quinta-feira, 30 de junho de 2016

Série B: Sampaio Corrêa faz proposta por dupla do Juventude


O zagueiro Heverton e o meia Wallacer devem reforçar a Bolívia Querida.

São Luís, MA, 28 (AFI) - Na lanterna da Série B do Brasileiro, o Sampaio Corrêa corre contra o tempo para reforçar o seu elenco visando sair dessa situação desesperadora. E a bola da vez está com dois jogadores, que estão disputando a Série C pelo Juventude. São eles: o zagueiro Heverton e o meia Wallacer.

Os jogadores já apresentaram a proposta para a diretoria do clube gaúcho e podem oficializar a saída nas próximas horas. Ambos vinham atuando no time titular do Juventude, mas ficaram de fora da partida contra o Botafogo. A tendência é que Zago não conte mais com a dupla na sequência da Série C, a não ser que ocorra uma reviravolta.

Heverton, 28 anos, foi revelado pelo Grêmio e passou por clubes como Audax, Guarani, Fortaleza, Santa Cruz e Macaé, antes de acertar com o Juventude. Já Wallacer, 30 anos, já atuou por Bragantino, Caxias e Volta Redonda até virar titular absoluto do Ju.

Coincidentemente, tanto Juventude, quanto o Sampaio luta para escapar do rebaixamento. A Bolívia Querida é lanterna da Série B.




CCJ aprova proposta que altera Lei Maria da Penha

 

Pedro França/Agência Senado



Depois de muita polêmica, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (29), projeto de lei da Câmara (PLC 7/2016) que altera a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) para permitir ao delegado de polícia conceder medidas protetivas de urgência a mulheres vítimas de violência doméstica e a seus dependentes. O parecer favorável a essa e outras mudanças foi apresentado pelo relator, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). A proposta segue, agora, para votação no Plenário do Senado.

Essa atuação do delegado só será admitida, segundo o projeto, em caso de risco real ou iminente à vida ou à integridade física e psicológica da mulher e de seus dependentes. Nesta hipótese, a autoridade policial poderá aplicar essas medidas protetivas, mas assumindo a responsabilidade de comunicar a decisão ao juiz em até 24 horas, para que ele possa manter ou rever essa intervenção. O Ministério Público também deverá ser consultado sobre a questão no mesmo prazo. Providências complementares para proteção da vítima – chegando até mesmo à prisão do suposto agressor – também poderiam ser pedidas pelo delegado ao juiz.

Outra inovação do PLC 7/2016 é incluir o direito a atendimento policial especializado e ininterrupto, realizado preferencialmente por profissionais do sexo feminino. O texto também reforça a necessidade de que os estados e o Distrito Federal priorizem, no âmbito de suas políticas públicas, a criação de delegacias especializadas no atendimento à mulher e de núcleos de investigação voltados ao crime de feminicídio.

Dez anos - Na opinião do relator, essas são medidas necessárias para superar obstáculos que, em dez anos de vigência da Lei Maria da Penha, ainda persistem e desestimulam as vítimas a buscar amparo do Estado. Mais um mérito do projeto assinalado por Aloysio é o fato de se impedir que a vítima seja submetida a reinquirições sucessivas e a questionamentos inadequados sobre sua vida privada.

Atualmente, conforme observou o relator, as vítimas são submetidas a constrangimentos e a desamparo psicológico, familiar e social, um processo denominado de “revitimização”.

“É como se o fato criminoso não cessasse: sua lembrança permaneceria viva na memória da vítima a cada etapa do processo investigatório e do desenrolar do processo penal, até decisão final”, explicou Aloysio no parecer.

No seu ponto de vista, as mudanças propostas no PLC 7/2016 ajudarão a combater “a pressuposição equivocada de culpabilidade da vítima — e não do agressor —, um fenômeno tão atroz quanto recorrente”.

Aloysio agregou ao projeto apenas uma emenda de redação, de autoria da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP). A emenda dá ao delegado de polícia a possibilidade de baixar medidas protetivas de urgência, mas determina, em ato contínuo, o envio de sua decisão ao juiz em 24 horas.

Protesto - Um grupo de senadores tentou adiar a votação e enviar a proposta para audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Requerimento nesse sentido foi apresentado pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), sendo rejeitado por 15 votos a 6.

O foco das divergências é a permissão para que o delegado de polícia conceda medidas protetivas de urgência a mulheres vítimas de violência doméstica e a seus dependentes. Na semana passada, a CCJ promoveu um debate sobre o assunto reunindo 14 entidades ligadas ao Poder Judiciário, Ministério Público, movimento feminista e à polícia. Desse total, 12 entidades se manifestaram contra a aprovação do relatório do senador Aloysio Nunes, segundo assinalou a senadora Fátima Bezerra (PT-RN).

- O que eu quero destacar é que o debate não foi amadurecido o suficiente para que se possa promover alterações na Lei Maria da Penha – afirmou Fátima Bezerra.

