sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Série B tem Seleção Futebol Interior tem GrafiGol, autor de golaço e Petkovic invicto há 11 rodadas



Alguns nomes que já desfilaram no final de semana, estão de volta como o novo “Rei do Recife” Grafite, agora Grafigol, e o meia Nadson, do Sampaio Corrêa.

Campinas, SP, 12 (AFI) – Quem disse que não é possível entrar na Seleção Futebol Interior se já foi relacionado na rodada passada? Errou quem imaginou isso. Aqui quem joga bem entra na Seleção FI quantas vezes merecer. Por isso mesmo, alguns nomes que já desfilaram no final de semana, estão de volta como o novo “Rei do Recife” Grafite, agora GrafiGol, e o meia Nadson, do Sampaio Corrêa, que só faz golaços pelo Sampaio Corrêa.

No comando do time, finalmente, um novato pé quente: Petkovic. Todo mundo lembra do ex-meia como craque, que marcava golaços, inclusive de falta. Mas como técnico a sua primeira preocupação é com a marcação.

Tanto que seu time sofre poucos gols e está invicto há 11 rodadas, a maior sequência dentro da Série B. São seis empates e cinco vitórias. Mas a Seleção FI, outra vez, é ofensiva, mantendo a linha defensiva com quatro zagueiros e quatro meias.

Goleiro: Ivan (Paysandu) - Tinha tudo para ter deixado o gramado do Heriberto Hulse como grande herói da noite, entrou numa fria ao substituir o titular Emerson que, às vezes, empaca, toma gols esquisitos e sofre contusões estranhas. Aos 44 minutos, "como um gato", Ivan saltou e espalmou o pênalti cobrado por Neto Baiano, que carrega a má fase ao lado da baixa estima. Mas no minutos seguinte, Ivan só não contava com uma jogada infeliz do companheiro Everaldo. Ele tentou desviar de cabeça o escanteio e mandou contra suas próprias redes. Que azar do zagueiro, que não tira os méritos do goleiro.

Lateral-direito: Walber (América-MG) - No primeiro tempo cumpriu à risca as orientações do técnico Givanildo Oliveira para se preocupar com a marcação. Mas quando foi liberado no segundo tempo, daí mostrou sua grande virtude: o cruzamento certo. De seus pés nasceram os dois gols do Coelho e que deixaram o Ceará ainda segurando a lanterninha da competição. E o Mecão continua firme na luta pelo acesso, na vice-liderança, com pontuação igual ao líder Vitória: 34 pontos cada.

Zagueiro: Ligger (Oeste) - É o grande líder da defesa e do time paulista dentro de campo. Outra vez manteve sua seriedade, não deu espaços para os atacantes goianos, do Atlético, e ainda empurrou o time para frente. Faltou sorte, porque o Oeste acertou a trave duas vezes. O empate, porém, foi mesmo o resultado mais justo.

Zagueiro: Samuel (Atlético-GO) - Mais uma vez se destacou na defesa do Dragão Goiano, sendo um xerifão e dono da grande área. Com toda sua disposição foi um dos responsáveis por segurar o ataque do Oeste, em Osasco, deixando seu time com cinco jogos invicto, numa grande reação na tabela. Foram quatro vitórias seguidas e agora um empate.

Lateral-esquerdo: Gaston Filgueira (Náutico) - Contra o Bahia, o Náutico atuou praticamente com três zagueiros, liberando Gaston Filgueira para chegar constantemente no ataque. E foi seu o passe para o gol marcado por Patrick Vieira. O lateral recebeu nas costas de Cicinho e cruzou rasteiro, na marca do pênalti.

Meia: Alan Mineiro (Bragantino) - Eleito pela Rádio Bragança AM sob o comando de João Carlos Carvalho como “o melhor em capo” na vitória do Braga sobre o Paraná, por 2 a 1. Ele não fez gol, mas foi o grande articular do time paulista, mesmo porque desta vez o futebol de Jocinei não brilhou. O meia deu passe para os dois gols e ainda quase fez um golaço por cobertura, evitado pelo bom goleiro Marcos, com mais de 300 jogos pelo Paraná.

Meia: Nadson (Sampaio Corrêa) - Foi disparado o jogador mais lúcido do meio para frente no Sampaio. Buscou o jogo o tempo inteiro e arriscou chutes ao gol. Foi autor de uma verdadeira pintura, um golaço da intermediária, que garantiu os três pontos para deixar o time perto dos primeiros colocados.

Meia: Jorge Wagner (Vitória) - Precisou de apenas seis minutos para fazer muito mais que Pedro Ken. O veterano Jorge Wagner entrou aos 32 minutos e, aos 38, mostrou que está com o pé calibrado. Com um lançamento à lá Gérson, colocou a bola na cabeça do atacante Vander marcar o primeiro gol do Vitória. Um passe primoroso que valeu por um gol.

Meia: Chapinha (Boa Esporte) - Chapinha era titular no início da Série B, mas se lesionou e perdeu espaço. No entanto, na noite desta terça, sua estrela voltou a brilhar. Entrou no segundo tempo marcou dois gols e garantiu a vitória por 2 a 1, contra o Macaé.

Atacante: Grafite (Santa Cruz) - Se Carlinhos Bala foi por um tempo o “Rei de Recife”, ele parece estar passando o posto para Grafite. Dúvida antes do jogo, ele foi confirmado e mais uma vez balançou as redes. Seu gol foi o primeiro da virada do tricampeão pernambucano contra o Mogi Mirim, o que cada vez mais aproxima do G4 da Série B. Com Grafigol, o Santa promete chegar no G4 nas próximas rodadas.

Atacante: Navarro (Botafogo) - O uruguaio finalmente desencantou com a camisa do Botafogo na noite desta terça-feira. Mostrando muito oportunismo, marcou dois gols e garantiu a vitória alvinegra sobrea o ABC, mantendo o time carioca dentro do G4. Parece que Ricardo Gomes finalmente achou um substituto para Rodrigo Pimpão.

Técnico: Petkovic (Criciúma) - Desde que assumiu o comando do Tigre, o sérvio ainda não sabe o que é perder na Série B do Campeonato Brasileiro. Até agora, são onze jogos de invencibilidade – com seis empates e cinco vitórias. A única derrota de Petkovic à frente do Criciúma foi na Copa do Brasil, para o Grêmio, por 1 a 0, no jogo de volta (perdeu a vaga nas oitavas nas penalidades máximas).

É bom lembrar que na ida, na Arena Olímpico, venceu por 1 a 0. Com tal desempenho, o treinador mostra competência que sempre teve dentro dos gramados, também fora dele e já sonha com G4 da competição.

 

 

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