Nilson Leitão*
“A presidente nunca fez o
que se espera de qualquer governante minimamente sério e competente. Aliás,
Dilma prestou um inestimável serviço para a Nação ao colaborar, com sua
inabilidade, para revelar as falcatruas cometidas pelo seu antecessor, o
ex-presidente Lula”, diz tucano.
O pecado capital da economia brasileira tem origem
na maneira irresponsável com que Dilma vem conduzindo o país desde que
passou a ocupar o Palácio do Planalto. É óbvio que a boa governança é
fundamental para o crescimento econômico de uma Nação. Em nenhum momento, no
entanto, essa regra universal foi o objetivo da presidente.
A política de ganhos pessoais, de barganhas, ou de
realizações irrelevantes atingiu de forma mortal a atividade produtiva levando,
por exemplo, ao sucateamento da indústria. Com o golpe, primeiro, o país parou
de crescer e, agora, começa a entrar em recessão. O resultado do cenário criado
por Dilma não poderia ser outro senão uma piora substancial em todos os índices
de desenvolvimento, rombo nas contas públicas, inflação descontrolada e
desemprego crescente, além de um forte temor entre a população, um verdadeiro
pânico, em relação ao que pode acontecer no futuro.
A presidente nunca fez o que se espera de qualquer governante
minimamente sério e competente. É impossível apontar um momento sequer em que
ela criou condições adequadas para atender ao interesse público. Aliás, Dilma
prestou um inestimável serviço para a Nação ao colaborar, com sua inabilidade,
para revelar as falcatruas cometidas pelo seu antecessor, o
ex-presidente Lula.
No lugar de buscar um ambiente de conciliação
nacional, ela apostou na divisão entre os brasileiros com o vergonhoso “nós e
eles”. A jogada de contrapor uns aos outros, no entanto, fez água e acabou –
para seu desespero – unindo o país. Pelo que se viu da magnitude das
manifestações populares e dos baixíssimos índices de popularidade de Dilma, o
que lhe rendeu o desonroso título de o pior governante da história do país, o
brasileiro mostrou que se cansou dela. Ninguém aguenta mais o fardo que Dilma
representa para o Brasil.
Corrupção, escândalos intermináveis, estelionato
eleitoral, pedaladas fiscais ao mesmo tempo em que afrontam a dignidade de
todos, são determinantes para lançar a economia no mais profundo abismo. Não há
como imaginar nesse cenário uma retomada do crescimento.
Pelo contrário, com rara incapacidade para o cargo,
gestão aventureira e vale-tudo para se manter no poder, a cada dia que passa a
crise se aprofunda. Estamos ameaçados de passar dois anos seguidos em recessão
econômica, ou seja, seria o primeiro biênio de retrocesso em 85 anos. Isso
significa mais sacrifício para a população.
Enquanto isso, a presidente continua fazendo
maldades. Só para citar um caso mais recente, para cobrir o rombo da
corrupção petista, ela mandou vender pelo menos 25% da BR Distribuidora. Com um
dos votos contrários à proposta, Deyvid Bacelar, conselheiro que
representa os funcionários da Petrobras, alertou que, no lugar de abrir o
capital da empresa, principalmente quando o mercado está em baixa, a decisão
mais acertada seria melhorar a sua governança ou buscar novas parcerias.
Como a instabilidade política só aumenta e a
confiança no governo despenca vertiginosamente, está claro que a presidente não
é a pessoa certa para comandar uma virada que dê a mínima chance para que o
país possa sair do buraco em que ela nos meteu. Enfim, o desgoverno levou ao
caos econômico e exige uma solução sem demora de salvação nacional, mas sem
Dilma.
* Nilson Leitão é deputado federal (MT) e
vice-líder do PSDB.
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