quarta-feira, 22 de junho de 2016

Nossa gente 12 – todos no mesmo pódio

 

Paulo Eduardo Andrade Ponte



Não. Você não está certo e sequer se aproxima da verdade, quando diz que “o mundo está perdido”. Não está. E não é o mundo que precisa mudar. Nós é que precisamos. E, a partir do momento que você muda, os seus olhares começam a ver outras paisagens, outras realidades e o renascer da esperança para que possamos atingir o degrau da nossa missão aqui na Terra.



Utopia ou não, imaginemos que a procura do Evangelho por um grande número de “pecadores” não fosse da forma que é hoje. Ser evangélico, acreditamos, é procurar o arrependimento e uma proximidade com Deus, a quem cabe toda a glória do renascimento e de quem recebemos força e inspiração para a mudança – para melhor, claro.



Hoje atingimos a nossa décima-segunda publicação da série “Nossa gente – todos no mesmo pódio”, tentando ferir de morte e destruir o mito construído por alguns incautos e ignorantes, que procuram minimizar a importância da participação e do trabalho de pessoas que, eventualmente não nasceram nesta Ilha chamada rebelde, dizendo, de forma grosseira: “... chegou aqui puxando a cachorrinha...”!



E, muitas vezes, muitos não chegam aqui puxando cachorrinha nenhuma; e alguns nem cachorrinha têm. Vêm porque recebem incumbência maior, das instituições que servem (militares do Exército, Marinha ou Aeronática, por exemplo; ou juízes federais) como foi o caso do nosso personagem de hoje: Dom Paulo Ponte.



PAULO EDUARDO ANDRADE PONTE, nasceu em Fortaleza, capital do Ceará, no dia 24 de junho de 1931. Ordenado Padre no dia 3 de abril de 1954, em Roma, Dom Paulo fez seus estudos iniciais no Colégio Marista de Fortaleza, de 1937 até 1944, iniciando os estudos de nível médio no Seminário Menor de Fortaleza, no período de 1945 até 1947 e, já no Seminário Maior da mesma cidade, cursou Filosofia. Foi à Roma para estudar Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, isso já nos anos 1950-54, onde também doutourou-se em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana no ano de 1957.



Com ordenação episcopal no dia 20 de novembro de 1971, quando também foi anunciado como bispo de Itapipoca, interior cearense, e ali ficou até 20 de março de 1984, quando foi nomeado Arcebispo de São Luís pelo Papa João Paulo II.

Dom Paulo Ponte foi o 6º arcebispo de São Luís do Maranhão, sucedeu a Dom João José da Mota e Albuquerque e foi sucedido por Dom José Belisário da Silva, OFM.

Renúncia e falecimento - Renunciou ao múnus episcopal no dia 21 de setembro de 2005, aos 74 anos. Faleceu em São Luís, na madrugada de 15 de março de 2009.

Consta que Dom Paulo Ponte, de saudosa memória, ordenou 61 padres, sendo 38 para a Arquidiocese de São Luís do Maranhão, em pouco mais de 21 anos à frente da Sé Maranhense, o que revela o seu sério compromisso na promoção das vocações sacerdotais. Entretanto, nenhum bispo superou em número de padres ordenados a marca de nosso quarto bispo, o laborioso Dom José Delgarte (1717 a 1724), ainda mais se considerarmos o seu tempo de pastoreio. Dom Delgarte ordenou 121 sacerdotes, sendo 63 apenas para o Maranhão (nesta época, a diocese tinha um território maior que o atual, englobando além de todo o Maranhão, o Piauí e também o Pará, até 1719 quando é criada a Diocese do Pará). – Neste parágrafo, as informações foram compiladas do blog do então Seminarista João Dias Rezende Filho.

Dom Paulo Ponte tem um legado positivo registrado em favor de São Luís. Aqui fez o melhor de si, servindo de elo entre as ovelhas e a Igreja Católica, nos representando como autoridade eclesiástica. Foi mais uma dessas pessoas que “vieram de fora” para ajudar no crescimento de São Luís, transcendendo ao mister da religiosidade.

Descanse em Paz, conterrâneo, e continue intercedendo por todos nós junto ao Criador.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor. Não aceitaremos palavras indecorosas nem comentários que atinjam a honra dos demais comentaristas.