Dizem os mais velhos que, “quem ama o feio – bonito lhe
parece”.
Atribuem ao poeta Vinícius de Morais, a frase: “que me
perdoem as feias, mas a beleza é fundamental”.
Complementaríamos afirmando que, beleza é um momento de
paz e felicidade de quem olha ou pensa. Um deficiente visual, por exemplo, pode
“visualizar” um momento de beleza, sem, necessariamente, olhar para ele.
É necessário, sim, estar em paz pessoal para enxergar a
beleza. Mas, beleza pode ser, também, sinônimo de retidão e de caráter. Pode
ser algo muito interior que os olhos não conseguem ver.
Há quem imagine que beleza tem próxima ligação com a
juventude ou que é algo efêmero, passageiro.
O que aprendemos é que beleza não tem sexo, cor ou
idade. Existem crianças muito bonitas, adolescentes também bonitos, da mesma
forma que existem idosos lindos – independentemente do sexo.
Uma baleia em evolução no seu habitat pode ter a mesma
beleza de um beija-flor captando néctar para a vida em voo de rodopios. A água que brota de uma fonte pode ser tão
bonita quanto a chegada da vida de um bebê no parto.
Querem algo mais belo que um lençol branco posto a
secar num varal e tangido pela delicadeza do vento?
Querem algo mais belo que a lua, numa noite vigiada
pelas estrelas?
Querem algo mais belo que um prato de comida que chega
para saciar a fome de quem não come faz tempo?
Deduz-se por reflexão, que, a beleza é algo invisível
que, para “poder ser visto” tem que habitar primeiro, dentro de nós.
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