domingo, 6 de setembro de 2015

Série B tem Seleção Futebol Interior com artilheiro Hat-Trick e técnico que derrubou o líder Vitória

 


Alvaro Navarro marcou três na vitória do Botafogo

Quer saber a Seleção FI da Rodada? Simples, entraram os melhores. É só conferir! Navarro marcou três gols pelo líder Botafogo e foi o artilheiro Hat-Trick.

Campinas, SP, 2 (AFI) – Mais uma rodada de deixar cardíaco com o coração batendo lá em cima. As mudanças aconteceram, de novo no G4, zona de acesso, do Campeonato Brasileiro da Série B. O medroso Vitória, que só se defendeu em Bragança Paulista e foi derrotado por 2 a 1, perdeu a liderança para o corajoso Botafogo, que goleou o Atlético-GO, por 4 a 0.

Sampaio Corrêa e Bahia voltaram ao G4, roubando as vagas de Paysandu e América Mineiro. Mas é importante observar atentamente o equilíbrio da pontuação, porque se o Botafogo lidera com 39 pontos, atrás dele aparecem Vitória, Sampaio Corrêa e Bahia, todos 38 pontos.

A disputa pelo acesso não vai fugir daí. O favorito a uma vaga além da dupla Ba-Vi e do Botafogo é o América Mineiro, que perdeu dois jogos seguidos. Sampaio e Paysandu são os times que vão correr por trás, principalmente graças aos seus técnicos, respectivamente, Léo Condé e Dado Cavalcanti.

Duro mesmo é ver que nada mudou na turma debaixo, na zona de rebaixamento, com Mogi Mirim (18), Ceará (18), ABC (20) e Boa Esporte (23).

Quer saber a Seleção FI da Rodada? Simples, entraram os melhores. É só conferir!

Goleiro: Rafael (Macaé) - Se o Macaé, enfim, quebrou seu tabu de nove jogos sem vitórias, deve muito ao sistema defensivo que suportou a pressão do Oeste. E na defesa, um dos destaques foi o goleiro Rafael, que se mostrou seguro e realizou defesas importantes, sobretudo, no segundo tempo.

Lateral-direito: Ednei (ABC) - Mostrou muita força na marcação e força pelo lado direito. Não só marcou como também foi à frente, tanto que várias jogadas perigosas começaram ali pelo seu lado. Apesar disso, ainda não foi desta vez que o time potiguar interrompeu a série de 11 jogos sem vitórias e nem deixou a zona de rebaixamento. O ABC melhorou muito nas mãos de Hélio dos Anjos, mas empatou pela terceira vez seguida. Mais uma vez deu azar, porque levou o empate nos acréscimos.

Zagueiro: Gualberto (Paysandu) - No fraco jogo entre Ceará e Paysandu, os zagueiros levaram a melhor sobre os atacantes, até por isso o placar não saiu do zero. O principal destaque foi Gualberto, revelado pelo Palmeiras e que caiu como uma luva no esquema tático de dado Cavalcanti no Papão.

Zagueiro: Éder Lima (Bragantino) - Entrou numa verdadeira gelada, por conta da ausência da dupla de zagueiros titulares do time de Bragança: Leandro Silva e Luan. Mas foi na garra e se encaixou bem com Gilberto, sendo muito firme na marcação. Uma pena que um gol estranho levado no começo do jogo quase complicou tudo. Mas a virada, só na raça e nada na técnica, aconteceu aos 45 minutos do segundo tempo com Chico, que também entrou bem na etapa final.

Lateral-esquerdo: Rafael Carioca (Paraná) - Apareceu bem, principalmente, no primeiro tempo para fazer a transição entre a defesa e o ataque. Logo em seu primeiro toque na bola, deu um cruzamento perfeito na cabeça de Henrique, que carimbou a trave. No segundo tempo, abriu espaço para que o time atacasse com mais gente no campo de ataque.

Volante: Marcão (Criciúma) - Foi muito importante para a estratégia de Petkovic diante do Náutico. O Tigre vinha de uma sequência ruim e encarou um rival direto, por isto, qualquer vantagem era importante. Aí é que entrou o trabalho de Marcão. Ajudou a montar o bloqueio na frente da área do Criciúma e anulou o ataque do Timbu.

Meia: Luisinho (Santa Cruz) - Podendo tanto a função de meia como de atacante, já começa a se candidatar a assumir a vaga ao lado de Grafite. Será que vai sobrar para Anderson Aquino. Embora não tenha sido uma atuação brilhante, foi o jogador mais lúcido do time e participou das principais jogadas de ataque. Fez o primeiro gol em um lance de pura sorte, já que a bola bateu na trave e voltou em sua cabeça antes de entrar. E sorte pode ser um predicado importante neste momento.

Meia: Alípio (Luverdense) - Causou estranheza ele ficar no banco de reservas por tanto tempo. Mas quando entrou, acabou, como era esperado, decidindo a sorte do LEC. Naquela altura, já nos acréscimos, a derrota aprecia certa, mas ele fez bela jogada individual, driblando um zagueiro e tabelando com Tozin, dentro da área. E batendo em diagonal sem chances para Gilvan.

Atacante: Alvaro Navarro (Botafogo) - Seria o novo Loco Abreu? Alia a raça uruguaia com a presença de área típica dos centroavantes sul-americanos. Em pleno Engenhão, não tomou conhecimento da defesa do Atlético-GO e marcou três gols, que colocaram o Bota na liderança da Série B. Se tornou o artilheiro do time da segunda divisão com cinco gols.

Atacante: Kieza (Bahia) - O centroavante só faltou fazer chover sobre o inverno nordestino para deixar esta 22ª rodada da Série B perfeita. Ele foi o grande nome da vitória por 3 a 2 do Bahia sobre o CRB, marcando dois gols e dando a assistência para o terceiro tento. Ao final, criticou o torcedor que vaiou o time, sendo o personagem em todos os sentidos.

Atacante: Jheimy (Sampaio Corrêa) - Com o Sampaio pressionado pelo Mogi Mirim após sofrer o empate, o atacante Jheimy entrou em ação e matou o jogo a favor dos maranhenses. Com dois gols. o jogador deu números finais ao jogo e garantiu o Tricolor no G4 da Série B.

Técnico: Wagner Lopes (Bragantino) - Com um time infinitamente inferior tecnicamente, com vários desfalques e com uma estrutura bem pequena, ele conseguiu dar um “baile” em Vágner Mancini, do poderoso Vitória, que tinha tudo para sair de Bragança Paulista disparado na liderança. Mas o rubro-negro ficou atrás, jogando como time pequeno e levou o castigo aos 45 minutos do segundo tempo, quando levou uma virada inexplicável.

É preciso lembrar também a excelente campanha de Léo Condé que colocou o Sampaio Corrêa dentro do G4, zona de acesso, ao superar o Mogi Mirim por 3 a 1. Condé teria sido um excelente nome para a reconstrução do Cruzeiro, que optou pela “mesmice” de Mano Menezes.

Pobre Sérgio Guedes no Mogi, que foi abandonado por Rivaldo e sua Troupe. O pentacampeão embolsou uma bela grana pelo Sapão – fala-se em R$ 10 milhões – e ainda deu pinta de coitado dizendo que ficou com o Centro de Treinamento do clube para cobrir o que investiu. Oras bolas, não era investidor? Pois, saiu como cobrador, para não se dizer pior.

 

 

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