Essa mesma percepção foi compartilhada pela procuradora especial da Mulher no Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), e pelos senadores Lídice da Mata (PSB-BA), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Randolfe Rodrigues (REDE-AP). Até o presidente da CCJ, senador José Maranhão (PMDB-PB), admitiu a possibilidade de manifestação da CDH sobre o PLC 7/2016, mas deixou claro que não abria mão da prerrogativa de a CCJ decidir sobre o mérito da proposta.




Morre Caçapava, um dos maiores volantes da história do Internacional

Ele conquistou dois Campeonatos Brasileiros e quatro Campeonatos Gaúchos com a camisa colorada.

Porto Alegre, RS, 27 (AFI) - A torcida colorada está de luto. Morreu, na manhã desta segunda-feira, Caçapava, ex-volante do Internacional, onde esteve entre 1972 e 1979 e com quem conquistou dois Campeonatos Brasileiros e quatro Campeonatos Gaúchos. Ele faleceu às 7h30, aos 61 anos, e é considerado um dos maiores ídolos da história do clube.

Caçapava é um dos grandes ídolos da história do Internacional (Foto: Divulgação)

Luís Carlos Melo Lopes, natural de Caçapava do Sul, ficou conhecido pelo nome de sua cidade: Caçapava.

O volante deu seus primeiros passos no Gaúcho, time de Caçapava do Sul, então com seus 18 anos de idade.

Em 1972, transferiu-se para o Internacional, onde, aos poucos, começou a trilhar o caminho das grandes conquistas.

Em 1974, conquistou seu primeiro grande título com a camisa colorada, o primeiro Campeonato Gaúcho de muitos outros que estavam por vir – venceu também em 1975, 1976 e 1978.

Um ano depois, deparava-se com um Beira-Rio completamente lotado para a grande final do Brasileirão, diante do forte Cruzeiro. Placar de 1 a 0 para o Inter, gol do amigo Figueroa. Em 1976, veio o bicampeonato, vitória de 2 a 0 em cima do Corinthians de Neca, Ruço, entre outros.

Em um time onde quase todos atacavam e tinham qualidade para isso, Caçapava era o responsável pela guarnição da defesa colorada. Junto com Falcão, Carpegiani e depois Batista, formou um dos meio-campos considerados dos sonhos pelos colorados. Como marcador implacável, anulou grandes craques - era o cão de guarda daquela equipe.

Atualmente, Caçapava trabalhava no setor de relacionamento social do Internacional e participava dos eventos consulares do Colorado. O velório ocorre a partir das 17h30 na Funerária Caçapava, sala 01. O enterro será realizado no Cemitério Municipal de Caçapava do Sul.






Conselhos para uma reforma política



Telmário Mota *

Muitos me perguntam se vejo luz no fim do túnel, e que não seja a de um trem vindo em nossa direção. Sempre respondo que sim, e que essa se chama reforma política. Refiro-me a algo que ouse mexer no modelo partidário brasileiro. Sem isto, entrará governo, sairá governo, com o presidente refém de uma base de apoio heterogênea, ideologicamente controversa, cara em seus arranjos, ineficiente e insegura. Pelo menos para o presidente, que dela dependerá para o defender. Essa foi a base que faltou a Collor, e agora falta a Dilma. Sem mudanças, em breve faltará a outro que virá.

Em nenhum lugar do mundo o sistema presidencialista funciona a contento dentro desse modelo de coalizão, que existe apenas no Brasil. O presidencialismo somente funciona bem se o chefe do Executivo é institucionalmente forte e consegue passar suas políticas de governo pelo Congresso sem muita turbulência ou arranjos. De outra forma, o que se tem é uma aventura de mando, resolvida em meio a ventos políticos de ocasião.

Já ouvi dizer em parlamentarismo no Brasil como solução, do que discordo. Mais uma vez, sem que o chefe do governo (primeiro-ministro) tenha uma base partidária forte, cairá gabinete após gabinete e rapidamente o regime estará esgotado.

Presido em Roraima um partido, o PDT, que esteve presente durante todo o período democrático que se sucedeu à Carta de 46, chegando hegemônico até o Golpe de 64. Refiro-me ao PTB de então – outros dois eram UDN e PSD. Vejo, nas bases partidárias, soluções para todas as crises políticas que uma nação democrática possa enfrentar. Não confio em avulsos salvadores da pátria. É o pensamento sistêmico partidário que consegue coordenar forças políticas em torno das soluções democráticas. O partido político faz a canalização de opiniões. Ter legendas demais, imaginem! No Brasil há 35, o que causa antes confusão política do que riqueza de diversidade no Parlamento. Aí é a crise nacional que impera. Vejam o que vivemos hoje.

Também não creio em reformas políticas que se consomem em torno de minudências eleitorais: se haverá ou não caixa de som nas campanhas, se o suplente de senador será o imediatamente menos votado na eleição, todas estas meras firulas. Creio naquela que enfrente questões de vulto, entre as quais esta à que me referi.

