Por iG São Paulo
Mesmo com recorde de aproveitamento na competição conquistado em Toronto,
entidade mantém a quinta colocação como meta para os Jogos Paralímpicos do ano
que vem.
Após o Brasil terminar a campanha no Parapan de Toronto com o melhor
aproveitamento de todos os tempos da competição - a delegação conquistou 34,3%
das medalhas de ouro em jogo -, os dirigentes do Comitê Paralímpico Brasileiro
(CPB) comemoraram bastante a evolução do país, mas mantiveram a meta inicial
estabelecida para os Jogos Paralímpicos Rio 2016: o quinto lugar no quadro de
medalhas
“É uma campanha que nos deixa
extremamente otimistas. É claro que as Paralimpíadas são uma competição
diferente, mas entramos nesse último ano de preparação sabendo que podemos
chegar à nossa meta, que é o quinto lugar no Rio”, explicou Andrew
Parsons, presidente do CPB, durante entrevista coletiva após o encerramento dos
Jogos.
Na competição finalizada neste
sábado, o time nacional conquistou 257 medalhas, sendo 109 de ouro, 74 de prata
e 74 de bronze, o maior número absoluto e maior número de ouros conquistados
pelo país desde 1999, quando o Parapan começou a ser disputado.
Parsons aproveitou para distribuir os
louros da vitória em Toronto. ““Esse é um trabalho de equipe. Não só da equipe
do CPB, mas das confederações, dos clubes e dos atletas”, explicou o
mandatário, que ainda enfatizou o processo de renovação que vem ocorrendo na
delegação brasileira. “[Em 2011] em Guadalajara, 19% das medalhas foram
conquistadas por atletas abaixo dos 23 anos. Em Toronto foram 21,9%. Temos mais
atletas jovens e conquistando mais medalhas.”
O objetivo da equipe agora é evoluir
ainda mais para a próxima edição, que será disputada em Lima, no Peru, em 2019.
“Tecnicamente temos que ajustar algumas coisas. Sempre tem o que melhorar.
Agora vamos trabalhar para que quem conquistou a prata aqui [em Toronto]
alcance o ouro, quem ficou com o bronze, busque a prata, e assim por diante”, explicou
o diretor técnico do CPB, Edilson Alves Tubiba.
Por fim, o presidente da entidade
destacou a capacidade dos bons resultados têm de cativar novos adeptos.
“Campanhas como essa aqui vão estimular mais gente a entrar no esporte
paralímpico e assim vamos ampliando a nossa base de atletas”, disse Parsons lembrando
o caso do nadador Daniel Dias, que terminar a edição de Toronto com oito
medalhas de ouro em oito provas disputadas e que descobriu a natação
paralímpica ao assistir os Jogos de Atenas 2004, quando Clodoaldo Silva ganhou
tudo.
Em oito dias de competições, 1608 atletas de 28 países disputaram 15
modalidades em Toronto. Eles derrubaram 239 recordes da competição, 70 recordes
das Américas e 10 recordes mundiais.
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