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Bar Luiz
A dimensão continental do Brasil emoldurada pela sua
diversidade cultural que a cada ano se reforça com a chegada de pessoas vindas
de países diferenciados, nos faz pensar que vivemos num mundo onde estão
contidos vários países.
Assim, reforçada, essa dimensão continua não recebendo
a nossa devida atenção e preferência na hora de praticar o turismo. Muitos,
muito mais por escolha equivocada, acabam preferindo ir à Paris, Miami, Lisboa,
Madri, New York, Londres e outras cidades que, sinceramente falando, não nos
acrescentam nada. Mas, claro, questão de gosto é algo que não devemos discutir.
E essa questão de escolha, feita por brasileiros, ainda
é muito confusa. É comum entre nós, sairmos da nossa casa para irmos a um
restaurante com a família e, lá, “querermos uma comida com gosto caseiro”! Ou
não é?
Pois é esse nosso comportamento estranho que atua como
uma venda, e não nos permite ver lugares maravilhosos para serem visitados e
conhecidos. E, um desses lugares é Montevidéu, capital uruguaia. Cidade boa, limpa,
não tão moderna no aspecto visual, mas, que tem um excelente “rating” entre os
melhores colocados na preferência das pessoas de todos os países –
principalmente quem já a visitou por mais de uma vez.
Numa viagem, tem coisas que você não pode deixar de
ver, conhecer, comer e, se possível colocar entre suas melhores lembranças.
E, no nosso Brasil, muitos vão ao Rio de Janeiro – a
Cidade Maravilhosa. Mas, “maravilhosa” por conta do seu povo simpático,
receptivo, afinado com o bem-receber que o Turismo sugere.
E, quando você for ao Rio de Janeiro, a passeio, coma e
beba. Visite teatros, shows; conheça museus (que, ao contrário da nossa São
Luís, abrem e funcionam nos domingos e feriados), praias, restaurantes.
Para beber e comer, conheça o BAR LUIZ, uma das
melhores opções gastronômicas da cidade. É lá que se bebe o melhor chope
“branco” ou “preto”, e se come o melhor bolinho de carne, a melhor salada de
batatas do mundo. Isso, sem contar que, é só no BAR LUIZ que você come o melhor
EISBEIN (joelho de porco, cozido e depois frito; servido com salada de batatas
– tudo preparado à moda alemã). Não é menos saborosa a bisteca suína servida
com chucrutes, tudo preparado à moda da culinária alemã.
Uma pouco da história
Fundado em 3 de janeiro de
1887, no tempo do segundo reinado, no número 102 da rua da
Assembleia por Jacob
Wendling, o Bar Luiz chamava-se
originalmente Zum Schlauch ("À Mangueira" ou "À
Serpentina" em alemão), uma referência ao fato de, ali, vender-se chope que circulava dentro de uma serpentina imersa
no gelo antes de servido. Foi a primeira cervejaria da cidade e, talvez, do Brasil.
Embora continuasse na mesma
rua, em 1901, o bar mudou de endereço em virtude de
problemas na renovação do aluguel, passando para o número 105. Na ocasião, o bar também mudou de nome,
passando a chamar-se Zum Alten Jacob ("Ao Velho
Jacob"), uma homenagem ao velho Jacob, o fundador de origem judaica, que já estava retirando-se dos negócios e
havia passado a direção do bar para seu afilhado, Adolf Rumjaneck.
Em 1908, o fundador parte para a Suíça e Adolf assume a direção do estabelecimento.
Por essa época, circulam, por suas mesas, celebridades da época, como os
escritores João do Rio e Olavo Bilac.
Em 1915, uma lei de valorização da língua portuguesa obriga a nova mudança no nome do Bar, que passa
a se chamar Bar Adolph (embora fosse popularmente conhecido como
"Braço de Ferro", em virtude do hábito do proprietário de disputar
partidas deste "esporte" com seus clientes).
Adolf, com problemas de saúde,
convida o austríaco Ludwig Vöit para sócio. Em 1926, com a morte de Adolf, Ludwig assume a direção
do Bar e também a tutela da filha de Adolf, Gertrud Rumjaneck. Em 23 de fevereiro do ano
seguinte, novamente por problemas na renovação da locação, o bar muda novamente de endereço, se
transferindo para seu endereço atual, no número 39 da Rua da
Carioca.
Em 1942, com o advento da Segunda
Guerra Mundial e dos
movimentos antifascistas no Brasil, o Bar esteve ameaçado de ser destruído por estudantes do Colégio Pedro II, que imaginavam que o nome do estabelecimento
era uma homenagem a Adolf Hitler. Tal não se deu unicamente por interferência do
músico Ary Barroso, que desfez o mal-entendido. Todavia, por conta do episódio, Ludwig naturalizou-se brasileiro e adotou o nome de Luiz, pelo
qual o Bar passou a ser conhecido daí por diante.
Em 1955, Luiz Vöit afasta-se da direção do
estabelecimento, que é assumida pela herdeira de Adolph, Gertrud, e o marido
dela, Alfons Kurowsky. Com a morte de Alfons, a viúva e seu filho, Bruno
Kurowsky, passam a dirigir o estabelecimento. A clientela, na década
de 1960, incluía personalidades da
cultura carioca (e nacional) como Ziraldo, Jaguar e Sérgio
Cabral (pai).
Em agosto de 1985, a Rua da Carioca e adjacências foram tombadas pelo Patrimônio Histórico Municipal, o que
salvou o Bar Luiz da ameaça de demolição provocada pelas obras do metrô. Na década
de 1990, após o falecimento de
Gertrud e Bruno Kurowsky, a esposa deste, Rosana Santos, assumiu a
administração daquele que é conhecido como "o bar mais carioca do Rio de
Janeiro" e "o melhor chope do Rio de Janeiro". (Informações extraídas do Wikipédia).
Indo ao Rio de Janeiro, vá ao
BAR LUIZ (Rua da Carioca, 39 – Centro).
Conheça a culinária alemã que
enfeita o chope e o serviço dos garçons da casa. Com certeza, você vai
confirmar que “Não existe coisa melhor”.
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