quarta-feira, 29 de junho de 2016

Nossa gente 15 – todos no mesmo pódio

 

Escrete

O Maranhão é um lugar bom para se viver. Seus atrativos e prazeres vão além das terras férteis que se espraiam fazendo xis, desde Cândido Mendes até o extremo sul com o estado do Tocantins; e de Araioses até Carolina. Que bom seria se, com a dimensão territorial e a fertilidade da “terra preta”, o maranhense gostasse de plantar, de agricultar, de produzir alimentos para si e para além-fronteiras.

Terra de rios perenes, montanhas belas e verdejantes, isso sem contar a extensa orla marítima com suas ricas reentrâncias e manguezais incomparáveis servindo de berço produtivo, onde a Natureza se faz presente e se transforma em alimentos para a vida.

De uma prenhês cultural incomparável, retratada na simplicidade produtiva de cada um dos seus agentes. De uma cultura popular tão bela e vasta, convidativa, que faz de cada encontro um oásis que sacia e deixa embevecido – até por osmose! – até quem apenas “assiste”.

E essa beleza cultural confunde o ser produtivo, quase analfabeto, com suas performances capazes de inebriar doutos e cultos de outras paragens.  E, é de um ser assim, “heroicamente desconhecido”, que chegamos à nossa décima-quinta edição do “Nossa gente – todos no mesmo pódio”.

Rendemos homenagem, hoje, a JOSÉ HENRIQUE PINHEIRO SILVA, que, certamente, muitos desconhecem. Mas, “ESCRETE”, com certeza você conheceu.

“Escrete” foi um desses seres humanos que vieram ao mundo com uma missão: produzir beleza, defender mais os outros que a si próprio. Tudo fazendo para servir, independentemente das dificuldades materiais que pudesse enfrentar.

Não sabemos se algum dia teve reconhecimento ou recebeu homenagem da terra que adotou para viver, produzir, encantar como se fora sua. Isso porque nasceu na vizinha cidade de Rosário, a 15 de março de 1952.

Escrete morreu na manhã de 25 de janeiro de 2007, aos 54 anos, quando estava internado no Hospital Geral de São Luís, por conta de complicações provocadas pelo diabetes, o que acabou causando, também, um AVC (Acidente Vascular Cerebral)


Biografia - Nascido no dia 15 de março de 1952, em Rosário, Escrete começou a vida artística em 1979, quando foi campeão na Escola de Samba Unidos da Camboa, iniciando uma carreira vitoriosa de compositor de samba-enredo. Esse primeiro samba foi interpretado por Beto Pereira. Depois, passou para a escola Favela do Samba onde ficou até sua morte. Nesta escola, o artista compôs um de seus grandes sucessos, Gaiola (Bandeira de Liberdade), autoria dividida com o atual secretário de Cultura, Joãozinho Ribeiro.

Em 1993, gravou um dos primeiros registros da música afro-maranhense no Maranhão, com o CD "Malungos". O trabalho de Escrete com o bloco afro Akomabu produziu uma das músicas mais famosas do carnaval maranhense, "Sereia". Seu primeiro show intitulado "Espaço Sagrado" foi realizado no Teatro Alcione Nazaré, com a ajuda do Jornalista e Produtor Cultural, Euclides Moreira Neto.

No último dia 6 de janeiro, a classe artística maranhense realizou um show em solidariedade a Escrete no Centro de Cultura Negra. Denominado de "Show Viva Escrete". O evento contou com participação da Bateria da Favela do Samba, Carlos Gomes, Tião do Túnel, Samy do Cavaco, Tereza Cantu, Josias Sobrinho, Banda Guetos, Grupo Aquarela, Ribão, Cláudio Pinheiro, Joãozinho Ribeiro, Zé Carlos Da Fé, Smith Júnior.

Autor de dezenas de sambas-enredos e durante muitos anos, compositor da Favela do Samba, Escrete ficou famoso com um dos primeiros registros da música afro-maranhense, com o LP “Malungos”, cujas músicas foram levadas às ruas de São Luís pelo bloco Akomabu.

"De cabaça a cabacinha, eu sou mais é Terezinha", uma homenagem a farmacêutica Terezinha Rêgo na Escola de Samba Favela do Samba em 2001, com o qual Escrete (e a escola) se sagraram campeões.

Nascido no dia 15 de março de 1952, Escrete morreu reconhecido como um dos maiores compositores da música maranhense. Aos 18 anos, ele começou a levar a música mais a sério e a compor mais intensamente. Mas somente no começo da década de 80 ele passou a se tornar mais conhecido do público. Foi em 1980 que compôs seu primeiro samba-enredo, para a extinta escola de samba Unidos da Camboa, com o tema “Encantos do Mar”. Também em 1980 foi convidado pelo então carnavalesco da Favela do Samba, Fernando Sousa, a compor para a escola.



Na Favela do Samba, estreou com o samba-enredo “Mariazinha do Sacavém”, uma história infantil, composta em parceria com o já falecido compositor Olegário. Em 1981, deixou definitivamente a Unidos da Camboa e passou a compor apenas para a Favela, onde permanece até hoje. Ele compôs mais de 20 sambas para a escola, sendo que o último foi em homenagem à professora Terezinha Rego, em 2001, em parceria com Riba do Palmares e seu irmão Tião. Os grupos de bumba-meu-boi Pirilampo, Boi de Palha e Mocidade de Rosário também têm composições de Escrete em seus discos, assim como vários blocos tradicionais e organizados.” (Compilado do Blog de Lio Ribeiro)


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