Gabriel Jesus atacante do Palmeiras
O escolhido para comandar a equipe foi o técnico Gilson Kleina, que
tirou o Avaí da zona de rebaixamento.
Campinas, SP, 30 (AFI) - O Campeonato Brasileiro está em sua fase
decisiva, mas pouca coisa mudou após a 21ª rodada. O dia acabou com o Corinthians
disparado na liderança, com quatro pontos de vantagem do Atlético-MG. A maior
novidade fica por conta do Palmeiras. O Verdão voltou ao G4, graças ao brilho
de Jesus, e o Avaí deixou a zona de rebaixamento, empurrando o Goiás para o seu
lugar.
O Portal Futebol Interior teve muito trabalho, mas definiu a
Seleção FI da 21ª rodada. A equipe vem muito ofensiva, sem nenhum volante
de contenção. A ideia foi recuar o polivalente Marcelinho Paraíba e dar mais
liberdade para Paulo Henrique Ganso e Jadson armarem a jogadas. No setor
ofensivo, só feras. Gabriel Jesus, grande joia palmeirense, Léo Gamalho e
Walter marcaram dois gols cada e não poderiam ficar de fora.
Para comandar a Seleção, o escolhido
foi o técnico Gilson Kleina. O treinador soube armar o Avaí de uma forma que
parasse o embalado Inter de Argel Fucks, além de extrair todo o potencial de
Léo Gamalha. A goleada levou o time para fora do Z4.
Confira a Seleção FI da 21ª rodada:
Goleiro: Alex Muralha (Figueirense) - O Vasco está mesmo em queda livre
no Brasileirão. Quando não encontra o Flamengo, o resultado é o mesmo: a
derrota. Contra o Figueirense, até fez uma boa partida, mas viu um Alex Muralha
inspirado. O goleiro cansou de fazer defesas difíceis, foram quatro. Saiu de
campo ovacionado, junto com o atacante Marcão, responsável pelo gol da vitória
do Figueira, em pleno Maracanã.
Lateral-direito: Patric (Atlético-MG) - O Atlético-MG segue na cola do
Corinthians na briga pelo título brasileiro. Essa diferença de quatro pontos só
não aumentou por conta de Patric, que marcou o gol da vitória do Galo diante do
Fluminense, por 2 a 1. O jogador, que esteve perto de deixar o clube, entrou no
segundo tempo para virar o herói da partida. Fez um gol e ainda perdeu outro.
No final rasgou elogios a Levir Culpi, que o perdoou de alguns erros
disciplinares.
Zagueiro: Leandro Silva (Coritiba) - O Coritiba segurou o Grêmio em
Porto Alegre, mas isso só foi possível pela bela atuação do seu sistema
defensivo, em especial Leandro Silva. O defensor foi preciso na marcação,
ganhou todas dos atacantes adversários e impediu que Luan marcasse, no segundo
tempo, ao travar o jogador na hora do arremate. Foi o grande nome da partida.
Zagueiro: Gustavo Henrique (Santos) - No futebol moderno, entre tantas
qualidades, é preciso ter altura, força e bom posicionamento. Para um zagueiro
é necessário que um se encaixe bem no outro. Foi o que aconteceu com Gustavo
Henrique, um jovem, que formou a dupla perfeita com David Braz, até então
afoito, e agora, um ao lado do outro, "jogando junto" e segurando
tudo que vier pela frente. É incrível como o Santos produz jogadores, Mas há
lógica. Primeiro porque investe bastante em sua base; segundo porque na falta
de receita para pagar craques, tira os craques de suas escolinhas. E isso dá
certo.
Lateral-esquerdo: Renê (Sport) - Foi o fiel da balança pelo lado do
Sport na derrota para o Flamengo por 1 a 0. Se teve um jogador que se salvou,
esse foi Renê. O lateral se desdobrou para ajudar o sistema defensivo com a
expulsão de Samuel Xavier, foi ao ataque e ainda salvou dois gols feitos do
Mengão, nas conclusões de Kayke e Alan Patrick. Vem sendo o jogador mais
regular do Leão no Brasileirão.
