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Broa
feita de goma de mandioca e açúcar
O mundo, aparentemente com fatos modernos (que na
verdade é uma repetição de algo que aconteceu antes e não presenciamos) é algo
que temos enfrentado para viver todos os dias. Não se sabe ao certo quantos
somos hoje neste planeta Terra. Somos muitos. Talvez sequer consigamos contar,
por que vivemos dispersos e muitos em lugares inacessíveis.
Nascemos e morremos todos os instantes. Catástrofes,
violência exacerbada e inexplicável – porque praticada por presumidamente
humanos – diminuem a população do mundo. Por outro lado, um sem número “aporta”
no planeta todos os dias, como se viessem de outras galáxias. Nascem e passam a
conviver conosco.
Destarte, não está distante o dia em que teremos
dificuldades de nos alimentarmos minimamente para continuarmos sobrevivendo. A
cadeia de alimentos produzidos hoje, nesta Terra, é muito grande e, a cada dia
algo novo nos é apresentado. Novidade alimentícia – ou, pelo menos, a
descoberta de uma nova forma de fazer, preparar.
Mas, felizmente, permanecem aqueles antigos e
insubstituíveis – como café, açúcar, feijão, peixes, carnes e a constantemente
renovada diversidade de legumes e verduras. As pesquisas estão descobrindo mais
alimentos (por extrema necessidade) a cada dia.
E, as coisas estranhas e desconhecidas para alguns, mas
que nos ajudam a “enganar o bucho” por algumas horas?
Alguém já se deu contas, de como, hoje, alguns jovens
aprenderam e se dedicam a fazer “brigadeiro”?
E “broa de goma” de mandioca, temperada com açúcar e
erva-doce. Você conhece? Nunca comeu?
Comer duas broas de goma é melhor que passar a noite no
carteado de Las Vegas!
2
“Canapum (Physalis angulata) - Physalis angulata L. é uma planta
pertencente à família Solanaceae bastante utilizada na medicina popular,
principalmente na América do Sul, em países como Peru, Colômbia, Suriname
e Brasil (SILVA et al., 2005). É uma planta rica em ácidos orgânicos (cítrico
e málico) caroteno, alcalóides, saponinas, fisalinas, fósforo, ferro e
alto teor de vitamina A e C (LOPES et al., 2006).
Essa espécie tem ocupado destaque fitofarmacológico nos últimos
anos, em virtude da presença de metabólitos poli-oxigenados e
vitaesteróides (Tomassini et al., 2000). Physalis angulata L.
é uma espécie que apresenta grande relevância em virtude do elevado
potencial da espécie para produção de fitofármacos, já que pesquisas comprovam
a eficiência de compostos secundários produzidos por essa espécie, a
exemplo das fisalinas, que possuem importantes valores fitoterápicos,
podendo ser utilizados em tratamento de carcinomas e doenças renais.” (Transcrito do Wikipédia)
Engraçado é que, há muito tempo, muitos comem e gostam
– mas não sabiam que, hoje, é benéfico até na diminuição dos riscos de óbitos
por carcinomas. É tão gostoso que enjoa.
Não está distante o tempo em que, cuias nas mãos,
saíamos catando canapum e voltávamos com a merenda garantida – no sertão, ainda
hoje é assim.
E, engraçado, é algo que ninguém planta. Nasce muito
nos alicerces de muros e paredes, nos cantos das cercas e, principalmente nos
monturos ou coivaras preparadas pela queimar a roça.
3
“Boerhavia hirsuta - Boerhavia
hirsuta é uma planta da família das Nyctaginaceae. De
gosto amargo, a medicina popular indica a infusão de seu caule e
sua raiz nos
problemas hepáticos
(colagoga) e digestivos, como diurética, antisséptica das
vias urinárias, febrífuga, anti-inflamatória e antialbuminúrica.
Também pode ser chamada de amarra-pinto, pega-pinto, agarra-pinto, batata-de-porco, beldroega-grande, bredo-de-porco, celidônia, solidônia, tangará, tangaracá.” (Transcrito do Wikipédia)
Quem conhece o Rio de Janeiro, certamente conhece a Rua da Carioca, região central da cidade. Conhece, também, o que seria a continuação da Rua Ramalho Ortigão e um comércio de secos e molhados que existe (?) na esquina dessa rua com a Rua da Carioca.
Pois bem. Naquela esquina, mais propriamente na calçada da Rua da Carioca, alguém vende, há anos, Mate Leão, gelado. Geladíssimo! Na época de calor abrasador, é algo que justifica uma parada intempestiva.
- Pinga limão? Perguntava o vendedor.
- Por favor! Responde o comprador.
Em Fortaleza – provavelmente não existe mais – havia contígua à Farmácia Pasteur, na Praça do Ferreira, uma lojinha com apenas um balcão e uma única pessoa atendendo. Era o “Rei do Pega-Pinto”!
Saudável. Curativo. Refrescante e certamente o melhor diurético, até mais do que a Hidroclorotiazida.
Tão estranho quanto o canapum, é incompreensível que o Pega-Pinto nasça e floresça quase sempre junto ao meio-fio das ruas ou nos alicerces das paredes e muros. É algo que ninguém planta.
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