terça-feira, 28 de junho de 2016

Tem coisa melhor?



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Bar Luiz

A dimensão continental do Brasil emoldurada pela sua diversidade cultural que a cada ano se reforça com a chegada de pessoas vindas de países diferenciados, nos faz pensar que vivemos num mundo onde estão contidos vários países.

Assim, reforçada, essa dimensão continua não recebendo a nossa devida atenção e preferência na hora de praticar o turismo. Muitos, muito mais por escolha equivocada, acabam preferindo ir à Paris, Miami, Lisboa, Madri, New York, Londres e outras cidades que, sinceramente falando, não nos acrescentam nada. Mas, claro, questão de gosto é algo que não devemos discutir.

E essa questão de escolha, feita por brasileiros, ainda é muito confusa. É comum entre nós, sairmos da nossa casa para irmos a um restaurante com a família e, lá, “querermos uma comida com gosto caseiro”! Ou não é?

Pois é esse nosso comportamento estranho que atua como uma venda, e não nos permite ver lugares maravilhosos para serem visitados e conhecidos. E, um desses lugares é Montevidéu, capital uruguaia. Cidade boa, limpa, não tão moderna no aspecto visual, mas, que tem um excelente “rating” entre os melhores colocados na preferência das pessoas de todos os países – principalmente quem já a visitou por mais de uma vez.

Numa viagem, tem coisas que você não pode deixar de ver, conhecer, comer e, se possível colocar entre suas melhores lembranças.

E, no nosso Brasil, muitos vão ao Rio de Janeiro – a Cidade Maravilhosa. Mas, “maravilhosa” por conta do seu povo simpático, receptivo, afinado com o bem-receber que o Turismo sugere.

E, quando você for ao Rio de Janeiro, a passeio, coma e beba. Visite teatros, shows; conheça museus (que, ao contrário da nossa São Luís, abrem e funcionam nos domingos e feriados), praias, restaurantes.

Para beber e comer, conheça o BAR LUIZ, uma das melhores opções gastronômicas da cidade. É lá que se bebe o melhor chope “branco” ou “preto”, e se come o melhor bolinho de carne, a melhor salada de batatas do mundo. Isso, sem contar que, é só no BAR LUIZ que você come o melhor EISBEIN (joelho de porco, cozido e depois frito; servido com salada de batatas – tudo preparado à moda alemã). Não é menos saborosa a bisteca suína servida com chucrutes, tudo preparado à moda da culinária alemã.

Uma pouco da história

Fundado em 3 de janeiro de 1887, no tempo do segundo reinado, no número 102 da rua da Assembleia por Jacob Wendling, o Bar Luiz chamava-se originalmente Zum Schlauch ("À Mangueira" ou "À Serpentina" em alemão), uma referência ao fato de, ali, vender-se chope que circulava dentro de uma serpentina imersa no gelo antes de servido. Foi a primeira cervejaria da cidade e, talvez, do Brasil.

Embora continuasse na mesma rua, em 1901, o bar mudou de endereço em virtude de problemas na renovação do aluguel, passando para o número 105. Na ocasião, o bar também mudou de nome, passando a chamar-se Zum Alten Jacob ("Ao Velho Jacob"), uma homenagem ao velho Jacob, o fundador de origem judaica, que já estava retirando-se dos negócios e havia passado a direção do bar para seu afilhado, Adolf Rumjaneck.

Em 1908, o fundador parte para a Suíça e Adolf assume a direção do estabelecimento. Por essa época, circulam, por suas mesas, celebridades da época, como os escritores João do Rio e Olavo Bilac.

Em 1915, uma lei de valorização da língua portuguesa obriga a nova mudança no nome do Bar, que passa a se chamar Bar Adolph (embora fosse popularmente conhecido como "Braço de Ferro", em virtude do hábito do proprietário de disputar partidas deste "esporte" com seus clientes).

Adolf, com problemas de saúde, convida o austríaco Ludwig Vöit para sócio. Em 1926, com a morte de Adolf, Ludwig assume a direção do Bar e também a tutela da filha de Adolf, Gertrud Rumjaneck. Em 23 de fevereiro do ano seguinte, novamente por problemas na renovação da locação, o bar muda novamente de endereço, se transferindo para seu endereço atual, no número 39 da Rua da Carioca.

Em 1942, com o advento da Segunda Guerra Mundial e dos movimentos antifascistas no Brasil, o Bar esteve ameaçado de ser destruído por estudantes do Colégio Pedro II, que imaginavam que o nome do estabelecimento era uma homenagem a Adolf Hitler. Tal não se deu unicamente por interferência do músico Ary Barroso, que desfez o mal-entendido. Todavia, por conta do episódio, Ludwig naturalizou-se brasileiro e adotou o nome de Luiz, pelo qual o Bar passou a ser conhecido daí por diante.

Em 1955, Luiz Vöit afasta-se da direção do estabelecimento, que é assumida pela herdeira de Adolph, Gertrud, e o marido dela, Alfons Kurowsky. Com a morte de Alfons, a viúva e seu filho, Bruno Kurowsky, passam a dirigir o estabelecimento. A clientela, na década de 1960, incluía personalidades da cultura carioca (e nacional) como Ziraldo, Jaguar e Sérgio Cabral (pai).

Em agosto de 1985, a Rua da Carioca e adjacências foram tombadas pelo Patrimônio Histórico Municipal, o que salvou o Bar Luiz da ameaça de demolição provocada pelas obras do metrô. Na década de 1990, após o falecimento de Gertrud e Bruno Kurowsky, a esposa deste, Rosana Santos, assumiu a administração daquele que é conhecido como "o bar mais carioca do Rio de Janeiro" e "o melhor chope do Rio de Janeiro". (Informações extraídas do Wikipédia).

Indo ao Rio de Janeiro, vá ao BAR LUIZ (Rua da Carioca, 39 – Centro).

Conheça a culinária alemã que enfeita o chope e o serviço dos garçons da casa. Com certeza, você vai confirmar que “Não existe coisa melhor”.

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