Por Luciana Lima - iG Brasília
Ministros disseram que o assunto não chegou a ser discutido na reunião da
coordenação política, no entanto, há preocupação com maior impacto na
credibilidade do governo.
Após participarem da reunião de
coordenação política, nesta segunda-feira (3), os ministros da Defesa, Jaques
Wagner, e das Cidades, Gilberto Kassab, manifestaram preocupação com o ambiente
de negócios no País após a deflagração da 17ª fase da operação Lava Jato, que
prendeu preventivamente oito pessoas, entre elas o ex-ministro da Casa Civil da
gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu.
Prisão de Dirceu: Para Kassab, não há preocupação de que as investigações atinjam a
presidente. “Todos nós confiamos muito na conduta da presidente Dilma. Em
nenhum momento passa por nós nenhuma expectativa de que se aproxime dela
nenhuma investigação, nem de seu governo”, disse.
De acordo com os ministros, o assunto não chegou a ser
discutido na reunião. Wagner, no entanto, disse que há uma preocupação de que
as repercussões não contribuam para piorar o ambiente político e de negócios no
País.
“Sobre a prisão de Dirceu e de outras pessoas, isso não
foi assunto comentado. Óbvio que todo mundo sabia, hoje de manhã foi notícia, é
mais uma etapa da Lava Jato. Apesar de não ter tido discussão na coordenação, a
minha posição é de preocupação, de que precisamos ter dois canais paralelos: as
investigações seguem e o País também segue, funcionando e com a economia
funcionando”, disse Wagner após se reunir com a presidente.
“O ambiente é que a gente tem de tentar melhorar para
poder estimular investidores e estimular a economia a crescer. Todo mundo
reconhece, esse fim de semana vários analistas disseram que não piorou mais a
economia, estamos num ponto de retomada e essa é a expectativa do governo”,
considerou o ministro.
Por parte do Palácio do Planalto, não haverá qualquer
manifestação oficial sobre as prisões. Há uma avaliação interna de que as novas
suspeitas não guardam relação com o governo da presidente Dilma Rousseff, daí a
decisão de não se manifestar.
Wagner enfatizou que o governo não se coloca “contra”
as investigações apesar das suspeitas recaírem sobre integrantes do PT.
Publicidade - “Isso é sempre muito complicado de falar,
porque alguns querem interpretar que a gente está contra. Não tem nada contra.
Até porque, não tem como ser contra a sequência da investigação até que ela
chegue aos tribunais últimos e vai ter que ter desfecho, tudo tem um desfecho.
O que estou falando é que a gente dorme e acorda sempre com uma notícia desta.
Então, do ponto de vista do ambiente empresarial, de negócios, esta é minha
preocupação maior. Se a gente está precisando de uma retomada, você precisa ter
algum grau de estabilidade para que os investimentos ocorram normalmente”,
considerou o ministro.
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