Por Agência Brasil
Líder do partido na
Câmara, André Figueiredo admitiu que o ex-ministro Ciro Gomes é uma das fortes
apostas. Ele também lembrou do senador Cristovam Buarque.
A três anos das eleições majoritárias de 2018, o
líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE), disse hoje (9) que a legenda
terá candidato próprio na disputa por cargos no Executivo. Durante café da
manhã com jornalistas esta manhã, o deputado evitou citar nomes, mas admitiu
que o ex-ministro Ciro Gomes é uma das apostas fortes do partido. O PDT
anunciou, em agosto, independência em relação à base governista no Congresso.
“Temos ainda três anos e meio para o
encerramento do governo. Se a gente migrar para uma oposição ferrenha a gente
não vai contribuir para um Brasil administrável. Temos que continuar
divergindo, por dentro, apresentando alternativas e ajudando o Brasil a não
ficar no caos. Não apostamos no quanto pior melhor”, destacou.
Ciro Gomes e o irmão Cid Gomes são os
políticos que mais recentemente anunciaram a filiação ao partido, criado por
Leonel Brizola. Figueiredo também citou o nome do senador Cristovam Buarque
(DF). “É um nome que todos respeitamos. Além da fundamentação política em
educação ele poderia fazer uma reflexão sobre a área econômica.”
André Figueiredo afirmou que o
relacionamento com a presidenta Dilma Rousseff “é o melhor possível” e que o
PDT não ingressará em um movimento pró-impeachment. “Não ingressaremos no
movimento do impeachment. Consideramos um golpe. Não vemos fatos ou
indícios para que justifique que se deflagre uma operação de crime de
responsabilidade.”
Ministério do Trabalho - Ele disse que o partido ainda não deixou o
Ministério do Trabalho, ocupado por Manoel Dias, em função de um pedido feito
pela própria presidenta, mas que a saída de Dias poderá ocorrer quando o
governo anunciar a próxima reforma ministerial.
Mesmo ao destacar as boas relações com
o Planalto, o líder disse que o partido enfrenta dificuldade de relacionamento
com a base na Câmara dos Deputados. Ele citou divergências em relação a
matérias recentes, como a que elevou a alíquota da Contribuição Social sobre o
Lucro Líquido (CSLL) dos bancos para 20%. Durante votação em plenário, o PDT
apresentou uma emenda para tentar aumentar a cobrança para 35%.
“Seria mais que justo os bancos, que
estão auferindo lucros inéditos em termos de montantes, darem contribuição
maior”, defendeu. Para o deputado, a medida indica um caminho alternativo para
as previsões de déficit nas contas do próximo ano. “Quisemos na semana passada
mostrar que existe um caminho para isso, que é tributar quem ganha muito”,
acrescentou.
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