Luiz
Phelipe Andrés
O mundo não está totalmente perdido e o Brasil não é a
“esculhambação” que adjetivamos, quando atingimos um insuportável estágio de
indignação. Existe gente boa e honesta no Brasil, sim. E, claro, não estamos
falando dos políticos – o que consideramos uma perda irreparável de tempo.
Sabe aquele galo que, aos primeiros raios do sol
despertador, acorda milhares com o seu có-có-ró-có estridente, firme, mas
aparentemente poético?
Pois bem. Se aquele galo-despertador estivesse
mal-humorado, certamente que não cantaria com tanta beleza, disposição de
bem-servir. No máximo, daria uma crispada na galinha mais próxima, e voltaria a
dormir, curtindo a sua ira por precisar acordar também tão cedo a cada novo
dia.
E, hoje atingimos a nossa décima-terceira edição da
série “Nossa gente – todos no mesmo pódio”, com um profissional maravilhoso
que, como o galo que acorda acordando a todos, LUIZ PHELIPE DE CARVALHO CASTRO
ANDRÉS, nascido mineiro de Juiz de Fora que, “felizmente” já se transformou
numa “mobília” – quase cristaleira! – da sala de São Luís. Para nós, apenas Luiz Phelipe Andrés.
Nascido no dia 20 de fevereiro de 1949, gerado no
ventre da escritora Cordélia de Carvalho de Castro Andrés com o médico Alberto
Andrés Júnior, “Luiz Felipe”, como nos acostumamos a chama-lo, pertenceu a uma
consagrada e reconhecida casta de estudantes do Colégio dos Jesuítas, onde
concluiria o ensino médio, para, em seguida graduar-se Engenheiro pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro e, posteriormente, atingir o mestrado em
Desenvolvimento Urbano pela Universidade Federal de Pernambuco.
Esse “mestre” simples e incrivelmente educado, e sempre
sorridente – que retrata a felicidade que sente ao atender o próximo – chegou a
São Luís em 1977, entregando-se de corpo, alma e o que mais possam entender, em
defesa do “Centro Histórico”, o que acabou levando-o a ser reconhecido como um
dos responsáveis pela concessão do título da UNESCO à cidade de São Luís como
Patrimônio Histórico da Humanidade. Trabalhou de forma árdua e competente como
componente da equipe responsável pela adjudicação e reconhecimento do título
mundial que muitos nos orgulha. E, pasmem, nasceu em Juiz de Fora, que também é
Brasil.
Mas isso não é tudo. É uma fera na ilustração gráfica,
o que capacitou a criar projetos e desenhar com competência barcos, navios e
afins, e ajudou a leva-lo a ser hoje o gestor do Estaleiro-Escola que funciona
no Tamancão, depois de sido por mais de 27 anos, Coordenador do Programa de
Preservação e Revitalização do Centro Histórico de São Luís.
Como se tudo isso não bastasse, foi Secretário de
Cultura do Estado do Maranhão nos anos 1993, 94 e 95 e, desde 2010 é
Conselheiro do IPHAN. E é também ocupante da Cadeira 23 da Academia Maranhense
de Letras, para a qual foi eleito em 14 de junho de 2012 e tomou posse no dia
23 de maio de 2013.
Quando não está no Tamancão, é fácil vê-lo passeando no
Centro Histórico, cabelos totalmente esbranquiçados e despenteados, mas
conquistando a todos com um sorriso de gente realizada, bem vivida, um coração
de criança e uma disposição de galo, acordando a todos com o seu có-có-ró-có.
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