O doleiro Alberto Youssef disse à CPI
da Petrobras os nomes de vários políticos que, segundo ele, receberam recursos
do esquema de financiamento de campanha originado de propinas pagas por
empresas contratadas pela Petrobras.
A maior parte dos políticos que ele
afirma ter financiado, direta ou indiretamente, pertence ao PP – partido para o
qual Youssef confessou ter operado.
Youssef disse que não tratou
pessoalmente com a maioria dos políticos, mesmo aqueles que ele financiou. Em
resposta ao deputado Júlio Delgado (PSB-MG), o doleiro disse que, na maior
parte das vezes, os nomes e valores destinados aos beneficiários eram
repassados a ele pelos líderes do PP: Nelson Meurer, Mário Negromonte e João
Pizzolatti.
Ele diferenciou os políticos que
conhecia dos que não conhecia. Ele disse ter financiando algumas pessoas que
não conhecia e não ter feito o mesmo para algumas que conhecia, já que foi
apresentado a muitos políticos na casa do ex-líder do PP João Pizzolatti, em
Brasília.
Youssef admitiu que algum político
pode ter recebido recursos destinados por ele ao partido.
Ele disse, por exemplo, que não
conhece o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Mas afirmou ter
feito pagamento destinado a ele, por intermédio do empresário Fernando Soares,
e atribuiu a informação ao empresário Júlio Camargo. De acordo com Camargo, o
dinheiro foi pago para que a Câmara não questionasse o contrato da Toyo com a
Petrobras para o aluguel de sondas. O parlamentar nega as acusações.
Ele disse o mesmo da senadora Gleisi
Hoffmann (PT-PR). “Não conheço pessoalmente, mas fiz repasses”, disse.
Além dos líderes do PP, os políticos
que ele afirma ter ajudado com recursos, direta ou indiretamente, foram os
seguintes: Aguinaldo Ribeiro, Ciro Nogueira, Dilceu Sperafico, Eduardo da
Fonte, José Otávio Germano, Lázaro Botelho, Luis Carlos Heinze, Luiz Fernando
Farias, Renato Molling, Roberto Brito, Roberto Balestra, Waldir Maranhão, José
Mentor, Lindberg Farias, Fernando Collor, Fernando Bezerra, Aline Corrêa, João
Leão, Pedro Corrêa, Pedro Henry, Cândido Vaccarezza e Luiz Argôlo.
Youssef depõe neste momento no
auditório do edifício-sede da Justiça Federal em Curitiba.
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