Outro ponto importante que considero numa reforma política estruturante é a extinção do político profissional, aquele que usa o mandato popular como meio de vida e que tem por objetivo enriquecer a si e à sua família nessa condição. Republicanismo é transitoriedade. Em política há que se ter renovação e Justiça firme para com os eleitos. Deve ser incinerado o fórum privilegiado para políticos, mantido exclusivamente em casos de opinião e de voto. Para tudo o mais, políticos devem ser considerados o que de fato são: cidadãos comuns, tratados com severidade pela Justiça comum.

Gosto da ideia de eleições gerais já, desde que nenhum dos atuais possam concorrer. Se a atual crise se resolve com renovação, que haja renovação. Já disse no Senado e repito: abro mão de meu mandato se for para dar uma partida a frio na representatividade política. Difícil será passar esta proposta pela cacicagem de Brasília.

* Economista e senador do PDT pelo Estado de Roraima.




Seleção FI da Série B tem autor de gol que merece "Prêmio Puskas"

Rogério Zimmermann, do Brasil de Pelotas, escalou os melhores da 12ª rodada no 4-3-3.

Campinas, SP, 26 (AFI) - O Vasco da Gama disparou ainda mais na liderança do Campeonato Brasileiro da Série B após a 12ª rodada, que aconteceu no último final de semana. A diferença para o Ceará, novo vice-líder, é de cinco pontos. O G4 é completado com dois velhos conhecidos: Atlético-GO e Criciúma. Ainda sem a estreia de Guto Ferreira, o Bahia perdeu mais uma e continua despencando, diferente do Luverdense, que subiu para a quinta colocação.

Assim como o G4, a zona de rebaixamento não sofreu mudanças, já que Sampaio Corrêa, Tupi, Bragantino e Joinville tropeçaram novamente. Em situação desesperadora, o Massa Bruta anunciou a segunda mudança na comissão técnica nesta Série B: Toninho Cecílio entregou o cargo e Marcelo Veiga, que vinha comandando o Remo na Série C e pediu demissão no último sábado, é o principal candidato a assumir o cargo.

Como de costume, o Portal Futebol Interior escalou os melhores da rodada e muita gente boa teve que ficar de fora. Treinador do Brasil de Pelotas, que está próximo do pelotão da frente, Rogério Zimmermann será o responsável por comandar os escolhidos. A formação utilizada passa longe da escola gaúcha, que valoriza a marcação. No 4-4-3, a Seleção FI tem três atacantes e dois meias de ligação.

Confira a Seleção FI

Goleiro: Martín Silva (Vasco) - Desta vez não foi Nenê o "salvador" do Vasco. Se o Gigante da Colina voltou de Maceió com três pontos, deve muito ao uruguaio Martín Silva. O CRB não se intimidou diante dos cruz-maltinos e os enfrentou de igual para igual. O goleiro precisou fazer várias defesas importantes, sobretudo, no final do segundo tempo. Foi também na parte final que ele defendeu o pênalti cobrado pelo lateral Diego e praticamente acabou com qualquer chance de reação.

Lateral-direito: Eduardo (Ceará) - Mais uma vez teve grane presença no Vovô. Além de fazer suas funções ainda marcou um gol de falta, ajudando seu time atingir a quarta vitória consecutiva e a vice-liderança da competição.

Zagueiro: Teco (Brasil) - O veterano zagueiro recebeu mais uma oportunidade de jogar em alto nível na Série B e não está decepcionando. É uma das pilastras do forte esquema defensivo do Brasil, com segurança e liderança. Na vitória sobre o Bahia, foi premiado com o gol que decretou a vitória ao time gaúcho.

Zagueiro: Bruno Silva (Oeste) - No esquema tático de Fernando Diniz, fica até difícil saber qual a posição específica de determinado jogador. Zagueiro, Bruno Silva não deixou os atacantes do Sampaio Corrêa gostarem do jogo, mas mostrou categoria quando precisou sair jogando com toque de bola.

Lateral-esquerdo: Marlon (Criciúma) - Começou muito bem a partida diante do Bragantino e era presença constante no ataque, principalmente quando aparecia para tabelar com Élvis. Arriscou alguns chutes de fora da área e deu pelo menos três cruzamentos na cabeça de Gustavo, que não aproveitou. Marlon sentiu e foi substituído por Gabriel Leite.

Volante: Daniel Pereira (Bragantino) - Apesar de estar em situação delicada na tabela de classificação, o Bragantino entrou em campo no Heriberto Hülse em busca do empate, priorizando a marcação. Daniel Pereira fez sua parte e por muito pouco não foi o responsável por uma zebra em Santa Catarina. Com um chute de longe, e contando com a sorte porque a bola desviou em Raphael Silva, o volante abriu o placar para o Massa Bruta, que levaria o empate na sequência.

Meia: Andrezinho (Vasco) - O experiente meia mostrou que nem só de Nenê vive a bola parada vascaína. Fez uma partida segura e foi muito importante na criação e na recomposição do meio-campo do Vasco. A "convocação" para a Seleção FI, contudo, se deve à pintura que assinalou contra o CRB. Um gol olímpico. Lindo e importantíssimo. Um golaço digno do nome do palco do jogo: Rei Pelé.

