segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Broa de goma, canapum, e refresco de pega-pinto




1


Broa feita de goma de mandioca e açúcar

 

O mundo, aparentemente com fatos modernos (que na verdade é uma repetição de algo que aconteceu antes e não presenciamos) é algo que temos enfrentado para viver todos os dias. Não se sabe ao certo quantos somos hoje neste planeta Terra. Somos muitos. Talvez sequer consigamos contar, por que vivemos dispersos e muitos em lugares inacessíveis.

Nascemos e morremos todos os instantes. Catástrofes, violência exacerbada e inexplicável – porque praticada por presumidamente humanos – diminuem a população do mundo. Por outro lado, um sem número “aporta” no planeta todos os dias, como se viessem de outras galáxias. Nascem e passam a conviver conosco.

Destarte, não está distante o dia em que teremos dificuldades de nos alimentarmos minimamente para continuarmos sobrevivendo. A cadeia de alimentos produzidos hoje, nesta Terra, é muito grande e, a cada dia algo novo nos é apresentado. Novidade alimentícia – ou, pelo menos, a descoberta de uma nova forma de fazer, preparar.

Mas, felizmente, permanecem aqueles antigos e insubstituíveis – como café, açúcar, feijão, peixes, carnes e a constantemente renovada diversidade de legumes e verduras. As pesquisas estão descobrindo mais alimentos (por extrema necessidade) a cada dia.

E, as coisas estranhas e desconhecidas para alguns, mas que nos ajudam a “enganar o bucho” por algumas horas?

Alguém já se deu contas, de como, hoje, alguns jovens aprenderam e se dedicam a fazer “brigadeiro”?

E “broa de goma” de mandioca, temperada com açúcar e erva-doce. Você conhece? Nunca comeu?

Comer duas broas de goma é melhor que passar a noite no carteado de Las Vegas!

2

“Canapum (Physalis angulata) - Physalis angulata L. é uma planta pertencente à família Solanaceae bastante utilizada na medicina popular, principalmente na América do Sul, em países como Peru, Colômbia, Suriname e Brasil (SILVA et al., 2005). É uma planta rica em ácidos orgânicos (cítrico e málico) caroteno, alcalóides, saponinas, fisalinas, fósforo, ferro e alto teor de vitamina A e C (LOPES et al., 2006). 

Essa espécie tem ocupado destaque fitofarmacológico nos últimos anos, em virtude da presença de metabólitos poli-oxigenados e vitaesteróides (Tomassini et al., 2000).  Physalis angulata  L. é uma espécie que apresenta grande relevância em virtude do elevado potencial da espécie para produção de fitofármacos, já que pesquisas comprovam a eficiência de compostos secundários produzidos por essa espécie, a exemplo das fisalinas, que possuem importantes valores fitoterápicos, podendo ser utilizados em tratamento de carcinomas e doenças renais.” (Transcrito do Wikipédia)

Engraçado é que, há muito tempo, muitos comem e gostam – mas não sabiam que, hoje, é benéfico até na diminuição dos riscos de óbitos por carcinomas. É tão gostoso que enjoa.

Não está distante o tempo em que, cuias nas mãos, saíamos catando canapum e voltávamos com a merenda garantida – no sertão, ainda hoje é assim.

E, engraçado, é algo que ninguém planta. Nasce muito nos alicerces de muros e paredes, nos cantos das cercas e, principalmente nos monturos ou coivaras preparadas pela queimar a roça.

3

 “Boerhavia hirsuta - Boerhavia hirsuta é uma planta da família das Nyctaginaceae. De gosto amargo, a medicina popular indica a infusão de seu caule e sua raiz nos problemas hepáticos (colagoga) e digestivos, como diurética, antisséptica das vias urinárias, febrífuga, anti-inflamatória e antialbuminúrica.

Também pode ser chamada de amarra-pinto, pega-pinto, agarra-pinto, batata-de-porco, beldroega-grande, bredo-de-porco, celidônia, solidônia, tangará, tangaracá.” (Transcrito do Wikipédia)

Quem conhece o Rio de Janeiro, certamente conhece a Rua da Carioca, região central da cidade. Conhece, também, o que seria a continuação da Rua Ramalho Ortigão e um comércio de secos e molhados que existe (?) na esquina dessa rua com a Rua da Carioca.

Pois bem. Naquela esquina, mais propriamente na calçada da Rua da Carioca, alguém vende, há anos, Mate Leão, gelado. Geladíssimo! Na época de calor abrasador, é algo que justifica uma parada intempestiva.

- Pinga limão? Perguntava o vendedor.

- Por favor! Responde o comprador.

Em Fortaleza – provavelmente não existe mais – havia contígua à Farmácia Pasteur, na Praça do Ferreira, uma lojinha com apenas um balcão e uma única pessoa atendendo. Era o “Rei do Pega-Pinto”!

Saudável. Curativo. Refrescante e certamente o melhor diurético, até mais do que a Hidroclorotiazida.

Tão estranho quanto o canapum, é incompreensível que o Pega-Pinto nasça e floresça quase sempre junto ao meio-fio das ruas ou nos alicerces das paredes e muros. É algo que ninguém planta.

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor. Não aceitaremos palavras indecorosas nem comentários que atinjam a honra dos demais comentaristas.