O site da revista IstoÉ antecipou, na
noite desta sexta-feira (3), partes da delação premiada acordada entre o
executivo Marcelo Odebrecht e a Polícia Federal (PF) sobre o esquema de
corrupção na Petrobras. De acordo com a publicação, Marcelo afirma que, entre o
primeiro e o segundo turnos da eleição presidencial de 2014, o tesoureiro da
campanha da então candidata à reeleição Dilma Rousseff, Edinho Silva, cobrou
uma doação “por fora” no valor de R$ 12 milhões. Informações da revista
registram que o montante foi repassado ao marqueteiro João Santana, preso pela Operação
Lava Jato, e para o PMDB.
A reportagem afirma também que, em um primeiro
momento, Marcelo se recusou a fazer o repasse. Entretanto, a partir da
“insistência” de Edinho, o executivo disse que iria procurar Dilma. Dias
depois, em encontro pessoal, o empreiteiro e a presidente afastada mantiveram a
seguinte conversa:
“Presidente, resolvi procurar a senhora para saber
o seguinte: é mesmo para efetuar o pagamento exigido pelo Edinho?”, perguntou
Odebrecht.
Ao que Dilma responde: “É para pagar”.
O executivo da Odebrecht firmou acordo de delação
premiada na última semana. Já durante depoimento à PF, Marcelo Odebrecht fez
uma revelação que, pela primeira vez, implica pessoalmente a petista em uma
operação de caixa dois na eleição de 2014, o que configura crime. Aos
procuradores da Lava Jato, o empresário afirmou que a presidente exigiu R$ 12
milhões para a campanha eleitoral durante encontro “privado” entre os dois. A IstoÉ
revelou que a conversa aconteceu pouco depois do primeiro turno da disputa
presidencial.
A publicação esclarece ainda que, na história
narrada por Marcelo Odebrecht, o executivo atesta que a presidente afastada
“não apenas sabia como atuou pessoalmente numa operação criminosa”. Aos
integrantes da força-tarefa da Lava Jato, o empreiteiro esmiuçou, “com riqueza
de detalhes” a ação da presidente.
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