Acordo assinado pelo
então presidente Ricardo Teixeira, em 2012, tem validade até 2022.
De acordo com
reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" deste sábado, a
Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu aval a parceiros comerciais para
controlarem convocações da Seleção Brasileira. Os contratos com os grupos
International Sports Events (ISE) e Pitch International foram assinados em
2012, pelo então presidente Ricardo Teixeira, e têm validade até 2022.
Os documentos,
reproduzidos pela publicação, forçam a CBF a comunicar previamente às empresas
quais jogadores serão chamados para amistosos. A lista de convocados deve ser
enviada aos grupos com até 15 dias de antecedência em relação à divulgação
feita pelo técnico da Seleção à imprensa.
Por meio do vínculo
entre a entidade e seus parceiros comerciais, tanto a International Sports
Events (ISE) quanto a Pitch International exigem que os jogadores de maior
"marketing, condição técnica e reputação" estejam presentes nas
convocações. Caso contrário, os grupos estariam aptos a pagar à CBF apenas 50%
do combinado por jogo (o valor integral a ser repassado por cada uma das
empresas à entidade é US$ 1,05 milhão).
Desde a saída de
Ricardo Teixeira da CBF, José Maria Marín e Marco Polo Del Nero estão à frente
da entidade. Este último, atual presidente, vê com naturalidade a parceria com
as empresas citadas.
- O contrato, na
medida do possível, a gente faz para cumprir. Nós chegamos já tinha esse
contrato, temos de cumprir. Eu não chego a dizer que esse contrato é tão ruim.
Porque quando a gente jogava aqui no Brasil não chega a tirar esse valor. Hoje
quanto é isso? R$ 3 milhões é pouco? Se analisar, hoje o contrato é bom - disse
Del Nero ao jornal.
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