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Congresso em Foco
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Jornal
O Globo lembra que, entre as matérias explosivas, figuram as do pacto
federativo, com aumento de gastos para a União. Munição também inclui pedidos
de impeachment contra Dilma.
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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),
pode causar um estrago nas contas públicas caso lance em Plenário projetos da
chamada “pauta-bomba” – matérias que, prontas para votação, causam forte
impacto orçamentário e deixam o governo em situação difícil em épocas de ajuste
fiscal. Denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última quinta-feira
(20), como investigado na Operação
Lava Jato, Cunha tem à disposição contra o Planalto, a quem
atribui a denúncia, projetos de lei, propostas de emenda à Constituição (PECs)
e até 12 pedidos de impeachment da presidenta Dilma Rousseff à espera de
deliberação.
Segundo reportagem do jornal O Globo, entre
as matérias explosivas prontas para este segundo semestre legislativo estão
propostas relativas ao pacto federativo, que aumenta os gastos da União. Às
vésperas das eleições municipais de 2016, diz o jornal, o governo tem uma base
aliada “enfraquecida” e terá de coibir o ímpeto de deputados com intenção de
fazer caridade a estados e municípios.
“O Cid Gomes, quando era ministro da Educação,
aumentou o piso do magistério. Quem paga a conta são os estados e municípios –
é a União fazendo bonito com chapéu alheio. Não sou o malvado da União, sou o
bonzinho dos municípios e dos estados”, gracejou um dos mais fiéis aliados de
Cunha, deputado André Moura (PSC-SE), que esteve ao lado de Cunha no dia em que
o colega rompeu com o governo. Líder de seu partido na Câmara, Moura foi
escalado para relatar as matérias relacionadas ao pacto federativo.
Uma delas, a PEC 172, veda a criação de despesas
para estados e municípios sem que a fonte de custeio esteja definida. Leal à
artilharia de Cunha, oposicionista declarado desde 17 de julho, Moura
apresentou relatório sobre a proposta na última terça-feira (18), deixando
claro que caberia à União a absorção do impacto financeiro. “Do jeito que está,
é uma bomba fiscal seletiva. Preserva estados e municípios, mas
inexplicavelmente exclui a União”, reclamou o vice-líder do governo na Câmara,
Orlando Silva (PC do B-SP), segundo a reportagem.
Além da extensa pauta de votações indesejadas pelo
governo, Cunha conta com a prerrogativa de dar consecução a pedidos
formais de impeachment contra
Dilma.
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