Meia: Wescley (Ceará) - De longe o melhor jogador do Alvinegro em campo. Além de infernizar a vida adversária, acertou lindos passes e justamente deu uma assistência para Bill marcar um lindo gol na Arena Fortaleza. Ele é peça importante no elenco de Sérgio Soares e ganhou mais movimentação desde a entrada de Rafael Costa na frente, ao lado do camisa 18.

Atacante: Vandinho (Vila Nova-GO) - Atuou apenas em parte do segundo tempo do clássico goiano, mas acabou sendo decisivo. Entrou elétrico, se movimentando para todos os lados e acabou premiado com o gol de empate feito aos 47 minutos do segundo tempo. Acabou virando herói.

Atacante: Hugo (Luverdense) - Faz algumas rodadas que vem sendo o jogador mais decisivo do Luverdense, ao lado do meia Sérgio Mota. E na vitória sobre o Londrina, por 2 a 1, na última sexta-feira, não foi diferente. Habilidoso e veloz, incomodou os zagueiros adversários e ainda mostrou faro de gol para deixar sua marca.

Atacante: Robson (Paraná) - Se tem um jogador responsável por deixar o Paraná longe da zona de rebaixamento, esse é Robson. O jogador, além de ajudar na marcação, corre por dois e ainda faz o seu papel como atacante, gols. Fez o único tento da vitória em cima do Joinville no último sábado. É o cara do Tricolor.

Técnico: Rogério Zimmerman (Brasil) - O Brasil faz campanha surpreendente até o momento na Série B. Muito do bom desempenho do time gaúcho tem o dedo do treinador. Além de ter um sistema de jogo bem definido, com muita marcação e saída com qualidade, o treinador deu o encaixe perfeito a equipe e manteve o clube com chances de acesso.


Estória pra boy dormir


Como se fora parte de um dos atos de uma peça teatral, o cenário da casa, no distante lugarejo de difícil acesso, era, aparentemente, repetitivo – como requer a encenação da vida em qualquer palco.

Ambrósio Gomes, parte final da distante linhagem familiar dos primeiros colonizadores de Ouro Fino, sem ter conhecido os mentirosos avanços da tecnologia televisiva, depois de um longo dia de trabalho na roça, descansava e ao mesmo tempo se divertia contando estórias vividas e deduções de quem tem a escolaridade da experiência – estórias pra boy dormir.

Ao mesmo tempo em que a conhecida e pequena plateia infantil arrumava os assentos (tamboretes, tocos de madeira, tijolos e até cadeiras estilo macarrão), Ambrósio Gomes, apelidado carinhosamente de “Vovô Memória” ticava o fumo para abastecer o cachimbo, como se aquilo fosse o “chip” necessário para tudo começar, a partir da conexão com as lembranças vividas. E era.

Tudo pronto. Tudo montado. Vai começar mais uma sessão das “... estórias pra boy dormir”!

Abrem-se as cortinas, e, com a palavra, Vovô Memória:

“... era uma vez um lugar que quase todos resolveram chamar de País. Um país onde Alice gostava de ir e de se divertir.

- Vô, quem é Alice? Interrompe, perguntando, um boy.

- Era uma menina que sonhava com tudo que era bom na vida, mas só se preocupava mesmo em dormir. E, gostava tanto de ir para aquele lugar que, quando não estava presente entre os amigos, todos diziam que ela viajara para “o País das maravilhas”!

Pois (continua a estória Vovô Memória), certo dia, cansados de trabalhar em vão, vários operários resolveram mergulhar para pescar e aproveitar para conhecer mais alguma coisa do fundo do mar. Mergulhavam tanto durante o dia, quanto durante a noite. E, certa noite, quatro trabalhadores não retornaram às suas casas. Foi aquele alvoroço.

Vovô Memória olha de soslaio, e percebe que Maurinho bulia mais com o telefone celular, deixando de lado a estória, tão importante e que certamente vai algum dia fazer parte da História daquele lugar.

- Maurinho, menino malino, não quer escutar a estória? Demonstra irritação Vovô Memória, enquanto dá mais uma forte cachimbada.

Maurinho não tinha nada diferente dos meninos de hoje que, quando a mesa está posta para as refeições, em vez de se juntar à família e tirar proveito da presença dela, está sempre a olhar a tela do telefone celular – e isso virou mania nacional, por que os pais já não têm o domínio e ascendência sobre os filhos.

Continua Vovô Memória:

“... depois de alguns dias os familiares começaram a anunciar a ausência dos parentes que haviam saído para pescar e mergulhar. Passaram dias, passaram meses e, assim sem mais nem menos, num certo dia eis que eles reaparecem. Sorrindo, sem caberem em si de tanta felicidade.

- Descobrimos petróleo! Anunciou um dos homens que haviam sumido.

- Descobrimos petróleo, descobrimos petróleo no pré-sal!

Se Maurinho não dava muita atenção às estórias, Alicinha, cochilando e quase dormindo, perguntou:

- Vô, o que é o pré-sal?

- Ora, minha netinha, o pré-sal é uma camada das profundezas geológicas onde está guardada a nossa melhor reserva petrolífera. Será muito bem explorada e todos os lucros serão destinados ao financiamento da educação brasileira.

