quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Narcélio Limaverde – a vida do rádio



Abrimos nossa participação nesta quarta-feira para render uma justa homenagem. Mas que justa, aliás. Um homem que chegou à terceira idade com louvor e dignidade. Passou pela política com a mesma simplicidade e dignidade da vida que o elegeu.

Um homem simples, honesto, mesmo tendo sido político por um mandato que soube exercer na Assembleia Legislativa do Ceará sem mudar a personalidade, procurando honrar os 36.468 votos recebidos pela sigla do PMDB.

Falamos de Narcélio Sobreira Limaverde, cearense de Fortaleza, nascido a 8 de agosto de 1931 – hoje com 84 anos e ainda emprestando sua inconfundível voz à radiofonia brasileira.

Para os jovens que ainda não conhecem Narcélio Limaverde, esse ícone do jornalismo radiofônico do Ceará está no mesmo patamar do alagoano Luiz Jatobá, de Heron Domingues, de Hilton Gomes ou, se preferirem, com voz tão bela quanto as vozes femininas de Nathalia Timberg ou Íris Lettieri.

Nascido no tempo em que os pais mandavam nos filhos, Narcélio – de livre e espontânea vontade – resolveu seguir a “profissão” do pai, José Limaverde Sobrinho, pioneiro do rádio cearense e, posteriormente, revelador de muitos talentos de grande importância para a terra alencarina.

Do tempo em que “Locutor de Rádio” tinha que ter voz bonita, e precisava atender às exigências de saber falar sem assassinar a lingua portuguesa, Narcélio Limaverde começou em 1954 na Ceará Rádio Clube, a PRE-9, emissora dos Diários Associados, trabalhando depois como Assistente da Divisão Comercial.

Cedo, e pela aparência de galã de cinema, ganhou o apelido de “O locutor dos brotinhos”, por seus ouvintes e já admiradores. Por conta disso, no começo dos anos 60, quando foi fundada a primeira emissora de televisão do Ceará, a TV Ceará Canal 2, também pertencente aos Diários Associados, tornou-se o primeiro apresentador de televisão do estado.

Sem conseguir se desligar dos microfones de rádio e como a televisão não exigia exclusividade, em 1962 ingressou na Rádio Dragão do Mar como radialista e assistente do departamento artístico da emissora.

Ganhou fama e foi convidado para trabalhar na Rádio Jornal do Comércio de Recife, onde não demoraria muito, porque em no começo da década de 70  voltou para Fortaleza, contratato que foi pelo Sistema Verdes Mares (pertencente ao Grupo Edson Queiroz), como apresentador de notícias na rádio e TV, tornando-se pouco tempo depois um de seus dirigentes.

Foi na Rádio Assunção Cearense que conhecemos e convivemos com Narcélio Limaverde. Conhecemos seu caráter e retidão de homem simples. Trabalhou ainda na TV e Rádio Uirapuru, Rádio Cidade, Rádio Assunção e Rádio o Povo FM.

Narcélio Limaverde é ídolo do rádio cearense, independentemente do prefixo. Atualmente apresenta de segunda a sexta o programa Narcélio Limaverde, na FM Assembleia, 96,7  Mhz.

Conhecemos Narcélio Limaverde por conta da amizade dele com Oliveira Ramos, nosso irmão biológico. Os dois trabalharam (e beberam muita cachaça juntos) em quase todas emissoras de rádio do Ceará.

Depois que saímos de Fortaleza, nunca nos desligamos de Narcélio. Soubemos, depois, do seu ingresso na literatura, escrevendo livros como “Fortaleza, histórias e estorias – memória de uma cidade”, “Senhoras e Senhores”, títulos que acabaram por lhe garantir o ingresso como Membro Honorário da Academia Cearense de Letras e Jornalismo.




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