Meia: Marcelinho Paraíba (Joinville) - No auge dos seus 40 anos,
Marcelinho Paraíba segue jogando o fino da bola. O meia mostrou toda sua
categoria na derrota para o Palmeiras por 3 a 2. Quando o Verdão vencia por 2 a
0, resolveu aparecer, chamou a responsabilidade e mandou a bola para as redes
em duas oportunidades. Tudo bem que contou com um pouco de sorte, no segundo
gol, mas mostrou que pode ser de suma importância para o JEC na luta contra o
rebaixamento.
Meia: Paulo Henrique Ganso (São Paulo) - A camisa 10 da Seleção
Brasileira ainda aguarda Paulo Henrique Ganso. O meia seria convocado se
jogasse tudo que sabe. Um terço desse futebol apareceu na vitória do São Paulo,
por 3 a 0, diante da Ponte Preta e todos viram o que aconteceu. O craque abusou
dos lançamentos precisos, deu uma assistência para o gol de Michel Bastos e
ainda fez o seu. Mostrou um pouco daquela habilidade que está escondida.
Meia: Jadson (Corinthians) - De volta ao time titular do Corinthians,
Jadson mais uma vez deixou a sua marca, cobrando um pênalti com muita
eficiência. O gol, porém, ficou pequeno diante de sua atuação. Ele teve
participação direta, iniciando a jogada ofensiva do segundo gol e ainda foi
eficiente na marcação, impedindo as subidas do lateral-esquerdo da Chapecoense
Atacante: Léo Gamalho (Avaí) - Deixou o Bahia para se tornar o grande
herói do Avaí. Desde que chegou no Leão, virou a referência e não parou mais de
balanças as redes. Na vitória, por 3 a 0, diante do Internacional foi o grande
destaque. É uma verdadeira referência na grande área e deixou sua marca duas
vezes na partida. Os baianos lamentam: que saudade do trio KGB, formado por
Gamalho, Kieza e Maxi nos tempos de Tricolor.
Atacante: Gabriel Jesus (Palmeiras) - A joia palmeirense enfim vem
mostrando a sua cara. Pela Copa do Brasil, contra o Cruzeiro, só não fez
chover. Diante do Joinville, salvou o Verdão de outro tropeço dentro da Arena.
Logo nos minutos inicias, abriu o marcador. E quando o empate era dado como
certo, apareceu de surpresa dentro da área para fazer o seu segundo na partida
e dar mais três pontos ao Alviverde na competição. Foi o milagreiro.
Atacante: Walter (Atlético-PR) - Na Arena da Baixada, o Goiás começou
melhor, mas não chegou com muito perigo. O Atlético-PR, por sua vez, acordou
aos 20 minutos graças às boas jogadas de Walter. Primeiro o atacante deu um
passe açucarado para Marcos Guilherme finalizar, depois abriu o placar após
receber bom lançamento de Nikão. No segundo tempo, o jogador converteu um
pênalti e praticamente lacrou a vitória do Furacão.
Técnico: Gilson Kleina (Avaí) - A missão ainda é complicada, mas Gilson
Kleina vem fazendo o que pode parar salvar o Avaí do rebaixamento. Mais um
passo foi dado na vitória diante do Internacional por 3 a 0. O treinador
mostrou como parar o Colorado, soube mexer na equipe durante a partida, a
colocou no ataque quando precisou e foi inteligente ao dar mais liberdade para
Gamalho, que vem comendo a bola. Assim que abriu o placar, o Leão não parou até
definir a partida.
Outro treinador que merece destaque na rodada é Osorio. O comandante
continuou fazendo o seu habitual rodízio, mas enfim acertou no modo de jogar do
São Paulo, que não deu espaços para a Ponte Preta, tudo bem que contou com o
talento de Paulo Henrique Ganso para vencer por 3 a 0.