A essa altura, noite já pesada, Vovô Memória tentava colocar mais fumo no cachimbo para concluir mais uma estória. Foi quando percebeu que Maurinho, o boy, estava dormindo o sono dos justos.

Brasil bate a Turquia no Grand Prix e vai à fase final no quarto lugar



LANCE

A Seleção Brasileira feminina de vôlei terminou a primeira fase do Grand Prix com mais uma vitória. Já classificada para as finais da competição, a equipe derrotou a Turquia neste domingo por 3 sets a 0, com parciais de 25-14, 25-21 e 25-19, em Ancara (TUR).

Com o resultado, as brasileiras terminaram a terceira semana do torneio invictas, com três vitórias. O time comandado por José Roberto Guimarães também encerrou a fase de classificação na quarta colocação, com sete triunfos e duas derrotas.

Além do Brasil, se garantiram nas finais do Grand Prix: Estados Unidos (nove vitórias), China (oito), Rússia (oito) e Holanda (cinco). A Tailândia já estava garantida por ser o país-sede. A chave decisiva da competição começa no dia 6 de julho, em Bangkok. As seleções se enfrentam entre si e quem somar mais vitórias fatura o título.

O destaque da partida deste domingo foi a ponteira Natália, com 14 pontos. Já Gabi marcou dez vezes. Novamente, Zé Roberto usou a partida para testar algumas atletas. O torneio vai ser decisivo para o treinador definir as convocadas para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

Maior campeão do Grand Prix, o Brasil tem dez títulos da competição. Ano passado, o time terminou a disputa na terceira colocação, com os Estados Unidos como os campeões.




Projeto cria rede de capacitação em microcefalia



Estadão


Paula Felix



SÃO PAULO - Agentes de saúde de seis Estados vão receber um curso sobre prevenção, diagnóstico e estimulação de bebês com microcefalia associada ao vírus da zika. A iniciativa, que vai ser direcionada a 1.650 profissionais, será anunciada nesta quinta-feira, 30, e terá uma rede de capacitação nas cidades de Recife (PE), Salvador (BA), Cuiabá (MT), Araguaína (TO), Campina Grande (PB) e Juiz de Fora (MG).

A ação é resultado de uma parceria entre o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), o Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (IPADS) e a empresa Johnson & Johnson. Intitulado Laboratório de Formação do Trabalhador de Saúde no Contexto da Microcefalia (Zikalab), o curso terá duração de 60 horas e, além de aulas, serão realizadas discussões de casos e atividades práticas.

"Serão trabalhados diversos aspectos relacionados à prevenção, diagnóstico, monitoramento e possíveis intercorrências no recém-nascido decorrentes do zika vírus. O curso visa a qualificar as práticas profissionais, ampliando o conhecimento desses trabalhadores nessa complexa epidemia. Além disso, debateremos os processos relacionados à gestão, inter-setorialidade, trabalho em equipe e práticas humanizadas, fundamental para organizar a rede assistencial de saúde", explica Thiago Lavras Trapé, coordenador do projeto e membro do IPADS.

Desafios. Presidente do Conasems, Mauro Junqueira diz que a tarefa de capacitar os profissionais não é fácil. "Talvez um dos grandes desafios na formação de profissionais em serviço é a adesão às propostas em meio ao dia a dia massacrante da assistência à saúde. Tempo, disponibilidade, energia e espaço físico para a discussão e dedicação à proposta de formação dificilmente se encontram."

Apesar das dificuldades, Trapé diz que os resultados da capacitação serão positivos. "Saber conduzir e apoiar o pré-natal e o neonatal de gestantes e bebês com microcefalia e outras síndromes decorrentes da exposição ao zika vírus ajuda a humanizar a relação desses profissionais de saúde com a população e criar respostas efetivas a um problema de saúde pública, que precisa que ser encarado por todos nós."

Segundo o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, o País tem 1.616 casos de microcefalia confirmados. As orientações do ministério foram levadas em consideração para a formatação do curso. "O projeto foi construído de forma colaborativa, em linha com as políticas, diretrizes e programas do Ministério da Saúde e será implementado com os nossos parceiros Conasems e IPADS. Será um programa de capacitação de agentes públicos de saúde com foco na melhoria do atendimento a gestantes e bebês com microcefalia e suas famílias nas regiões mais impactadas pelo zika vírus no País", afirma Renard Aron, vice-presidente de Relações Governamentais da Johnson & Johnson para a América Latina.






Atlético-MG supera o América-MG e chega ao terceiro triunfo seguido

 

São Paulo, SP



O Atlético-MG venceu o clássico contra o América-MG, por 1 a 0, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol no Independência foi marcado por Robinho, logo aos 3 minutos de jogo. Com o triunfo, o Galo chega aos 16 pontos. O Coelho, por outro lado, segue mal, e tem apenas 8, ocupando a lanterna do Nacional.

