Conhecer e morar no
Rio de Janeiro era uma das minhas ansiedades culturais – eu entendia que
cresceria como pessoa, vivendo no Rio de Janeiro. Impelido pela “política
vigente” nos anos 60, deixei a minha querida Fortaleza e, solteiro, com lenço e
com documento fui morar no Rio. Gostei e fiquei. Figuei muito tempo, ou pelo
menos o suficiente para satisfazer meus desejos. Somatório: realmente cresci
como pessoa. Respirei novos ares, fiz novos e importantes amigos. Casei e
descasei.
O bônus pelo trabalho
começou a chegar. Amealhei alguma coisa – e, a partir de então comecei a
atender às necessidades impostas pela materialidade consumista.
Trabalhando na então
Companhia Siderúrgica da Guanabara (COSIGUA), empresa privatizada pelo Governo
do Rio de Janeiro e adquirida pelo Grupo Gerdau da família Johanpetter, passei
a ter relações com a empresa Nacional Turismo, um dos braços do Banco Nacional
(de Magalhães Pinto) na área turística. Ficou menos difícil viajar.
Enquanto muitos sonham
em conhecer a noite parisiense, os xópis de Nova Iorque e os mares de Miami – e
eu não condeno nada disso! – sempre tive o sonho de conhecer a “pororoca”.
Claro que, quem estudou Geografia do Brasil já teve informações do que seja a
“pororoca”. Pois, eu viajei do Rio de Janeiro a Manaus, naquela época pela
Varig – e em quase um dia de viagem fui conhecer também Fonte Boa, onde
acontecia o “Festival do Pirarucu”.
Uma verdadeira
maravilha colocada ali por Deus num lugar tão afastado do luxo, da
desonestidade das pessoas, da hipocrisia e da falsidade. Em Fonte Boa, naquela
época, as pessoas sorriam com os olhos, transformando em colorido as pupilas e
a íris. A verdade vinda de dentro de cada um. Coisa rara de se ver nos dias
atuais.
FONTE BOA
“Fonte Boa é um município brasileiro situado no interior do estado do Amazonas. Pertencente à Mesorregião
do Sudoeste Amazonense e Microrregião
do Alto Solimões, localiza-se ao oeste de Manaus, capital do estado. De acordo
com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2015, sua população é de 20 742 habitantes. Possui uma
área de 12.110,907 quilômetros quadrados.
Geografia - Localiza-se a uma latitude 02º30'50" sul e a uma longitude 66º05'30" oeste, estando a uma altitude de 62 metros. Sua população estimada em 2014 era de 21 295
habitantes. Possui uma área de 12.165,19 km². Limita-se com os municípios
de: Uarini ao leste; Juruá e Jutaí ao sul; Tocantins e Japurá ao oeste; Maraã ao norte.
Clima - Segundo dados do Instituto
Nacional de Meteorologia (INMET), a menor temperatura registrada em Fonte Boa foi de 14,5ºC, ocorrida no dia 18 de
julho de 1975. Já a máxima foi de 37,0ºC,
observada dia 17 de
outubro de 2004. O maior acumulado de chuva registrado na cidade em 24
horas foi de 119,0 mm, em 7 de
janeiro de 1958.
Folclore - Realizam-se no município as
festas religiosas: Nossa Senhora do Guadalupe (Padroeira da cidade, no mês de
dezembro); Nossa Senhora das Dores; Nossa Senhora de Lurdes; Divino Espírito
Santo; São Sebastião. No mês de julho acontece todos os anos o Festival Folclorico
com apresentações de Quadrilhas; Dança do Barqueiro; Dança do Gambá; Dança
Nordestina (Cangaço) e outras danças regionais. O destaque maior do festival é
a disputa entre os bois-bumbás Tira-Prosa e Corajoso, com esta sendo a
principal atração da festa, com visitantes de toda a região do Alto e Médio
Solimões, além de turistas do Peru e Colômbia.
Festa do Pirarucu - A festa do Pirarucu se realiza no último dia de novembro até o dia 3 de
dezembro, quando se comemora a despesca anual do peixe, reunindo todas as
comunidades envolvidas em uma ação de manejo sustentavel, o inicio da festa
também marca a abertura dos Festejos da padroeira Nossa Senhora de Guadalupe,
que termina no dia 12.
A Festa do Pirarucu surgiu em consequëncia do
município de Fonte Boa ser o maior produtor de pirarucu do Amazonas e do
Brasil. A atividade é controlada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável
de Fonte Boa (IDSFB). No município há uma estimativa de captura de 25 mil
peixes adultos, o que significa mil toneladas do produto. A pesca envolve 84 comunidades,
720 pescadores, 520 famílias e 350 lagos.” (Transcrito
do Wikipédia)
Quando visitei pela primeira vez Fonte Boa, não fui com
essa intenção. O propósito inicial era visitar a “pororoca” do Rio Solimões com
o Rio Negro, uma beleza que Deus nos oferece através da Natureza.
Quando viajei de Manaus para Fonte Boa havia muita
dificuldade de transporte que era feita em barcos pelos rios ou via aérea em
aviões sem muita segurança. Hoje tudo mudou e existem aeroportos (três) com boa
estrutura e os voos são mais seguros ainda que não sejam diretamente para a
cidade escolhida. Viajei de barco e gostei (ida e volta), além de me divertir
com a paisagem que a Natureza oferece.
Como
chegar a Fonte Boa - Voos
semanais: Companhia aérea TRIP (quarta-feira e domingo) Barcos: Passam na
cidade todos os barcos que fazem linha Manaus-Tabatinga. Saem diretamente para
a cidade, os barcos "Cidade de Jerusalém e Vitória da Conquista".
Também há a linha de um barco à jato que sai de Manaus às terças-feiras e
retorna na madrugada de sábado.
Como quase toda cidade
do eixo Norte-Nordeste, Fonte Boa tem inúmeras atrações turísticas e a maioria
ligada às festas religiosas. Mas também existe uma rica programação oficial
incluída no calendário de eventos municipais.
Os festejos juninos
são iguais às muitas cidades brasileiras, além de apresentarem danças e
folguedos tipicamente regionais.
Mas, o que chama muito a atenção dos turistas que visitam a cidade é a realização do Festival do Pirarucu. A festa do Pirarucu acontece sempre a partir do último dia do mês de novembro até o dia 3 de dezembro, quando se comemora a despesca anual do peixe, reunindo todas as comunidades envolvidas em uma ação de manejo sustentavel. O início da festa marca também a abertura dos Festejos da padroeira da cidade, Nossa Senhora de Guadalupe, que se prolonga até o dia 12.
A Festa do Pirarucu surgiu em consequëncia do município de Fonte Boa ser o maior produtor de pirarucu do Amazonas e do Brasil. A atividade é controlada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável de Fonte Boa (IDSFB).
O pirarucu é bastante
saudável e sua carne fica mais gostosa quando salgada. As variadas formas de
preparo do pirarucu mudam de região apra região e de Estado para Estado.
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