Viemos do pó e ao pó voltaremos – é algo bíblico. E o
“pó” aqui referido, nada tem com o pó que alguns infelicitados estão usando
(até nas cadeiras de estádios de futebol) livremente a caminho não se sabe de
onde.
Faz tempo, que chegamos na bifurcação e, ao que parece,
não escolhemos o caminho mais apropriado naquele momento. Quem sabe a escolha
certa teria sido para o outro lado?
Sabe aquela partida de “buraco” em que ficamos
vulneráveis, temos duas canastras “puras” nas mãos e não atingimos a soma de
pontos que nos permite por o jogo na mesa?
Pois é. É isso que está acontecendo com a política
brasileira. É como um caçador que está no mato e com um cachorro, mas esse não
pode ver uma linguiça, pois foi mordido por uma cobra.
Feito esse preâmbulo, relembramos os tempos de
estudante no Liceu do Ceará, nas décadas de 50/60, quando o Professor Caio
Lóssio nos ensinava a estudar e a tentar compreender a história do Brasil.
Na época, não compreendíamos a necessidade de
estudarmos em tantas obras de autores diferentes. O professor queria apenas que
viajássemos por tantas e diferentes visões e narrativas. Desde o
“descobrimento” (????!!!!) até os dias atuais, os fatos históricos brasileiros
viveram momentos entre confusos e hilários.
A exploração (em todos os sentidos) das riquezas e das minas
brasileiras, fortalecida pelas histórias dos santos do Pau-Oco na garantia do
roubo do “nosso” ouro e diamantes para a Europa e alhures; a chegada e
instalação das Missões no Rio Grande do Sul e, a até hoje e aparentemente
desconhecida exploração (também em todos os sentidos) da Amazônia. Isso tudo –
principalmente de ruim – fez, faz e continuará fazendo a nossa história que,
nunca vai se saber por que, não é contada didaticamente nos livros que chegam
às mãos dos alunos.
É um verdadeiro mistério, mas se sabe que, desde então
(falamos da chegada dos descobridores na costa baiana – ou, será que já não
estavam aqui há tempos e somente naquele dia de 22/23 de abril resolveram se
anunciar?) o Brasil é roubado. Naqueles tempos, dizia-se, pelos exploradores e,
hoje, pelos próprios brasileiros. Mas, esse é um assunto que só sabe quem
aprendeu estudando História do Brasil.
Viramos várias páginas e encontramos os dias atuais.
Relembramos, por necessário, os ditos da minha falecida Avó: “de onde se tira
tanto e não se bota mais, um dia falta”!
E, só quem conviveu com a minha falecida Avó, poderia
compreender o que poderia estar escondido nas entrelinhas da frase empírica
dela, mas, altamente científica e correlacionada com o atual momento da
política brasileira.
Vovó, se viva fosse, diria com essa frase que, “é impossível
que homens como Paulo Maluf, Fernando Collor, Jáder Barbalho, Renan Calheiros,
José Sarney e outros que estão compondo a foto acima – uma repetição com mais
de 50 tons de cinza da pintura do quadro da Primeira Missa – ainda mereçam
credibilidade e estejam sendo convocados para defender esse Brasil”!
- “Na merda desse Brasil não tem macho, não?”
Perguntaria minha Avó, com a maior certeza. Como é que
esses “holocéfalos da Pátria” ainda gozam do direito de se reunirem e posarem
para uma foto dessas, como se Salvadores da Pátria fossem?
- “Acorda Brasil, terra de cagões (e de ladrões)”!!!
Bradaria a minha Avó, com ares quixotescos.
São, num só, Don Quixote?
Não. Não o são.
São apenas corvos à espreita inevitável da morte de
qualquer cosia que tenha vida e que lhes possa servir de entretenimento para
encher o papo. Esses da foto não tem estômago. Têm papo!
Tá faltando alguém nessa foto. Claro que está. Como é
que pessoas como Renan, Jáder, Sarney e Collor podem ser “necessários” ao
Brasil que, sabemos, procura se erguer?
Arre égua!!!!!
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