quarta-feira, 22 de junho de 2016

Nossa gente 13 – todos no mesmo pódio


Luiz Phelipe Andrés



O mundo não está totalmente perdido e o Brasil não é a “esculhambação” que adjetivamos, quando atingimos um insuportável estágio de indignação. Existe gente boa e honesta no Brasil, sim. E, claro, não estamos falando dos políticos – o que consideramos uma perda irreparável de tempo.

Sabe aquele galo que, aos primeiros raios do sol despertador, acorda milhares com o seu có-có-ró-có estridente, firme, mas aparentemente poético?

Pois bem. Se aquele galo-despertador estivesse mal-humorado, certamente que não cantaria com tanta beleza, disposição de bem-servir. No máximo, daria uma crispada na galinha mais próxima, e voltaria a dormir, curtindo a sua ira por precisar acordar também tão cedo a cada novo dia.

E, hoje atingimos a nossa décima-terceira edição da série “Nossa gente – todos no mesmo pódio”, com um profissional maravilhoso que, como o galo que acorda acordando a todos, LUIZ PHELIPE DE CARVALHO CASTRO ANDRÉS, nascido mineiro de Juiz de Fora que, “felizmente” já se transformou numa “mobília” – quase cristaleira! – da sala de São Luís.  Para nós, apenas Luiz Phelipe Andrés.

Nascido no dia 20 de fevereiro de 1949, gerado no ventre da escritora Cordélia de Carvalho de Castro Andrés com o médico Alberto Andrés Júnior, “Luiz Felipe”, como nos acostumamos a chama-lo, pertenceu a uma consagrada e reconhecida casta de estudantes do Colégio dos Jesuítas, onde concluiria o ensino médio, para, em seguida graduar-se Engenheiro pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e, posteriormente, atingir o mestrado em Desenvolvimento Urbano pela Universidade Federal de Pernambuco.

Esse “mestre” simples e incrivelmente educado, e sempre sorridente – que retrata a felicidade que sente ao atender o próximo – chegou a São Luís em 1977, entregando-se de corpo, alma e o que mais possam entender, em defesa do “Centro Histórico”, o que acabou levando-o a ser reconhecido como um dos responsáveis pela concessão do título da UNESCO à cidade de São Luís como Patrimônio Histórico da Humanidade. Trabalhou de forma árdua e competente como componente da equipe responsável pela adjudicação e reconhecimento do título mundial que muitos nos orgulha. E, pasmem, nasceu em Juiz de Fora, que também é Brasil.

Mas isso não é tudo. É uma fera na ilustração gráfica, o que capacitou a criar projetos e desenhar com competência barcos, navios e afins, e ajudou a leva-lo a ser hoje o gestor do Estaleiro-Escola que funciona no Tamancão, depois de sido por mais de 27 anos, Coordenador do Programa de Preservação e Revitalização do Centro Histórico de São Luís.

Como se tudo isso não bastasse, foi Secretário de Cultura do Estado do Maranhão nos anos 1993, 94 e 95 e, desde 2010 é Conselheiro do IPHAN. E é também ocupante da Cadeira 23 da Academia Maranhense de Letras, para a qual foi eleito em 14 de junho de 2012 e tomou posse no dia 23 de maio de 2013.

Quando não está no Tamancão, é fácil vê-lo passeando no Centro Histórico, cabelos totalmente esbranquiçados e despenteados, mas conquistando a todos com um sorriso de gente realizada, bem vivida, um coração de criança e uma disposição de galo, acordando a todos com o seu có-có-ró-có.


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