A procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou nesta quinta-feira Corinthians e Palmeiras por causa das 258 cadeiras quebradas pela torcida alviverde no clássico do último domingo, no estádio em Itaquera.
Segundo a acusação, os clubes
infringiram o artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva por não
impedir que os torcedores quebrassem partes da Arena Corinthians. Por isso,
eles podem ter que pagar multas de até R$ 100 mil e ainda perderem mandos de
campo, atuando até dez jogos longe de seus estádios.
A maior parte das cadeiras foi
danificada enquanto os palmeirenses esperavam a escolta policial para a Estação
Dom Bosco da CPTM, de onde iriam para a Barra Funda.
Segundo a nota divulgada pelo
STJD, "alguns chegaram a dizer, segundo a Polícia Militar, para 'colocar
na conta do (Paulo) Nobre' (atual presidente do Palmeiras) e, pelo menos, um se
vangloriou do seu feito nas redes sociais".
Baseado no acordo firmado
entre os clubes, o Palmeiras deve arcar com o custo da reposição dos assentos
do setor visitante. Como cada cadeira custa R$ 175, o orçamento a ser elaborado
pelo Corinthians deve girar em torno dos R$ 45 mil. Além dos lugares, um
secador de mão do banheiro dos visitantes também foi danificado.
Informado dos danos, Paulo
Nobre lamentou a atitude dos "maus torcedores" visitantes e admitiu
arcar com os prejuízos. "Envidaremos esforços para identificar os autores
para que sejam devidamente responsabilizados", garantiu o dirigente.