segunda-feira, 2 de maio de 2016

É feio ser belo (a)?



Dizem os mais velhos que, “quem ama o feio – bonito lhe parece”.

Atribuem ao poeta Vinícius de Morais, a frase: “que me perdoem as feias, mas a beleza é fundamental”.

Complementaríamos afirmando que, beleza é um momento de paz e felicidade de quem olha ou pensa. Um deficiente visual, por exemplo, pode “visualizar” um momento de beleza, sem, necessariamente, olhar para ele.

É necessário, sim, estar em paz pessoal para enxergar a beleza. Mas, beleza pode ser, também, sinônimo de retidão e de caráter. Pode ser algo muito interior que os olhos não conseguem ver.

Há quem imagine que beleza tem próxima ligação com a juventude ou que é algo efêmero, passageiro.

O que aprendemos é que beleza não tem sexo, cor ou idade. Existem crianças muito bonitas, adolescentes também bonitos, da mesma forma que existem idosos lindos – independentemente do sexo.

Uma baleia em evolução no seu habitat pode ter a mesma beleza de um beija-flor captando néctar para a vida em voo de rodopios.  A água que brota de uma fonte pode ser tão bonita quanto a chegada da vida de um bebê no parto.

Querem algo mais belo que um lençol branco posto a secar num varal e tangido pela delicadeza do vento?

Querem algo mais belo que a lua, numa noite vigiada pelas estrelas?

Querem algo mais belo que um prato de comida que chega para saciar a fome de quem não come faz tempo?

Deduz-se por reflexão, que, a beleza é algo invisível que, para “poder ser visto” tem que habitar primeiro, dentro de nós.


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