sábado, 19 de setembro de 2015

Seleção do BRASILEIRÃO com três meias, três artilheiros e técnico Argel Fucks, da nova safra na elite


Aconteceu muita coisa que poucos esperavam nesta 26.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Campinas, 18 (AFI) - Aconteceu muita coisa que poucos esperavam nesta 26.ª rodada do Campeonato Brasileiro - o BRASILEIRÃO CHEVROLET. O Corinthians perdeu a série invicta de 17 jogos; o Palmeiras fez 4 a 1 no Fluminense, no Maracanã, enquanto o Santos nem tomou conhecimento do vice-líder Atlético Mineiro, vencendo por 4 a 0, na Vila Belmiro. Foram 27 gols, com média de 2,7 por jogo.

No G4, ocorreu uma mudança com o retorno do São Paulo, com 42 pontos, contra 41 do Flamengo, surpreendido pelo Coritiba, no Mané Garrincha, que teve recorde de público: 67.011 torcedores. Difícil mesmo escalar a Seleção FUTEBOL INTERIOR. Ela acabou formada com três meias e três atacantes, além de ser comandada por Argel Fucks, um técnico da nova geração e que finca seu nome na elite dos melhores do país.



Confira a Seleção Futebol Interior da 26.ª rodada:

Goleiro: Marcelo Lomba (Ponte Preta) - Mais uma vez foi destaque do time, segurando as bolas certas em direção ao seu gol. E ajudou a garantir a vitória importante da Macaca sobre o Goiás, por 2 a 1, em Goiânia. Outro destaque do time campineiro foi o zagueiro Ferron, que também voltou com tudo ao clube, depois de passagens vitoriosas no Sport e no Figueirense.

Lateral-direito: Apodi (Chapecoense) - Cotado no Palmeiras para a próxima temporada, o lateral, conhecido por sua vocação ofensiva, foi responsável por criar as principais chances de gols da Chape diante do São Paulo. Se não fosse a má pontaria, a Chape poderia ter saído do Morumbi com a vitória na estreia de Guto Ferreira.



Zagueiro: David Braz (Santos) - O Santos fez uma partida impecável na goleada, por 4 a 0, diante do Atlético-MG. O ataque novamente foi decisivo com Gabriel e Ricardo Oliveira e a defesa também não ficou para trás. Sempre presente no setor ofensivo, David Braz foi brilhante na proteção ao gol de Vanderlei, que o diga Lucas Pratto e Luan. Os atacantes foram simplesmente anulados pela forte marcação santista.

Zagueiro: Paulão (Internacional) - Ao lado de Réver, foi responsável por evitar o gol de empate corintiano no Beira-Rio. O time paulista abusou dos cruzamentos e levantamentos para a área na reta final do jogo, mas a boa estatura de Paulão foi primordial para assegurar o resultado. De quebra, ainda fez uma jogada de ponta esquerda, com direito a drible da vaca e assistência para o gol da vitória, marcado por Valdívia.

Lateral-esquerdo: Carlinhos (Coritiba) - Carlinhos, ao lado de Henrique Almeida e Kleber Gladiador, foi o grande destaque da vitória do Coritiba, por 2 a 0, diante do Flamengo, que calou os quase 70 mil torcedores presentes no Mané Garrincha. O jogador, além de fazer a jogada do segundo gol, foi fundamental na marcação, sendo que Paulinho e Kayke pouco brilharam pelos lados de campo.

Meia: Renan Oliveira (Avaí) - aos 25 anos ele viveu dia de herói ao marcar o gol no clássico 412 contra o Figueirense, que empurrou o rival para a zona de rebaixado e tirou o time avaiano do descenso. Ele atuou um pouco mais na frente, mas diz que não se importa da função que exercer em campo: “O que eu quero é ajudar e brigar sempre pra vencer”. Venceu e entrou na Seleção FI!

Meia: Andrezinho (Vasco) - Entrou no segundo tempo para mudar o jogo. Com Andrezinho, o Vasco ganhou um novo ímpeto, ficou com a posse de bola e conseguiu empatar no final. O meia, que se colocou como armador, criou as principais jogadas da equipes, tentou de fora da área - Fabio fez boas defesas - e deu o cruzamento milimétrico para Rafael Silva desviar para o fundo das redes. O ponto fora de casa foi conquistado muito pelo seu futebol.

Meia: Douglas (Grêmio) - Um dos principais jogadores do Grêmio de Roger Machado, Douglas tem se mostrado muito mais do que um meia de bom passe e eventuais lampejos. O jogador tem tido participação importante na marcação e na recomposição do time. Além de organizar as principais jogadas ofensivas do Tricolor na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-PR, ainda marcou o primeiro gol do jogo, abrindo o placar a favor do Imortal.

Atacante: Lucas Barrios (Palmeiras) - Vestindo a camisa 8, seu número preferido, o paraguaio desencantou em grande estilo no Brasileirão. O centroavante entrou no segundo tempo no lugar de Alecsandro para transformar uma atuação apática do Verdão em goleada ao aproveitar as falhas defensivas do Fluminense e marcar três dos quatro gols do Alviverde. Destaque para o segundo gol dele e o terceiro do time, em que, mano a mano com a marcação, o paraguaio fez um gol típico de centroavante ao cortar para o meio e chutar no canto, sem chances para Cavalieri.



Atacante: Gabriel Jesus (Palmeiras) - Dunga, técnico da Seleção Brasileira, foi ao Maracanã para observar Gabriel Jesus e não deve ter se arrependido. A joia palmeirense infernizou a fraca defesa do Flu e, com um gol - o da virada do Verdão - e duas assistências, foi o nome do jogo junto com Lucas Barrios, que jogou menos de meio tempo e marcou três gols. É mole?

Atacante: Gabriel (Santos) - Não vai dar para o Peixe segurar este menino por muito tempo na Vila Belmiro. É um artilheiro nato. Bate bem com as duas pernas, cabeceia e está sempre no lugar certo e na hora certa. Fez os dois primeiros gols na goleada sobre o vice-líder Atlético Mineiro, que apagou a desastrosa atuação na derrota para a Ponte Preta, por 3 a 1, em Campinas, na rodada anterior.



Técnico: Argel Fucks (Internacional) - Foi quem derrubou a série invicta do Corinthians de 17 jogos. Simplesmente bateu, de virada, por 2 a 1, o líder isolado do Brasileirão e cotado para ser o campeão. Escolhido numa rodada que três técnicos caíram – Renê Simões (Figueirense), Enderson Moreira (Fluminense) e Julinho Camargo (Goiás) totalizando 22 quedas. E nesta quinta-feira mais uma saída, desta vez espontânea, de Eduardo Baptista escolhido para assumir o Fluminense.

Desde garoto a vida lhe ensinou a assumir responsabilidades. Foi arrimo de família e como jogador deu a vida para ser um vencedor e acolher toda sua família com conforto e saúde. A sua vida de treinador também tem sido assim: desafio em cima de desafio.

Depois de ficar um ano no Figueirense, onde em 2014 livrou o time do rebaixamento, em 2015 foi campeão estadual e levou o time à inédita quartas de final, superando o Atlético Mineiro. A sua chegada ao Beira Rio é a chance de se consagrar como um técnico de ponta, seu desejo desde que assumiu o comando do modesto Mogi Mirim, no interior gaúcho.




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