Por iG São Paulo
Ele foi detido em Brasília quando estava em casa e será levado para a
superintendência da PF no Paraná; prisão é preventiva.
O ex-ministro da Casa Civil José
Dirceu foi preso pela Polícia Federal (PF) em Brasília nesta segunda-feira (3)
na 17ª fase da Operação Lava Jato.
Além de José Dirceu foi preso também
o irmão dele, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva. Os
investigadores querem saber se a empresa em que ambos eram sócios, a JD
Consultoria, prestou serviços a empresas que desviaram dinheiro da Petrobras.
Nesta nova fase, a PF cumpre 40 mandados judiciais, sendo três de prisão
preventiva, cinco de prisão temporária, 26 de busca e apreensão e seis de
condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. A
operação foi batizada de Pixuleco, em alusão ao termo utilizado para nominar
propina recebida de contratos.
O mandado contra Dirceu é de prisão
preventiva – quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo
pré-determinado. Já seu irmão foi detido em Ribeirão Preto (SP) e cumprirá
prisão temporária, que tem duração de 5 dias.
Segundo a Superintendência da PF em
Brasília, para onde Dirceu foi levado, o ex-ministro deve ser transferido ainda
nesta segunda para Curitiba, onde estão todos os presos da Lava Jato. Mas a
transferência pode atrasar porque depende da autorização do Supremo
Tribunal Federal (STF), responsável pela execução das penas do mensalão.
No mês passado, após as denúncias, a
defesa do ex-ministro havia entrada com três pedidos de habeas corpus
preventivo para tentar evitar a prisão dele. Todos foram negados pela
Justiça. O advogado de Dirceu, Roberto Podval, sustenta que a prisão do
ex-ministro não se justifica pois ele está colaborando com as investigações
desde o momento em que passou a ser investigado na Lava Jato.
Ultimos anos de José Dirceu - Apontado como o mentor do esquema de compra de apoio
político durante o primeiro mandato do ex-presidente Lula, José Dirceu foi
condenado no processo do mensalão do PT e cumpre, desde novembro do ano
passado, sua pena de 7 anos e 11 meses de prisão em regime domiciliar. Ele foi
considerado culpado de corrupção ativa pelo Supremo Tribunal Federal
(STF).
Na Lava Jato, o ex-chefe da Casa
Civil é investigado em inquérito na Justiça Federal do Paraná por suspeita de
corrupção e lavagem de dinheiro. A PF investiga se a empresa de
consultoria de Dirceu – a JD Consultoria, criada quando ele deixou o governo
Lula, em 2005 – recebia propinas na forma disfarçada de consultorias.
Várias empreiteiras sob investigação
na Operação Lava Jato são clientes da JD. Entre 2006 e 2013 o ex-ministro
faturou R$ 39 milhões com a empresa de consultoria, sendo que R$ 9,5 milhões
foram de empresas investigadas pela Lava Jato. A PF investiga se alguns desses
pagamentos eram propina para que Dirceu intercedesse e facilitasse os negócios
dessas empresas com a Petrobras.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Por favor. Não aceitaremos palavras indecorosas nem comentários que atinjam a honra dos demais comentaristas.