Por Gabriel Carneiro
A Copa do Brasil sub-17 terminou na
terça-feira, 19, com o título do Vitória, nos pênaltis, para cima do Botafogo,
em pleno estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. O principal torneio da
categoria Juvenil teve média de gols perto de 3,5 por jogo (foram 194 gols em
58 jogos) e colocou em evidência uma série de promessas muito talentosas. A
maior prova disso é que o novo técnico da Seleção Brasileira sub-17, Carlos
Amadeu, esteve no Rio para conferir a vitória dos baianos por 3 a 1 e também já
havia convocado destaques dos times eliminados previamente.
O blog fez a cobertura da Copa
do Brasil sub-17 desde a sua primeira fase, em março, e traz aqui a seleção
escolhida entre todos os clubes participantes.
Apesar do vice-campeonato, o principal
jogador foi o atacante Luís Henrique, do Botafogo. Ele, que já teve passagem
pelas divisões de base do Flamengo, foi o artilheiro do torneio com 14 gols
marcados em 10 partidas, números que o tornam o maior goleador da história da
Copa do Brasil sub-17. Técnico e letal, Luís Henrique já foi até promovido aos
profissionais do Bota e elogiado pelo técnico Renê Simões.
Luís Henrique, porém, não foi o único
grande nome da Copa do Brasil sub-17, e divide a seleção com mais dois
companheiros de time (o goleiro Diego e o lateral-esquerdo Jordan), três do
campeão Vitória (Cedric, Farinha e o ótimo Yan), além de mais cinco de times
que não chegaram à decisão: dois do Flamengo (Matheus Thuller e Matheus
Lacovelli), um do América-MG (Matheusinho), um do Fluminense (Estigarribia) e
um do Corinthians (Renan Areias).
O melhor técnico, apesar do trabalho
louvável de João Burse à frente do Vitória, é o vice-campeão Felipe Conceição.
Por dificuldades financeiras do Botafogo, o comandante perdeu três titulares
durante a montagem deste elenco para a Copa do Brasil sub-17. Passou por cima,
dando chance a Diego e Jordan, por exemplo, e montou um time de boa capacidade.
Veja a seleção do L! da Copa do Brasil
Sub-17:
GOLEIRO – Diego (Botafogo) - Alto, técnico e com bons reflexos. Mais uma boa promessa do Botafogo na
posição. Fez pelo menos três importantes defesas na final e foi fundamental
ainda na terceira fase, contra o Fluminense.
LATERAL-DIREITO – Cedric (Vitória) - Chama o jogo para si com extrema naturalidade, o que às vezes torna o
Vitória “capenga”. Mas tem qualidade para isso. Tem bom passe e leitura de jogo
acima da média da categoria. Menção honrosa para o Klebinho, do Flamengo, e o
Matheus Viveiros, do São Paulo.
ZAGUEIRO – Matheus Thuler (Flamengo) - Muito seguro e tranquilo, tem como ponto forte a boa saída de bola, já
que chega com facilidade ao meio e às vezes trabalha como volante ou líbero. Já
é acompanhado há um tempão pelos observadores da base da CBF. Muito potencial.
ZAGUEIRO – Estigarribia (Fluminense) - Também chamado para a Seleção na primeira lista do Carlos Amadeu, é um
zagueiro muito inteligente, apesar de sério. Dá chutão quando é preciso e
domina o setor no Fluminense. Nessa posição, divide méritos com o Éder, do São
Paulo, o Zyan, do Botafogo, e o Renan, do América-MG.
LATERAL-ESQUERDO – Jordan (Botafogo) - Ao lado de Luís Henrique, é o que mais merece uma promoção ao sub-20 ou
ao profissional. Tem muita qualidade com a bola no pé e muita personalidade em
momentos de dificuldade do jogo. Quem também merece a lembrança é o excelente
Hurick, do Corinthians.
VOLANTE – Renan Areias (Corinthians) - Já não é nenhuma novidade nas convocações da Seleção de base, mas segue
mostrando a joia que é com a camisa do Corinthians. À frente da zaga, tem
vitalidade e energia. Isso sem contar o bom trabalho com a bola no pé e a ótima
movimentação em campo. Caminha para ser completo.
VOLANTE – Farinha (Vitória) - Qualidade inegável da principal surpresa da Copa do Brasil sub-17. Na
própria base do Vitória nunca era o primeiro nome mencionado, mas mostrou ótimo
futebol, sempre de construção. Cria jogadas e faz gols. Também era bom candidato
o Esaul, do Internacional.
MEIA – Yan (Vitória) - O único que fez frente a Luís Henrique na disputa dessa eleição de
craque da Copa do Brasil sub-17. Visão de jogo privilegiada, ótimo drible, consciência
para fechar espaços e achar a marcação… Impecável! Aqui também seria possível
relacionar o Augusto Cézar, do São Paulo, o Patrick, do Grêmio, e o Pepê, do
Flamengo.
MEIA-ATACANTE – Matheusinho
(América-MG) - Fez gol na semifinal e mostrou muita
personalidade. É um jogador técnico, inteligente com a bola nos pés e com
extrema facilidade no drible. Além disso, já tem dinâmica de jogo de
profissional, ou seja, sabe cadenciar e fazer a leitura da melhor jogada.
ATACANTE – Matheus Lacovelli (Flamengo)
- Vice-artilheiro com sete gols marcados,
conduziu o Flamengo às semifinais e só não fez milagre, porque gol teve de todo
jeito. Encarna o estilo trombador sem perder a capacidade técnica e, apesar de
às vezes parecer meio imaturo, tem condição de evoluir por conta da qualidade.
ATACANTE – Luís Henrique (Botafogo) - Força, velocidade, técnica e faro de gol impressionantes para a
categoria. Não houve ninguém melhor que ele no sub-17 nos últimos meses, tanto
que já está sendo observado pelos profissionais e agora será lapidado. Marcou
14 gols, com os dois pés e também de cabeça, o que mostra versatilidade e
ótima condição técnica. Faz um início de carreira brilhante.
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