por Ellen Freitas - Colaboradora
A ameaça de fechamento da Fazenda Belém (FZB), pela
Petrobras, coloca em risco a economia dos municípios de Icapuí e Aracati.
Icapuí. Buscando reverter a intenção da Petrobras em
vender campos no Estado do Ceará, os petroleiros estão fazendo mobilizações nas
cidades onde a estatal possui bases. A primeira audiência pública foi realizada
na cidade de Icapuí, no litoral leste, a 222 quilômetros de Fortaleza, onde se
localiza a Fazenda Belém (FZB), campo que também faz parte do território de
Aracati. De acordo com o Sindicato dos Petroleiros do Ceará e Piauí
(Sindipetro-CE/PI), o movimento irá se estender também a Paracuru, Fortaleza e
Quixadá.
O principal objetivo é mobilizar petroleiros, gestores dos municípios envolvidos, parlamentares e governo do Estado para os riscos à economia e empregos com a possível venda dessas bases, bem como buscar apoio para levar a posição dos trabalhadores cearenses ao nível federal. A primeira audiência foi realizada no dia 10 de maio, na Câmara de Icapuí. Na região, a Fazenda Belém possui 35 anos de operação e a unidade gera em torno de 400 empregos, diretos e indiretos, além de ser importante contribuinte para a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os municípios de Aracati e Icapuí.
O principal objetivo é mobilizar petroleiros, gestores dos municípios envolvidos, parlamentares e governo do Estado para os riscos à economia e empregos com a possível venda dessas bases, bem como buscar apoio para levar a posição dos trabalhadores cearenses ao nível federal. A primeira audiência foi realizada no dia 10 de maio, na Câmara de Icapuí. Na região, a Fazenda Belém possui 35 anos de operação e a unidade gera em torno de 400 empregos, diretos e indiretos, além de ser importante contribuinte para a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os municípios de Aracati e Icapuí.
Após essa primeira mobilização, foi elaborado um
relatório, onde há informações importantes sobre a Fazenda, que seguirá para o
governo do Estado e Legislativo cearense, onde também serão convocadas
audiências públicas. O documento destaca que a produção da FZB segue para a
Lubnor, fábrica de lubrificantes que fica no bairro Mucuripe, em Fortaleza. De
acordo com o Sindipetro-CE/PI, com o fechamento da unidade de Icapuí/Aracati,
cerca de 1.500 empregos também estarão comprometidos na Lubnor. Na FZB há atualmente
395 poços em produção, gerando uma média de 1.500 barris por dia. O barril está
custando em torno de US$ 50.
Dependência - Para o Secretário de Desenvolvimento
Agrário do Estado (SDA) e ex-prefeito de Icapuí, Dedé Teixeira, a Petrobras
ajudou muito no desenvolvimento do Município, com royalties e ICMS. Segundo
ele, 60% do ICMS de Icapuí é advindo da Petrobras. "Nós temos três âncoras
de desenvolvimento em Icapuí: a pesca, as frutas e a exploração de petróleo e
posso afirmar aqui que a Petrobras fechando, a cidade quebra", disse
Teixeira.
Outro fator destacado no documento é o comprometimento
de projetos socioambientais financiados pela Petrobras. Um desses projetos é o
"De Olho na Água", cuja sede fica na Praia de Requenguela, em Icapuí.
Lá, crianças e jovens da rede pública municipal e estadual, aprendem e se
engajam nos programas de proteção ambiental. O projeto já recuperou, ao longo
dos três anos em que está em execução na localidade, oito hectares de mangue e
implantou 525 canteiros ecológicos. A Petrobras também mantém programas de
relação com as comunidades onde ela atua nas cidades de Fortaleza, Caucaia,
Quixadá, Paracuru, Icapuí e Aracati.
Impacto negativo - Para o prefeito de Aracati, Ivan
Silvério, o fechamento da Fazenda Belém representará um impacto negativo para o
Município, em termos econômicos e de empregos que são gerados com essa cadeia.
"Vou participar de uma reunião onde estará também
o prefeito de Icapuí, para tentar buscar alternativas para essa situação da
Fazenda Belém. Sou contra esse fechamento, o Município só perde com isso, mas,
infelizmente, não depende somente de nós, é uma decisão vinda de Brasília,
segundo eles para reduzir custos. Mas faremos o que estiver ao nosso alcance
para impedir o fechamento", afirmou.
O presidente do Sindicato dos Petroleiros dos Estados
do Ceará e Piauí (Sindipetro-CE/PI), Oriá Fernandes, foi enfático ao se dizer
contrário o fechamento ou venda de qualquer unidade da Estatal no Ceará e que
essa medida irá impactar em toda a cadeia produtiva do Estado.
"Não aceitamos esse fechamento ou venda, que
gerará desemprego, não só em Icapuí e Aracati, mas afetará toda uma cadeia de
produção no Ceará", enfatizou o sindicalista.
Para pressionar a diretoria da Estatal e o governo
federal, o Sindipetro-CE/PI informou que os petroleiros de todo o País
realizarão uma paralisação nacional, em protesto contra o fechamento e venda
dessas unidades. A mobilização será realizada no próximo dia 10 de junho,
durante 24 horas.
Desde julho de 201,5 o Conselho de Administração da
Petrobras aprovou a venda dos campos terrestres do Nordeste e Norte Capixaba e
a Estatal anunciou, no dia 4 de março deste ano, que pretende vender 104
concessões em todo o País.
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