupo A, entre Águia, com 15; Cuiabá com 16 e Salgueiro com 19 pontos.

A competição é organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem a cobertura exclusiva online do Portal Futebol Interior, inclusive com o popular e eficiente Placar ao Vivo, além de todos os detalhes dos jogos e fichas técnicas. Os resultados também podem ser acompanhados via mobile (celular) pelo aplicativo Placar FIGoogle Play e App Store.

GRUPO A: CLASSIFICADO E VAGA ABERTA
O ASA confirmou sua vaga em Juazeiro do Norte (CE), no interior cearense, onde fez 3 a 1 em cima do rebaixado Icasa, com apenas sete pontos. O time de Arapiraca (AL) assumiu a vice-liderança, com 32 pontos, atrás do Fortaleza, com 33 pontos, porque à noite empatou com o Botafogo, por 2 a 2, em João Pessoa (PB), no estádio Almeidão. O time paraibano, com 23 pontos, em sexto lugar, está eliminado.

No “jogo de seis pontos” o Águia, em Marabá (PA) ganhou sobrevida ao vencer o Cuiabá, por 3 a 1. Dois jogos fecham a rodada nesta segunda-feira. Num deles, o América de Natal, quarto, com 26 pontos, pode antecipar a quarta vaga se vencer o Confiança, com 25, em Aracaju (SE). No outro, o Vila Nova-GO, em Goiânia, cumpre tabela diante do Salgueiro, com 19 pontos, e precisando do empate para não correr mais risco de queda.

GRUPO B: CLASSIFICADO E REBAIXADO
No duelo dos melhores times, no norte do Paraná, o Londrina venceu o Tupi, de Juiz de Fora (MG), por 3 a 0. Com isso assumiu a liderança, com 31 pontos e carimbou a sua vaga. O Tupi, com 30 pontos, já estava garantido.

A terceira vaga ficou mais perto da Portuguesa, que passou à terceira posição, com 27 pontos, após vencer o Caxias, por 2 a 1, em Caxias do Sul (RS), no Estádio Centenário. A briga deve ficar concentrada pela quarta vaga, porque três times somam os mesmos 26 pontos separados penas pelo saldo de gols. Brasil com oito de saldo, em quarto lugar; Juventude com seis e Guarani com quatro.

O Guaratinguetá se livrou do rebaixamento ao golear o Madureira, por 5 a 0, no Vale do Paraíba. Ficou com 16 pontos, em oitavo, contra 13 do time carioca, que tem menos vitórias: 4 a 1. Ele fará companhia ao Caxias, com oito pontos, e que é o único time que não venceu na temporada.