Depois de um início ruim, os alvinegros estão em crescimento na competição. Aproveitando a sequência de partidas em Belo Horizonte, a equipe bateu Ponte Preta, Corinthians e, agora, o América-MG. Com isso, o técnico Marcelo Oliveira ganha fôlego, após resultados ruins em seu início de trabalho.

O Coelho, por sua vez, conheceu a segunda derrota seguida, e a sétima no Brasileirão. O técnico português Sérgio Vieira tem apenas uma vitória, sobre o Coritiba, desde que assumiu o comando do clube.

Na próxima rodada, o Galo joga novamente no Independência, desta vez como mandante, diante do Botafogo. O jogo acontece na quinta-feira, às 21 horas (de Brasília). O América-MG atua no mesmo estádio, na quarta, às 21h45 (de Brasília), contra o Corinthians.

O jogo – O Atlético-MG começou com tudo e, logo aos 3, aproveitou vacilo da zaga do América. Clayton serviu Robinho que, cara a cara com João Ricardo, não perdoou: 1 a 0.

Com a desvantagem, o Coelho logo se soltou ao ataque. Aos 12, Ernandes finalizou de fora da área, e bola raspou a trave esquerda de Victor. Quatro minutos depois, o goleiro atleticano espalmou chute de Osman.

O time de Sérgio Vieira não abdicava de agredir, e os comandados de Marcelo Oliveira não conseguiam sair para aliviar a pressão. Porém, aos poucos, as chances do América foram se tornando mais raras. Assim, o Galo, aos poucos, conseguiu deixar o campo de defesa.

O América chegou novamente aos 32, mas Osman bateu por cima do travessão. Aos 40, o Atlético tentou responder, em falta ensaiada, mas Marcos Rocha arrematou mal. Ainda antes do intervalo, aos 41, Alan Mineiro exigiu boa defesa de Victor, em finalização rasteira, de fora da área.

Apesar da presença no campo de ataque, o Coelho não conseguiu superar a defesa atleticana no primeiro tempo, e os times foram para o intervalo com o placar de 1 a 0 para o Galo.

Na segunda etapa, os visitantes voltaram mais ofensivos, dispostos a atacar para não deixar os donos da casa jogarem perto do gol de Victor. Porém, nos primeiros minutos não houve grandes chances, para nenhuma das equipes.

Aos 14, Victor Rangel conseguiu a primeira oportunidade do América. O atacante bateu firme e Victor fez defesa segura. O Galo, por sua vez, conseguia manter a bola, mas abusava de cruzamentos e passes mais longos. Aos 19, Leonardo Silva conseguir cabecear para o gol, mas com muita força, e a pelota subiu.

O calor parece ter afetado os atletas e, a cada minuto, a intensidade da partida foi diminuindo. Com isso, os times passaram a exagerar nos lançamentos, ocasionando vários erros de passe e perdas de bola.

A grande chance de ampliar o placar do Galo veio aos 30, quando Fred arrematou de primeira, mas João Ricardo fez milagre, em bola que ainda acertou a trave do Coelho, impedindo o segundo gol dos comandados de Marcelo Oliveira.

Sem conseguir incomodar o goleiro Victor, o América não conseguiu pressionar o Atlético, que, com tranquilidade, apesar do placar magro, manteve o placar favorável até o apito final e confirmou mais uma vitória no Nacional.

FICHA TÉCNICA 

AMÉRICA-MG 0 x 1 ATLÉTICO-MG

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 26 de junho de 2016, domingo
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (Fifa-RS)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Rodrigo Henrique Corrêa (Fifa-RJ)
Cartões amarelos: Danilo, Adalberto, Borges (América-MG), Clayton, Marcos Rocha, Leonardo Silva (Atlético-MG)
Gols: ATLÉTICO-MG: Robinho, aos 3 minutos do primeiro tempo;


AMÉRICA-MG: João Ricardo; Jonas, Suéliton, Adalberto e Ernandes; Claudinei e Leandro Guerreiro (Juninho); Alan Mineiro (Borges), Osman e Danilo (Tiago Luís); Victor Rangel. Técnico: Sérgio Vieira

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Erazo e Douglas Santos; Leandro Donizete e Júnior Urso; Cazares, Clayton (Patric) e Robinho (Dátolo); Fred (Eduardo). Técnico: Marcelo Oliveira






Comunicação e Turismo

 

Miguel Ângelo de Azevedo, mais conhecido como Nirez nasceu em Fortaleza, a 15 de maio de 1934. É um jornalista, historiador e desenhista técnico aposentado, além de um dos mais respeitados pesquisadores da música popular do Brasil e dono de um dos mais completos arquivos sobre a cidade de Fortaleza, Ceará.

Vida - Filho do poeta, escritor e pintor Otacílio de Azevedo, Nirez foi batizado em homenagem ao artista renascentista Michelangelo. Casou-se a 20 junho de 1959 com Maria Zenita de Sena Rodrigues, que adotou o nome de Maria Zenita Rodrigues de Azevedo após o casamento, tiveram 4 filhos: Terezinha de Azevedo (bibliotecária), Otacílio de Azevedo Neto (radialista), Nirez de Azevedo e Mário de Azevedo (colaborador do museu como os demais filhos).

