A Comissão de Finanças e Tributação
aprovou proposta que assegura o atendimento de pessoas com paralisia motora
decorrente de doenças neuromusculares pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Pelo texto aprovado, esses pacientes
receberão do SUS medicamentos e equipamentos essenciais a sua sobrevivência,
incluindo os destinados ao tratamento de doenças relacionadas.
Por recomendação da relatora na
Comissão de Finanças, deputada Christiane de Souza Yared (PR-PR), o texto
aprovado é o substitutivo acatado anteriormente na Comissão de Seguridade
Social e Família para o Projeto de Lei 1656/11, da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP).
O projeto original garante prioridade
no atendimento pelo SUS a pessoas acometidas por doenças neuromusculares com
paralisia motora. A comissão anterior, no entanto, não considerou adequado
determinar previamente em lei que o paciente deverá ser priorizado, sem a
análise particular de cada caso.
Nova emenda - Na Comissão de Finanças, foi aprovada uma nova
emenda que retira do texto a possibilidade de convênio entre entidades sem fins
lucrativos e o SUS, para a entrega dos medicamentos e equipamentos necessários
aos pacientes.
Christiane Yared explicou que a
medida fere a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00), segundo a qual as condições e exigências para
transferência de recursos para entidades privadas serão estabelecidas na lei de
diretrizes orçamentárias (LDO).
“Quanto ao mérito, estamos de acordo
com a matéria. O tratamento prioritário dado às pessoas com paralisia motora é
mais do que uma questão de justiça. Deveria ser uma prioridade nacional e o
projeto deve retificar esta omissão”, avaliou a relatora.
Sem prazo - O substitutivo também modificou o projeto para
eliminar o prazo de 48 horas dentro do qual o paciente deverá receber da
autoridade de saúde informações sobre a indisponibilidade de medicamentos e
equipamentos. Os parlamentares não consideraram justo determinar em lei um
prazo que provavelmente não seja cumprido.
Outra alteração retira do texto a
obrigatoriedade de a União fomentar pesquisas sobre o tema. Pelo texto
aprovado, os incentivos à pesquisa serão definidos em regulamento.
Tramitação - O projeto, que tramita em caráter conclusivo,
será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Reportagem – Noéli Nobre – Agência Câmara
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