Diferentemente dos bons resultados conquistados no ano
passado, o Sampaio Corrêa tem amargado derrotas, algumas injustificáveis.
Para não sermos injustos nem parciais com nossas
críticas, de uma hora para outra resolvemos assistir (ainda que pela televisão
– antes, não víamos nem assim) os jogos do representante maranhense. No ano
passado, vimos aqui apenas dois jogos: contra o Botafogo e contra o Ceará. Meus
dois times preferenciais.
O Sampaio derrotou o Ceará aqui e a torcida colorida
“deitou e rolou” e havia até quem dissesse que nem o PSG, o Barcelona ou o Real
Madrid “jogando no Castelão” derrotaria a “Bolívia querida”. O acesso era fava contada. Uma simples
questão de dias.
Não foi isso que se viu. Por três oportunidades o time
maranhense precisava de “um único pontinho” para chegar ao G4, e viu todos
fugirem por entre os dedos, como água límpida. Longe daqui, o Ceará, com um
elenco de fazer inveja aos concorrentes, lutou
arduamente até a última rodada para não ser rebaixado para a Série C.
Mas, o assunto é Sampaio Corrêa, que, foi eliminado da
Copa Nordeste precocemente; perdeu o campeonato estadual para o rival Moto Club
e, na Série B do Campeonato Brasileiro já disputou 21 pontos – e conquistou
apenas 1.
No somatório, diríamos que o Sampaio Corrêa está numa
fase de “transição”, querendo sair de ações amadorísticas para chegar ao
profissionalismo – necessidade imperiosa para os que ascendem à divisão de
elite. “Despachar” uma carrada de jogadores importantes, necessários e úteis –
como Edimar, William Simões, Nadson, Léo Salino, Diones e mais uns dois ou
três, e sem qualquer planejamento de reposição, é uma atitude grotescamente
amadora.
Se esses nomes (e mais outros) foram “despachados” por
problemas internos inconfessáveis, aceita-se, pois os jogadores “passam e o
clube permanece”. Pelé passou, Zico passou, Garrincha passou, Roberto Dinamite
passou e nenhum clube onde esses jogaram deixou de existir. Agora, se o
problema foi pagamento, dindin, merreca, faz-me rir, apenas fica mais evidente
a falta de planejamento também na área financeira – e, pelo que lembramos, o
Sampaio Corrêa pegou uma boa grana da negociação do Jonas ao Flamengo.
Mas nem tudo está definitivamente perdido. Quem conhece
um mínimo de futebol, começa perceber que as coisas estão se aprumando, e a
tendência é atingir um ponto de acerto. Se não nessas primeiras 19 rodadas,
pelo menos a partir da vigésima. As contratações estão sendo pontuais e
acertadas – ainda que as mudanças intempestivas do comando técnica sejam
prejudiciais, porque o rendimento individual de cada atleta depende da forma
planejada pelo Treinador.
Se não acontecer lesão grave, aparentemente o problema
de goleiro está caminhando para uma boa solução. Éder Sciola é um excelente lateral, ótimo
passador de bola com cruzamentos precisos nas jogadas aéreas. Léo Gago é do
mesmo nível técnico de Nadson e ainda leva a vantagem de ser mais experiente.
Agora, “deixar ir embora” os jogadores importantes
acima listados, e manter Edgar e Pimentinha – que por conta de problemas
extracampo não jogam as 38 partidas, não
dá para entender.
Percebe-se que, apesar de alguns problemas que ainda
persistem, o time tricolor começa a reagir e a recuperação não está tão
distante – no momento é mais lúcido pensar em permanecer na Série B, do que se
arvorar de capacidade para o acesso.
Os bolivianos
(principalmente alguns mais afoitos que prejudicam o clube com protestos
irresponsáveis) precisam tomar uma boa quantidade de chá de camomila.
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