Começou trabalhando como desenhista técnico no DNOCS, onde ficou até o ano de 1991, quando foi transferido para a para a Rádio Universitária FM da Universidade Federal do Ceará, mas desde 1956 colabora com jornais de Fortaleza, tais como: Tribuna do Ceará, Correio do Ceará e O Povo. Seu filho, Nirez de Azevedo, seguiu os passos do pai como escritor, tendo inclusive escrito um livro sobre a história do futebol no Ceará. Ocupa a Cadeira de nº 26 da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, e é Diretor do Museu da Imagem e do Som do Ceará.


Arquivo Nirez - Nirez mantêm em sua casa, localizada à rua Professor João Bosco, 560 - bairro Rodolfo Teófilo, segundo o jornal Folha do Ceará, a maior discoteca particular do país. Boa parte de seu acervo foi conseguido quando a emissora de rádio Uirapuru, a "Emissora do Pássaro", resolveu atualizar sua discoteca com LP's e, graças ao radialista e ex-senador Cid Carvalho, os discos de 78 rotações foram doados ao Nirez.

Possui também um grande registro de imagens históricas de Fortaleza e outros munícipios do estado, formado quando o estúdio fotográfico ABAFILM se desfez de seus arquivos de sua sede no centro de Fortaleza. O Arquivo Nirez, conhecido em todo Brasil, é composto por um rico acervo bibliográfico, arquivístico e museológico, como: livros, revistas, rótulos, fotos, slides, negativos, equipamentos antigos, etc.

Possui como principal atração a coleção de gravações em 78 rotações (discos de cera) considerada uma das maiores do país em gravações brasileiras comerciais, com um montante de mais de 22 mil exemplares, contemplando todas as fases da produção musical nacional de 1902 a 1964. A coleção, por ser bastante volumosa, torna a pesquisa rica, porém demorada; por se encontrarem em bom estado de conservação os discos permitem que se desenvolva um trabalho de digitalização, visando sua preservação definitiva e facilitando o acesso às informações (fonogramas), que apesar de parte das músicas serem pouco conhecidas do grande público são fundamentalmente importantes para a história da música brasileira. Nirez faz um programa semanal na rádio Universitária, que está no ar desde 1960.

Prêmios - Pelo seu trabalho, Nirez recebeu inúmeros prêmios e reconhecimentos, entre eles: Medalha do Mérito Cultural da Fundação Joaquim Nabuco (Recife - PE), em 1982; Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1994; Prêmio Sereia de Ouro, também em 1994.

Em 2002, seu arquivo foi contemplado no concurso da Petrobrás, recebendo apoio para reformá-lo e digitalizá-lo. O Projeto “Meio Século de MPB - Disco de Cera” consistiu na digitalização de todo o acervo de discos de cera (78 rpm) do Arquivo Nirez (22 mil exemplares) e a disponibilização dos dados na Internet.

O projeto contou com as etapas de higienização, catalogação e digitalização dos discos (captura em meio digital dos fonogramas analógicos através de softwares de áudio específicos), sob a coordenação de profissionais com larga experiência na área. Ao final, deu-se a gravação definitiva dos arquivos musicais em padrões “cda” "wav" e “mp3” com cópia de segurança.

O projeto que se realizou entre 2004 e 2005 contou ainda com a supervisão do Nirez, assessoria técnica da Cia. de Audio e o patrocínio da Petrobras através da Lei Rouanet do Ministério da Cultura.




Santos dá lição em mistão do Tricolor e entra no G4 do Brasileiro

 

O Santos aproveitou os desfalques do São Paulo e venceu por 3 a 0 o San-São de número 300 da história, na tarde deste domingo, no Pacaembu, em duelo válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Sem ter a ver com os problemas do rival, o Peixe mostrou mais talento, velocidade e posse de bola. Por isso, conquistou a vitória em seu 500º jogo no gramado municipal, com gols de Vitor Bueno e Rodrigão, ambos feitos no primeiro tempo, e Lucas Lima, em cobrança de falta, nos minutos finais da partida.

De quebra, o time da Baixada chegou aos 19 pontos entrou no G4, assumindo a terceiro lugar da competição, atrás somente de Palmeiras (22) e Internacional (20), mas à frente do Corinthians. O Tricolor, por sua vez, amplia sua série sem vitórias para três jogos e cai da sétima para a décima posição, com 15 pontos.

Já pensando nas semifinais da Copa Libertadores da América, o técnico Edgardo Bauza cortou o meia Paulo Henrique Ganso, com fadiga muscular, do chamado “Clássico da Paz” – as duas equipes chegaram no mesmo ônibus ao estádio. A exemplo do camisa 10, o volante Thiago Mendes também foi preservado, enquanto Kelvin esteve fora por lesão na coxa esquerda e o atacante Centurión foi liberado para ir à Argentina visitar sua avó hospitalizada. Por isso, o Patón lançou mãos dos garotos Mateus Caramelo, Artur e Luiz Araújo.

