Alvaro Navarro marcou três na vitória do
Botafogo
Quer saber a Seleção FI da Rodada? Simples, entraram os melhores. É só
conferir! Navarro marcou três gols pelo líder Botafogo e foi o artilheiro Hat-Trick.
Campinas, SP, 2 (AFI) – Mais uma rodada de deixar cardíaco com o coração
batendo lá em cima. As mudanças aconteceram, de novo no G4, zona de acesso, do Campeonato
Brasileiro da Série B. O medroso Vitória, que só se defendeu
em Bragança Paulista e foi derrotado por 2 a 1, perdeu a liderança para
o corajoso Botafogo, que goleou o Atlético-GO, por 4 a 0.
Sampaio Corrêa e Bahia voltaram ao
G4, roubando as vagas de Paysandu e América Mineiro. Mas é importante observar
atentamente o equilíbrio da pontuação, porque se o Botafogo lidera com 39
pontos, atrás dele aparecem Vitória, Sampaio Corrêa e Bahia, todos 38 pontos.
A disputa pelo acesso não vai fugir
daí. O favorito a uma vaga além da dupla Ba-Vi e do Botafogo é o América
Mineiro, que perdeu dois jogos seguidos. Sampaio e Paysandu são os times que
vão correr por trás, principalmente graças aos seus técnicos, respectivamente,
Léo Condé e Dado Cavalcanti.
Duro mesmo é ver que nada mudou na turma debaixo, na zona de
rebaixamento, com Mogi Mirim (18), Ceará (18), ABC (20) e Boa Esporte (23).
Quer saber a Seleção FI da Rodada? Simples, entraram os melhores.
É só conferir!
Goleiro: Rafael (Macaé) - Se o Macaé, enfim, quebrou seu tabu de nove
jogos sem vitórias, deve muito ao sistema defensivo que suportou a pressão do
Oeste. E na defesa, um dos destaques foi o goleiro Rafael, que se mostrou
seguro e realizou defesas importantes, sobretudo, no segundo tempo.
Lateral-direito: Ednei (ABC) - Mostrou muita força na marcação e força
pelo lado direito. Não só marcou como também foi à frente, tanto que várias
jogadas perigosas começaram ali pelo seu lado. Apesar disso, ainda não foi
desta vez que o time potiguar interrompeu a série de 11 jogos sem vitórias e
nem deixou a zona de rebaixamento. O ABC melhorou muito nas mãos de Hélio dos
Anjos, mas empatou pela terceira vez seguida. Mais uma vez deu azar, porque
levou o empate nos acréscimos.
Zagueiro: Gualberto (Paysandu) - No fraco jogo entre Ceará e Paysandu,
os zagueiros levaram a melhor sobre os atacantes, até por isso o placar não
saiu do zero. O principal destaque foi Gualberto, revelado pelo Palmeiras e que
caiu como uma luva no esquema tático de dado Cavalcanti no Papão.
Zagueiro: Éder Lima (Bragantino) - Entrou numa verdadeira gelada, por
conta da ausência da dupla de zagueiros titulares do time de Bragança: Leandro
Silva e Luan. Mas foi na garra e se encaixou bem com Gilberto, sendo muito
firme na marcação. Uma pena que um gol estranho levado no começo do jogo quase
complicou tudo. Mas a virada, só na raça e nada na técnica, aconteceu aos 45
minutos do segundo tempo com Chico, que também entrou bem na etapa final.
Lateral-esquerdo: Rafael Carioca (Paraná) - Apareceu bem,
principalmente, no primeiro tempo para fazer a transição entre a defesa e o
ataque. Logo em seu primeiro toque na bola, deu um cruzamento perfeito na
cabeça de Henrique, que carimbou a trave. No segundo tempo, abriu espaço para
que o time atacasse com mais gente no campo de ataque.
Volante: Marcão (Criciúma) - Foi muito importante para a estratégia de
Petkovic diante do Náutico. O Tigre vinha de uma sequência ruim e encarou um
rival direto, por isto, qualquer vantagem era importante. Aí é que entrou o
trabalho de Marcão. Ajudou a montar o bloqueio na frente da área do Criciúma e
anulou o ataque do Timbu.
Meia: Luisinho (Santa Cruz) - Podendo tanto a função de meia como de
atacante, já começa a se candidatar a assumir a vaga ao lado de Grafite. Será
que vai sobrar para Anderson Aquino. Embora não tenha sido uma atuação
brilhante, foi o jogador mais lúcido do time e participou das principais
jogadas de ataque. Fez o primeiro gol em um lance de pura sorte, já que a bola
bateu na trave e voltou em sua cabeça antes de entrar. E sorte pode ser um
predicado importante neste momento.
Meia: Alípio (Luverdense) - Causou estranheza ele ficar no banco de
reservas por tanto tempo. Mas quando entrou, acabou, como era esperado,
decidindo a sorte do LEC. Naquela altura, já nos acréscimos, a derrota aprecia
certa, mas ele fez bela jogada individual, driblando um zagueiro e tabelando
com Tozin, dentro da área. E batendo em diagonal sem chances para Gilvan.
Atacante: Alvaro Navarro (Botafogo) - Seria o novo Loco Abreu? Alia a
raça uruguaia com a presença de área típica dos centroavantes sul-americanos. Em
pleno Engenhão, não tomou conhecimento da defesa do Atlético-GO e marcou três
gols, que colocaram o Bota na liderança da Série B. Se tornou o artilheiro do
time da segunda divisão com cinco gols.
Atacante: Kieza (Bahia) - O centroavante só faltou fazer chover sobre o
inverno nordestino para deixar esta 22ª rodada da Série B perfeita. Ele foi o
grande nome da vitória por 3 a 2 do Bahia sobre o CRB, marcando dois gols e
dando a assistência para o terceiro tento. Ao final, criticou o torcedor que
vaiou o time, sendo o personagem em todos os sentidos.
Atacante: Jheimy (Sampaio Corrêa) - Com o Sampaio pressionado pelo Mogi
Mirim após sofrer o empate, o atacante Jheimy entrou em ação e matou o jogo a
favor dos maranhenses. Com dois gols. o jogador deu números finais ao jogo e
garantiu o Tricolor no G4 da Série B.
Técnico: Wagner Lopes (Bragantino) - Com um time infinitamente inferior
tecnicamente, com vários desfalques e com uma estrutura bem pequena, ele
conseguiu dar um “baile” em Vágner Mancini, do poderoso Vitória, que tinha tudo
para sair de Bragança Paulista disparado na liderança. Mas o rubro-negro ficou
atrás, jogando como time pequeno e levou o castigo aos 45 minutos do segundo tempo,
quando levou uma virada inexplicável.
É preciso lembrar também a excelente campanha de Léo Condé que colocou o
Sampaio Corrêa dentro do G4, zona de acesso, ao superar o Mogi Mirim por 3 a 1.
Condé teria sido um excelente nome para a reconstrução do Cruzeiro, que optou
pela “mesmice” de Mano Menezes.
Pobre Sérgio Guedes no Mogi, que foi abandonado por Rivaldo e sua
Troupe. O pentacampeão embolsou uma bela grana pelo Sapão – fala-se em R$ 10
milhões – e ainda deu pinta de coitado dizendo que ficou com o Centro de
Treinamento do clube para cobrir o que investiu. Oras bolas, não era
investidor? Pois, saiu como cobrador, para não se dizer pior.
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