“Não dá para esperar acontecer com nossas famílias e depois ficar
abraçando a Lagoa Rodrigo de Freitas e soltar pombas pedindo Justiça”, ironizou
deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).
O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ)
disse que o menor de idade tem plena consciência do que faz e que a redução da
maioridade penal vai proteger a sociedade, ao evitar que o jovem criminoso
fique solto e continue a cometer crimes. “Não dá para esperar acontecer com
nossas famílias e depois ficar abraçando a Lagoa Rodrigo de Freitas e soltar
pombas pedindo Justiça”, ironizou.
O parlamentar participa de audiência
pública da Comissão Especial do Estatuto da Família (PL 6583/13) para discutir
a redução da maioridade penal (PEC 171/93) e suas consequências para as
famílias que possuem filhos nessas condições.
Bolsonaro defendeu que o único
direito que o menor infrator deve ter é não ter direito. “Imagina ficar sem um
filho por causa de um celular?” Segundo ele, o governo deveria estimular o
planejamento familiar em vez de adotar políticas assistenciais. Ele disse que,
em curto prazo, não há solução para a violência.
O deputado afirmou ainda que o jovem
infrator, muitas vezes, debocha da vítima, e relembrou o caso do adolescente
Champinha, que assassinou os jovens Liana Friedenbach e Felipe Caffé em 2003.
“Nâo se pode dizer que ele não sabia o que estava fazendo. Ele a estuprou cinco
vezes!”, ressaltou.
Consequências - A advogada Taís Gouveia, assessora da comissão especial que analisa a
PEC 171/93, afirmou que a redução da maioridade penal pode trazer outras
consequências, além de questões ligadas à segurança pública.
“Se a gente vai reduzir a maioridade
para 16 anos, vai se poder tirar carteira de identidade, vai se poder consumir
álcool e isso ainda pode afetar a lei de crimes sexuais. Se de um lado atende o
clamor da população para que seja solucionada a violência, desprotege a criança
e o adolescente dos crimes de violência sexual”, explicou.
Taís Gouveia disse que vários países que tinham reduzido a maioridade
penal voltaram atrás. “A tendência mundial é aumentar a maioridade, e, em
países considerados mais seguros, a maioridade é de 18 anos ou mais.” Ela
defendeu políticas públicas para evitar o aumento da criminalidade.
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