Agora, o Santos buscará melhorar ainda mais sua colocação na próxima quarta-feira, a partir das 19h30 (de Brasília), quando enfrentará o Grêmio, em Porto Alegre. Já o Tricolor, que tentará retomar o caminho das vitórias, receberá o Fluminense no mesmo dia, mas às 21h45, no Morumbi.

O jogo – O São Paulo começou a partida como desembarcou do ônibus que o levou ao Pacaembu junto ao Santos: na paz. O Peixe, por sua vez, aproveitou a moleza do time tricolor e abriu o placar logo em seu primeiro ataque. Aos 44 segundos de jogo, Gabriel fez cruzamento na segunda trave, Thiago Maia apareceu sozinho e chutou para o gol. Denis não segurou e, no rebote, Vitor Bueno empurrou para o fundo das redes, fazendo a única torcida presente no estádio municipal comemorar o gol .

O time comandado por Edgardo Bauza, então, se viu obrigado a atacar e ameaçou o gol de Vanderlei aos dez minutos. Ytalo se infiltrou pelo meio e de fora da área arriscou o chute, obrigando o goleiro santista a espalmar para escanteio. Na cobrança, porém, o Peixe armou bom contra-ataque com Lucas Lima, que disparou pela direita e finalizou para defesa de Denis.

Com Michel Bastos e Ytalo apagados, ficou a cargo do jovem Luiz Araújo a criação das principais jogadas do São Paulo. O veloz garoto, atuando pela direita, dava trabalho para Gustavo Henrique e Renato. Tanto que aos 25, o meia limpou e chutou rasteiro com muito perigo a Vanderlei, que desviou para escanteio.

Percebendo a dificuldade na movimentação do ataque de sua equipe, Patón pediu para Michel e Ytalo trocar de posições, com o primeiro assumindo o meio e o segundo a ponta esquerda. A medida surtiu efeito e o Tricolor quase chegou ao empate em uma sequência de lances perigosos. Primeiro com Ytalo, que girou e bateu forte para defesa do goleiro rival. No escanteio, Zeca e Gustavo Henrique quase jogaram contra o próprio gol.

Como quem não faz, toma, o castigo chegou ao São Paulo. Com marcação na saída de bola tricolor, o Peixe fez triangulação rápida entre Lucas Lima, Gabriel e Victor Ferraz. O lateral recebeu na ponta direita e passou na medida para o centroavante Rodrigão empurrar para redes: 2 a 0, placar merecido para quem atacou mais e manteve a posse de bola.

Já no início da etapa final, o São Paulo deu mostras de que poderia incomodar mais o Santos. Logo aos cinco minutos, Calleri disparou em contra-ataque, invadiu a área, mas parou em Vanderlei, que fez sua defesa mais difícil até então. Logo em seguida, os mandantes responderam com Rodrigão, que desviou escanteio e quase fez o terceiro do Peixe.

Sem conseguir com que sua equipe agredisse o Santos, o Patón promoveu as entradas de Carlinhos e Hudson nos lugares de Luiz Araújo e Artur, respectivamente. O jogo, no entanto, ficou mais nervoso em função da irritação dos jogadores tricolores pelas jogadas de Lucas Lima e do carrinho de Calleri em Vanderlei, quando o goleiro saía com a bola. O argentino por pouco não recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho. Já Hudson não escapou da advertência por empurrão em Zeca.

As alterações de Bauza não surtiram efeito e o Santos continuou controlando a partida. Com boa posse de bola, o time de branco provocou o “olé” de sua torcida na parte final do confronto. Por outro lado, o São Paulo errava muitos passes e não conseguia propor o jogo ou sair em contra-ataque.

Satisfeita com o desempenho de sua equipe, os torcedores santistas acenderam as lanternas de seus aparelhos celulares. Foi com esse clima que, aos 44, Lucas Lima cobrou falta com excelência e pregou o último parafuso no caixão tricolor. Na sequência, Lugano reclamou com o árbitro Raphael Claus pela falta que originou o terceiro tento do Peixe e acabou levando o segundo amarelo, descendo aos vestiários um pouco mais cedo.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 3 x 0 SÃO PAULO

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Danilo Simon Manis e Miguel Ribeiro da Costa (ambos de SP)
Cartões amarelos: Gabriel, Lucas Lima (Santos), Calleri, Hudson, Lugano (São Paulo)
Cartão vermelho: Lugano (São Paulo)
Público: 19.740 pagantes
Renda: R$ 862.720,00
Gols: Santos: Vitor Bueno, a 1 minuto do 1º Tempo, Rodrigão, aos 38 minutos do 1º Tempo, e Lucas Lima, aos 44 minutos do 2º tempo

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Caju), Renato, Vitor Bueno (Yuri) e Lucas Lima (Jean Mota); Gabigol e Rodrigão. Técnico: Dorival Júnior

SÃO PAULO: Denis; Caramelo, Maicon, Lugano e Matheus Reis; João Schmidt, Artur (Hudson), Luiz Araújo (Carlinhos) e Michel Bastos; Calleri e Ytalo (Daniel). Técnico: Edgardo Bauza